O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Entre choques externos e incertezas eleitorais, o pregão de 5 de dezembro revelou que os preços já carregavam mais política do que os investidores admitiam — e que a Bolsa pode reagir tanto a fatores invisíveis quanto a surpresas ainda por vir
Não restam dúvidas de que o pregão de 5 de dezembro pode ser considerado traumático em muitos aspectos — como o Felipe falou, uma espécie de Joesley Day.
No entanto, o que mais me impressionou na reação do mercado foi o quanto o trade eleitoral já estava embutido nos preços, ainda que em fração ínfima sobre o que pode ainda vir a ser.
Quando acompanhamos os ativos financeiros em tempo real, podemos apenas suspeitar daquilo que é tecnicamente chamado de “decomposição de fatores”.
Diante das imposições da rotina diária, não há como calcular exatamente quanto do retorno observado se deve à causa A, B ou C.
Então, o melhor que podemos fazer é trabalhar com ordens de grandeza de cunho qualitativo; transmitidas socialmente por meio dos deals que se tornam públicos e da expressão deliberada dos formadores de opinião.
É justamente daí que veio a minha surpresa.
Leia Também
Houvéssemos perguntado a 100 investidores antes do Flávio Day, 90 deles diriam que não estavam posicionados em Kit Brasil visando um rali eleitoral, pois o tempo era vasto e as incertezas gritantes.
A Bolsa brasileira havia subido +37% no ano até então, principalmente, por graça oblíqua da Trumponomics, que jogou o dólar para baixo e redirecionou algum excesso de gordura dos EUA para os emergentes.
E se quiséssemos dar um tempero nacional a essa dádiva exógena, poderíamos considerar, mais recentemente, o acúmulo de indicadores macro sustentando uma virada monetária do Copom.
Então, era isso: Trump em primeiro lugar, Copom começando a ganhar força, e o trade eleitoral visto como uma pequena opcionalidade, ainda muito fora do dinheiro.
Em tese, se isso fosse mesmo verdade, se era essa a decomposição fatorial, a Bolsa brasileira poderia ter caído -1% ou -2% na sexta-feira passada, e vida que segue.
Mas agora sabemos que não era o caso. Como explicar?
Bem, a explicação mais óbvia, cuidadosamente amparada em achados da economia comportamental, é a de que aquilo que as pessoas dizem não casa necessariamente com o que elas fazem, e muito menos com as distribuições probabilísticas em nível agregado.
Mas não acho que isso seja simplesmente uma farsa, ou um tipo de voto enrustido.
Frequentemente, os fatores se misturam em uma massa homogênea.
Ligamos a TV para ver um ator brilhante, e acabamos nos apaixonando pelo filme.
Vamos ao estádio para ver um jogador genial, e acabamos torcendo pelo time.
Você não ama uma pessoa porque ela tem o nariz bonito, entende? Mas pode até amá-la com um nariz feio.
Bom, se a Bolsa caiu por conta de um motivo que nem estava lá, ela também pode subir por conta de outro motivo, que ainda nem apareceu.
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto
Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil
Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta