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Banco projeta lucro R$ 33,78 bilhões maior para empresas: parte dessa alta vem das empresas que vendem principalmente no mercado doméstico,pressionado com os juros altos

As empresas abertas na bolsa de valores devem ter um ano brilhante em 2026. Pelo menos é o que espera a equipe de research do banco BTG Pactual.
Excluindo Petrobras e Vale, o lucro das companhias deve aumentar 17% no ano que vem, enquanto este ano a alta foi de 14%. Incluindo as duas empresas de commodities, a alta deve ser de 8,2%, avaliou o banco em relatório.
Isso equivale a R$ 33,78 bilhões a mais nos bolsos das companhias. O crescimento deve acontecer mesmo com a desaceleração da economia: a previsão é que o PIB aumente 1,5% em 2026, ante alta de 2% este ano.
Parte dessa alta vem das empresas que vendem principalmente no mercado doméstico, bastante pressionado com os juros altos — a alta foi de só 5% nas vendas em 2025 e deve ser de 13% no próximo período, com o afrouxamento monetário.
A queda dos juros não ajuda só os consumidores a comprarem mais produtos no parcelado ou a financiarem bens como carros ou imóveis, impulsionando as vendas de varejistas, locadoras, e construtoras.
Também auxilia companhias bastante alavancadas, ou seja, com uma proporção alta entre dívidas e receitas, e com parte relevante de seus débitos indexados à Selic.
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Para as varejistas e locadoras de carros, cada ponto a menos na Selic equivale a 4% a mais nos lucros, calculou o banco. Redes de shopping centers, serviços de pedágio e negócios de utilities, como água e energia, também são favorecidas. O BTG espera que a Selic já comece a cair em janeiro, com mais um corte em março.
A Natura (NATU3) deve ser a principal beneficiada no varejo, com alta de R$ 3,4 bilhões esperada nos lucros, impulsionada também pela reestruturação de sua operação. Assaí (ASAI3), com grande parte de sua dívida atrelada à Selic, também cresce.
Se os grandes bancos brasileiros já tiveram um ano estelar em 2025, com lucros recordes, 2026 promete ser ainda melhor. Com a queda dos juros, bancos podem emprestar mais.
Os ativos rurais, que tiveram um ano desafiador com diversos pedidos de recuperação judicial após os desastres climáticos dos anos anteriores, também devem se normalizar. Isso ajuda principalmente o Banco do Brasil, bastante pressionado pelo setor do agronegócio.
Por isso, o BTG acredita que os lucros do setor bancário devem aumentar em R$ 15,8 bilhões, alta de 14%, impulsionados principalmente pelo Banco do Brasil (BBAS3), com estimativa de alta de R$ 5,6 bilhões ou 29%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), com lucro R$ 4,3 bilhões maior, ou 17% em relação ao ano passado, e pelo Itaú (ITUB4), com previsão de incremento de R$ 3,4 bilhões ou 7%.
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