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De origem estrangeira, a data avança cada vez mais pelo Brasil, com faturamento bilionário para comerciantes e prestadores de serviços

O Halloween se coloca cada vez mais como parte do calendário brasileiro, tanto para quem faz brincadeiras e festas quanto para comerciantes e prestadores de serviços que ganham com a data.
Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) projetam um crescimento de 4% nas vendas do varejo por causa do “Dia das Bruxas” em 2025. A entidade já havia estimado movimento de R$ 3,7 bilhões no ano anterior, o que representou uma alta de quase 20% em relação a 2023.
Empresas de determinadas áreas podem achar o Halloween ainda mais convidativo.
A Associação Brasileira de Artigos para Casa (ABCasa) vê um crescimento médio próximo a 30% ao ano. A entidade representa os segmentos de decoração, presentes e papelaria, utilidades domésticas, festas, flores permanentes e têxtil.
O número é próximo do apurado pelo Sales Excellence Insights, da Globo, que identificou um crescimento de até 34% nas vendas em 2024.
A pesquisa também aponta que um terço dos brasileiros planeja celebrar o Halloween em 2025, índice que sobe para 50% entre as classes A e B, com predomínio de pessoas entre 18 e 34 anos.
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Consumidores e empreendedores participam cada vez mais da data, que tem se tornado uma espécie de “mini Black Friday” para empresas.
A Serasa Experian realizou um levantamento para traçar o perfil das empresas que fazem ações no 31 de outubro. De acordo com o estudo, 88% delas são pequenas e médias empresas (PMEs).
Do total, 39% são MEIs e 27% microempresas que, somadas, chegam a 66%. Além disso, 13% das participantes são empresas de pequeno porte e 9%, médias.
O trabalho ainda aponta que o setor de serviços lidera (47%), seguido por comércio (40%) e indústria (13%).
A pesquisa da Serasa também identificou uma predominância da região Sudeste, com 44% das empresas, sendo que 20% estão no Sul, 17% ficam no Nordeste, 10% no Norte e apenas 9% no Centro-Oeste.
Ao mesmo tempo, reportagem do Jornal Tribuna aponta que as festas de Halloween têm se espalhado para uma quantidade maior de municípios ano após ano, com o aumento da participação de cidades pequenas e novos perfis de consumidores.
O acesso a filmes, séries e criadores de conteúdo estrangeiros é apontado por especialistas como decisivo para o sucesso da data entre brasileiros. Por meio da cultura pop, ela entra cada vez mais no imaginário coletivo local.
Com isso, o Halloween vai se colocando no calendário do país junto a eventos consagrados, como o Dia das Crianças e a Black Friday.
O Brasil chegou a se movimentar frente ao avanço do Halloween. Em 2003, o jornalista e escritor Aldo Rebelo era deputado e apresentou o projeto de lei nº 2.762/2003 que estipularia 31 de outubro como Dia do Saci, mas acabou arquivado.
Somente em 2013, o projeto de lei nº 2.479/2013, da Comissão de Educação e Cultura, firmou a data junto ao Halloween, com o intuito de se opor à cultura estrangeira. Porém, a exaltação ao folclore nacional acabou ficando mais ligada a escolas infantis.
Enquanto isso, cada vez mais jovens e adultos se divertem em festas com fantasias, maquiagens e abóboras com caretas, em meio a luzes baixas que mal refletem as cores roxa, preta e laranja da decoração.
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