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Ata do Copom: BC diz que manutenção da Selic em nível ‘contracionista por período bastante prolongado’ é a estratégia correta

Os membros do comitê concluíram que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”

Homem com binóculo, em torre de observação na floresta, olha sinais na economia para entender o caminho da Selic, taxa básica de juros
Imagem: IA/Copilot

A inflação está no caminho certo para chegar à meta. E é exatamente por isso que a taxa Selic deve se manter em um patamar significativamente contracionista por um período bastante prolongado, disse o Comitê de Política Monetária (Copom).

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Mas ainda não é hora de baixar a guarda — ou a Selic. O Copom reforça que seguirá vigilante e, como de costume, não hesitará em retomar o ciclo de alta caso julgue apropriado.

Os membros do comitê concluíram que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmaram na ata divulgada hoje sobre a reunião da semana passada, que manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva.

A ata divulgada nesta terça-feira (16) revela que o Comitê avalia que a condução cautelosa da política monetária, de manter os juros elevados no maior patamar em quase duas décadas, tem contribuído para a desinflação e a redução das expectativas para a inflação no futuro, além de uma moderação gradual da atividade econômica.

O trecho reforçou a mensagem já transcrita no comunicado do encontro, publicado na última quarta-feira, 10.

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Quando o Copom vai começar a cortar os juros?

A atividade econômica dá sinais de desaceleração e os dados mais recentes mostram que o consumo das famílias arrefeceu, diz Felipe Tavares, economista-chefe a BGC Liquidez, em nota. Isso mostra a efetividade da atual política monetária.

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Havia ainda uma dúvida sobre se o atual nível de juros em 15% ao ano era suficiente. Para ele, essa dúvida foi eliminada.

"Pela Ata, todos os fatores necessários para dar conforto ao BC iniciar o ciclo de cortes de juros em janeiro foram dados. Contudo, o BC destaca na conclusão que se manterá vigilante, dando a entender que o ciclo começará em março", afirma Tavares.

"Embora com tom mais confiante, o Copom reconhece a melhora do cenário, mas insiste em juros elevados por período prolongado", diz Leonardo Costa, economista do Asa, em nota.

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O Copom volta a frustrar a expectativa de quem buscava sinais de que o início da flexibilização começaria em janeiro, dizem Luiz Felipe Vital e Cecília Mazzoni, da Warren Research.

"Até então, argumentava-se que o Copom estaria dependente de dados e aguardando maior clareza do cenário para avançar no ciclo. A ata de hoje muda essa percepção: o Copom não sinalizou uma mudança no estágio porque ainda está desconfortável com uma lista extensa de riscos para a inflação", afirmam.

No que o Copom ficará de olho daqui para a frente

Os diretores afirmaram que continuarão acompanhando o ritmo da atividade econômica, fator fundamental para a determinação da inflação, em especial de serviços.

Eles também ponderam que vêm ajustando sua comunicação para expressar a percepção sobre o estágio em que a política monetária se encontra ao longo do ano, destacando o ganho de confiança que vem sendo acumulado com o processo de desinflação.

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O Copom repetiu as projeções para a inflação acumuladas em 12 meses já apresentadas no comunicado. Ele prevê alta de 4,4% em 2025, 3,5% em 2026 e 3,2% no 2º trimestre de 2027 - atual horizonte relevante da política monetária. Todas as estimativas estão acima do centro da meta, de 3,0%.

A trajetória leva em conta desaceleração dos preços livres, de 4,0% este ano para 3,2% no horizonte relevante, e dos preços administrados, de 5,3% para 3,4% nesse mesmo intervalo.

Com Money Times e Estadão Conteúdo

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