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A frente fiscal permanece como vetor central de risco, mas, no final, 2026 estará dominado pela lógica das urnas, deixando qualquer ajuste estrutural para 2027
No Brasil, a semana se desenha particularmente carregada, com dados relevantes de emprego, votações cruciais no Congresso e a expectativa em torno de uma eventual conversa entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. No campo político doméstico, chamou a atenção o encontro de ontem entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em regime domiciliar.
Como esperado, Tarcísio confirmou publicamente sua intenção de disputar a reeleição em São Paulo, movimento que, em tese, abre espaço para que outros nomes da oposição — como Ratinho Jr. — possam ser cogitados para uma candidatura presidencial.
Ainda assim, interpreto esse recuo do governador mais como uma manobra tática do que como uma decisão definitiva. Reitero o que venho defendendo há meses: a possibilidade de alternância de poder em 2026 depende menos de figuras individuais e muito mais da capacidade de organização de uma oposição que, até aqui, tem se mostrado propensa à autossabotagem.
O ponto central é a viabilidade de um projeto reformista consistente, capaz de colocar na mesa, de forma clara, a inevitabilidade de uma reforma fiscal profunda a partir de 2027. Não estamos falando de meros ajustes pontuais de gasto ou tributos, mas de um redesenho estrutural da forma como o Brasil pensa e executa seu orçamento.
Para que isso ocorra, será indispensável que alguém com convicção, força política e capacidade real de articulação esteja na presidência — ou, no mínimo, que o debate seja pautado de maneira firme já em 2026, de modo a evitar que o perdedor da eleição use o ajuste de 2027 como bandeira de oposição.
Essa é uma discussão civilizatória: só após enfrentar as amarras orçamentárias herdadas da Constituição de 1988 será possível abordar, de maneira correta, temas como produtividade, segurança pública, educação, segurança jurídica, saúde e abertura de mercado. O Brasil convive há décadas com esse passivo, mas o momento de encará-lo chegou — e não há mais espaço para adiamentos.
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A partir de 2027, o orçamento federal brasileiro enfrentará um ponto crítico: todas as despesas se tornarão obrigatórias, eliminando quase por completo o espaço de discricionariedade do governo. Em termos práticos, isso significa que, independentemente de quem seja eleito — seja de esquerda ou de direita —, o presidente terá pouca ou nenhuma margem para implementar seus próprios projetos, tornando-se, na prática, um mero passageiro de um orçamento engessado. É por isso que uma correção de rumo se torna indispensável.
Esse ajuste é fundamental para reverter a trajetória preocupante do endividamento público, que hoje cresce sem perspectiva de estabilização. A combinação de um ritmo descontrolado de expansão de gastos em determinadas rubricas, somado ao descompasso da política fiscal e à ausência de previsibilidade, pressiona a necessidade de juros mais altos, o que, por sua vez, alimenta déficits nominais ainda maiores.
Nesse contexto, a frente fiscal permanece como vetor central de risco: além das pautas em tramitação no Congresso, o governo aguarda uma decisão crucial do TCU que pode obrigar o bloqueio de até R$ 34 bilhões adicionais em despesas em pleno ano eleitoral. O tribunal já advertiu que mirar apenas o piso da meta do arcabouço, em vez de perseguir o centro, constitui prática irregular.
Mais grave, porém, é que a própria meta se tornou artificial, perdendo utilidade como referência confiável de política fiscal. Não por acaso, a Fazenda teme que uma decisão mais dura reacenda a pressão interna por alterar a meta de 2026, algo que seria um erro grave, ainda que previsível em um ano marcado por disputas eleitorais.
No fim, sabemos que 2026 estará dominado pela lógica das urnas, deixando qualquer ajuste estrutural condicionado à formação de um eventual governo reformista a partir de 2027. Trata-se menos de cumprir metas improvisadas e mais de repensar de forma profunda e corajosa a maneira como organizamos o orçamento público.
O problema é que a falta de organização de uma oposição coesa, capaz de apresentar um projeto claro e consistente de alternância de poder, compromete a previsibilidade desse cenário. A tese de mudança existe e pode ser altamente transformacional para os ativos brasileiros, mas o caminho até lá será tudo, menos linear.
Para que ela se torne viável, será preciso construir uma candidatura capaz de reunir a capacidade de mobilização do bolsonarismo (sem figuras de alta rejeição), a racionalidade econômica da centro-direita e a habilidade política do centrão. Caso esse movimento se consolide nos próximos meses, entraremos oficialmente, a partir de sábado, 4 de outubro, na janela de 12 meses que antecede as eleições, com chance concreta de um rali eleitoral cada vez mais factível.
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