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BRASIL BLINDADO

Haddad vê espaço para negociações com os EUA sobre tarifas e diz que o Brasil está bem posicionado para uma cooperação regional

Em evento, o ministro da Fazenda falou sobre a conversa que teve com o secretário do Tesouro americano e disse que ele reconheceu a “anomalia” de taxar um país que mais compra do que vende para os EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. - Imagem: Flickr/ Ministério da Fazenda

O Brasil está bem posicionado para enfrentar a turbulência da guerra tarifária dos Estados Unidos e pode sair desse conflito com um acordo de cooperação regional. Esta é a visão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Em evento realizado na B3 na manhã desta sexta-feira (9), Haddad afirmou que a conversa com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, foi muito franca e ambos abordaram os temas mais delicados da situação das tarifas.

Segundo Haddad, Bessent reconheceu a “anomalia” que é taxar um país que mais compra dos Estados Unidos do que vende.

“Eu fiz chegar a ele essa manifestação, ele reconheceu e falou que há espaço para nós sentarmos à mesa para negociar”, disse Haddad.

O ministro ainda afirmou que há uma agenda de trabalho entre os países daqui para frente, “para aparar as arestas e seguir o caminho da cooperação regional”.

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Haddad afirmou que não falou apenas em nome do Brasil, mas em nome da América do Sul. Segundo ele, a região está sendo afeta desproporcionalmente e não é razoável tratar países com déficit comercial com os EUA da mesma forma que os países com superávit.

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Haddad vê o Brasil preparado 

Enquanto a definição das negociações não chega, o ministro da Fazenda acredita que o Brasil tem condições de sair razoavelmente bem da situação.

“Estamos conversando com a União Europeia, com o Sudeste Asiático e com os Estados Unidos. Entendo que as pessoas estejam apreensivas, porque é uma situação que inspira cuidado, mas estamos bem posicionados enquanto país”, disse.

O ministro afirmou que o Brasil vai continuar crescendo, vai continuar gerando emprego e “vamos trazer a inflação para dentro da meta”.

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