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"Nós estamos num momento importante, com 5,4% de desemprego, o menor da série histórica, e com 4,4% de inflação, caindo, isso é raro", afirmou o vice-presidente

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a redução da taxa básica de juros, a Selic, deve vir em breve, mas salientou que o governo Lula (PT) também precisa fazer um esforço fiscal maior. Ele concedeu entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa ReConversa, transmitido pelo YouTube.
"Eu estou confiante na questão dos juros, porque a indústria é a mais afetada pela taxa de juros muito alta. (...) Acredito que vai começar a cair a taxa de juros, se não agora, na próxima reunião", disse, fazendo referência à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorre nesta semana.
Ele justificou que o dólar caiu e o clima e a "supersafra" deste ano favoreceram a queda no preço dos alimentos. "Os juros caindo, a economia floresce mais rápido", completou.
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Em seguida, ele destacou os dados de desemprego e de inflação no país. "Nós estamos num momento importante, porque quando a inflação está baixa, o desemprego está alto; quando o desemprego está baixo, a inflação está alta. Nós estamos neste momento com 5,4% de desemprego, o menor da série histórica, e com 4,4% de inflação, caindo, isso é raro".
Ele ponderou: "Claro que a gente não deve ficar em berço esplêndido, não. Nós temos que fazer um esforço fiscal maior, a questão das despesas, mas eu diria que o cenário é um cenário positivo".
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Por fim, ele afirmou que "muita gente" que critica a questão fiscal do atual governo não vê os déficits feitos pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).
"O governo do nosso Paulo Guedes, o 'Chicago boy', conseguiu fazer um déficit de 9,7%", criticou. "Nós temos que começar a fazer superávit agora, para estancar o crescimento da dívida e depois ela começar a cair".
Alckmin disse acreditar que as reduções das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros vão ser feitas "passo a passo". Ele destacou que o total de bens ainda afetados pelo tarifaço caiu de 36% para 22%.
"Essas coisas não dependem de nós. Se dependesse de nós, era 100% para resolver. Eu acredito que vai passo a passo", disse. "Eles [americanos] estão tirando [tarifas] em etapas. Eu diria que as próximas etapas vão ser positivas", completou.
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