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Por que seguimos promovendo técnicos brilhantes e esperando que, por mágica, eles virem líderes preparados? Liderar é um ofício — e como todo ofício, exige aprendizado, preparo e prática
Recentemente, uma leitora me contou sobre sua experiência em um curso de liderança. Ela, jornalista, começou a refletir sobre uma cena que já viu se repetir diversas vezes em redações: um repórter brilhante, promovido a editor. Parecia uma boa ideia — até que a equipe começou a se desestruturar.
A razão? Ninguém o preparou para liderar. Ele foi reconhecido pela competência técnica, mas não recebeu as ferramentas para gerir pessoas. O resultado foi o oposto do que se esperava: queda de desempenho, conflitos, demissões.
Essa história não é exclusividade do jornalismo. Ela se repete em profissões e empresas de todos os setores. E levanta uma pergunta importante: por que seguimos promovendo técnicos brilhantes e esperando que, por mágica, eles virem líderes preparados?
Em muitas organizações, a única forma de reconhecimento passa pela promoção. Isso cria uma lógica quase cruel: quem quer crescer precisa virar chefe, queira ou não.
Mas liderar é um ofício — e como todo ofício, exige aprendizado, preparo e prática. Transformar um excelente técnico em gestor sem preparo é como pedir para um ótimo cozinheiro assumir o salão do restaurante sem nunca ter lidado com clientes: pode dar confusão.
Um líder despreparado pode causar danos silenciosos — e profundos. A motivação do time cai, a confiança some, e a performance desaparece.
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Já vi equipes inteiras se desestruturarem não por falta de talento, mas por falta de liderança. E o mais irônico é que, muitas vezes, quem foi promovido também sofre. A pessoa que amava o que fazia, agora se vê frustrada, solitária, e sobrecarregada em um cargo para o qual nunca foi preparada.
É comum associar liderança a um tipo específico de personalidade: extrovertido, carismático, comunicador nato. Mas não é isso que diferencia um bom líder.
Há líderes sérios, brincalhões, mais analíticos ou mais intuitivos — todos podem ser eficazes, desde que respeitem alguns fundamentos: escuta ativa, clareza nas expectativas, confiança mútua, coragem para dar feedback e capacidade de mobilizar o time.
O estilo pode variar. Os princípios, não.
Empresas que promovem sem preparar estão criando um problema interno — e estratégico.
É preciso investir em formação antes da promoção, não só depois. Criar trilhas de desenvolvimento que permitam à pessoa experimentar o papel de liderança sem assumir a posição formal.
E mais: é preciso oferecer caminhos de crescimento fora da liderança. Nem todo mundo quer ou deve virar gestor. Carreiras em Y, que valorizam o aprofundamento técnico, são fundamentais para equilibrar esse jogo.
Liderar pessoas talvez seja uma das tarefas mais complexas e desafiadoras do mundo do trabalho. Não há roteiro único, nem fórmula infalível. Mas há algo que faz toda a diferença: intenção genuína de fazer dar certo.
Promover sem preparar é um erro organizacional — e um convite ao fracasso.
Formar líderes, com propósito e cuidado, é um investimento com retorno garantido.
E para quem foi promovido e está se sentindo perdido, fica aqui um lembrete importante: ninguém nasce pronto para liderar. Mas com humildade, escuta e prática, dá para aprender — e fazer bonito.
Até a próxima,
Thiago Veras
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