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Ter saúde aparece como o principal objetivo nas três classes sociais avaliadas — baixa, média e alta — segundo levantamento da Quaest. Já o sonho da casa própria ficou em segundo lugar nas indicações.
“Grito ao mundo inteiro, não quero dinheiro, eu quero saúde” — a adaptação da canção de Tim Maia representa o desejo dos brasileiros atualmente. Ela não rima, mas faz sentido: um levantamento da Quaest mostrou que o sonho da casa própria já não é mais prioridade. Agora, o que a população quer, de verdade, é ter saúde em dia.
Segundo a pesquisa ‘Diferenças entre classes sociais brasileiras’, 13% das pessoas de renda baixa avaliam ter a casa própria como um sonho. Já entre a classe média, o percentual cai para 10% e, para a classe alta, 8%.
Enquanto o desejo de ter mais saúde aparece como o principal objetivo para as três camadas sociais, com a classe baixa e média empatando com 17%. Já entre a população de renda alta, o sonho de ter saúde fica entre 16% dos entrevistados.
O levantamento indica ainda que os brasileiros acreditam que serviços de saúde e educação devem ser fornecidos pelo governo para que toda a população tenha acesso.
Entre os participantes de renda baixa e média, 98% defendem o serviço público, seguido de 97% entre os brasileiros de renda alta.
Segundo a Quest, os números têm como base pesquisas nacionais domiciliares realizadas em 2024, com amostras de 2.000 respondentes. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
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À primeira vista, o número pode parecer indicar o fim do “sonho da casa própria” — tão comum entre os brasileiros.
Porém, o levantamento também indica que a maior parte dos entrevistados das três faixas de renda já saiu do aluguel e possui um imóvel quitado.
Entre os participantes de renda baixa, 56% têm casa própria e já pagaram o valor integral do imóvel. Já para a classe média esse número sobe para 59%. Entre a classe alta, 58% afirmam ter quitado a residência própria.
Além disso, a pesquisa mostra que a maior parte dos entrevistados de classe baixa e alta mora com uma pessoa, com 25% indicando estar nessa situação em ambas as faixas de renda.
Já para a população de renda média, a regra é morar com duas outras pessoas, com 28% afirmando dividir a casa.
A sondagem feita pela Quaest também indica que os brasileiros estão tomando cuidado com as dívidas: 52% da população de renda baixa afirma ter baixo endividamento, contra 54% da classe média afirmando o mesmo e 53% entre a população de alta renda.
Além disso, a maioria dos entrevistados das três faixas de renda opta por economizar o dinheiro e guardar para o futuro, quando sobra parte da renda. O maior percentual está na população de alta renda, com 24%, seguido da renda média (23%) e classe baixa (19%).
Apesar disso, os brasileiros ainda avaliam que “dinheiro é feito para gastar”: 85% dos entrevistados de classe baixa concordaram com a afirmação, seguidos por 80% da classe média e 78% da classe alta.
Já em relação ao cenário econômico, o veredicto é unânime: os preços dos alimentos, água e luz aumentaram.
Em relação ao valor dos produtos no mercado, 79% da classe baixa e alta avaliam que houve um aumento dos preços, contra 80% dos entrevistados de classe média.
Já sobre as cobranças de luz e água, 69% da população de renda baixa sentiu os preços subirem, seguidos de 66% entre os brasileiros de renda média e 64% entre as pessoas de renda alta.
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