🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: O que me anima para 2025

Se fosse para dar uma recomendação pragmática e direta para 2025, seria: mantenha uma sólida posição de caixa (pós-fixados), uma exposição razoável ao dólar, algum hedge em ouro e um pezinho nas criptomoedas

6 de janeiro de 2025
20:00 - atualizado às 14:08
ações fiis 2025 fundos imobiliários investimentos para 2025 onde investir em 2025
Imagem: iStock.com/MicroStockHub

Estão todos pessimistas para 2025 no Brasil. E essa é a primeira coisa que me anima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja: não é que inexistam motivos para uma visão prospectiva mais negativa. Aliás, ilude-se quem pensa que bolhas especulativas ou momentos de pessimismo exagerado decorram da ausência de justificativas fundamentadas.

A boa euforia ou a boa depressão precisa estar assentada sobre uma narrativa crível, que somente a posteriori vai se mostrar errada.

Com Selic acima de 15% e inflação de 6%, consumo e investimentos serão travados. Possivelmente, teremos uma recessão técnica no segundo semestre.

Para usar a analogia da WHG num paralelo com Wall Street e Main Street, a Faria Lima encontrará a 25 de março. “Eu sou você amanhã”.

O mercado malvadão apenas manifesta por meio dos preços a informação da interação de milhares de compradores e vendedores cujas expectativas se manifestam numa transação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O andar de cima encontra o benefício de enxergar com mais perspectiva. O emprego e a massa salarial são os últimos a sentir. A sensação de mal-estar no dia a dia da população será bem mais intensa ao longo deste ano.

Leia Também

Não desmereço esses elementos. Meu ponto, por outro lado, é que os mercados carregam uma habilidade especial em surpreender os consensos.

Se a construção acima é correta, de que os mercados enxergam as crises antecipadamente, ao menos parte relevante dela já está nos preços.

Se todos acham que as coisas vão piorar antes de melhorar, ninguém espera a deterioração passivamente. As pessoas vendem antes. E os ativos financeiros pioram também antecipadamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Kit Brasil: entre aberrações e bizarrices

Hoje, ninguém quer saber do kit Brasil. Todo o sell side está “underweight" (abaixo da média) com as ações brasileiras.

O buy side local virou especialista em crédito europeu e inteligência artificial — gera beta enquanto disfarça sua habilidade de entregar alfa.

Fundos de pensão carregam sua menor posição da história recente em Bolsa. As pessoas físicas não querem nada além de devorar a sopa de letrinhas das LCIs, LCAs, CRIs, e CRAs. 

Se isso não foi suficiente para demonstrar o clima sorumbático nos mercados locais, destaco duas aberrações brasileiras. 

Todos criticam nossa tragédia fiscal e a explosão da trajetória da dívida pública. Essas mesmas pessoas vendem suas ações para comprar a dívida pública!

É um raciocínio no mínimo peculiar: dado que o governo flerta com níveis perigosos de dívida, vou emprestar mais dinheiro para o governo!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se há chances reais de incorrermos num calote branco (países com dívida em moeda local dão calote por meio da inflação), seria preferível correr dos bonds e estar em ativos reais.

A outra bizarrice se verifica na microestrutura da renda variável. Agora, pertencer a índices formais de ações, algo que historicamente foi motivo de atração de fluxo comprador, pode representar uma adversidade adicional. Você entra num determinado índice e sua ação cai, porque há um fluxo de posições vendidas muito alto.

O corolário do pessimismo elevado com os ativos locais é que seus valuations se encontram em níveis bastante atrativos sob uma perspectiva histórica. A qualificação temporal importa aqui. 

2025: a antessala de 2026

Ao afirmar que os ativos brasileiros estão baratos, não quero dizer que eles não possam ficar ainda mais baratos, nem tampouco que estarão mais bem apreçados na próxima semana.

Sejamos sinceros: o Brasil tem uma capacidade exemplar de surpreender negativamente. É um trabalho de profissionais!

Mas, para investidores de longo prazo, essa possibilidade de piora adicional (repito: sob uma perspectiva histórica), será irrelevante, um pequeno escorregão imperceptível num gráfico de ciclos de anos ou décadas.

Se fosse para dar uma recomendação pragmática e direta para 2025, seria: mantenha uma sólida posição de caixa (pós-fixados), uma exposição razoável ao dólar, algum hedge em ouro e um pezinho nas criptomoedas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, dilate seu horizonte temporal até o final de 2026 e carregue uma posição em ativos de risco brasileiro, sob a ressalva de evitar aqueles que podem morrer no meio do caminho (distressed, turnaround, excesso de alavancagem etc).

Eis o segundo grande fator de ânimo para o ano: 2025 é a antessala de 2026. Desculpe a obviedade. 

Recorro ao meu querido amigo Marcos Troyjo em episódio recente do podcast Market Makers, mais ou menos assim: “vai chegar um momento no ano em que os investidores vão olhar para o relógio e perceber que estamos nos aproximando de uma possível mudança do ciclo eleitoral.”

E isso é muito mais importante, desde que não morramos no meio do caminho.

Haverá um momento em que a matriz de payoff brasileira será a seguinte:

  • Se as coisas melhorarem, bom… elas terão melhorado. Isso prescinde de explicação. O cenário bom é… o cenário bom. “Quem ganha, ganha. Quem perde, explica”.
  • Se elas piorarem, isso significa desemprego e inflação em alta. Por definição, o índice de miséria aumenta, batendo na confiança do consumidor, que, por sua vez, carrega alta correlação com a popularidade do presidente. Piorar agora significa aumentar a chance de uma mudança do ciclo de economia política em 2026, quando podemos iniciar um longo período de 9 anos no sentido do respeito à ciência econômica. Pragmaticamente, isso importa muito mais do que um déficit primário de zero ou de meio por cento do PIB em 2025.

Por isso, a dilatação do horizonte temporal me parece a decisão mais sensata para o ano de 2025, que será um ano bom em si ou um ano edificante, em que sua “ruindade” assentará as bases para um longo ciclo positivo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Volatilidade, risco e oportunidade

Nesse sentido, assumindo a validade do argumento supracitado, é necessário salientar que o investimento no kit Brasil agora, contrariando toda a visão de consenso, envolve baixo risco, e não alto risco.

Explico.

Os modelos clássicos de alocação de portfólio associam risco à volatilidade. Para um talebiano ou para um buffettiano, no entanto, risco não tem nenhuma relação com volatilidade. Google em: falácia do peru de Natal.

Como gosta de dizer a Artemis Capital, volatilidade é apenas um mecanismo de revelação da verdade. Sob essa perspectiva, ela é boa, não ruim. A supressão da volatilidade é que envolve riscos desconhecidos e maiores.

Risco deveria estar associado à chance de perda permanente do capital. Portanto, se você concorda que, se 2025 for ruim, ele constrói as bases para a mudança do ciclo de economia política em 2026, cujos impactos trariam verdadeira multiplicação para os ativos de risco no Brasil ao longo dos próximos 9 anos (lembre-se que um caudilho nunca deixa herdeiros), a chance de perda permanente do capital, caso você estenda seu horizonte temporal, é baixa.

Sob essa construção, estaríamos numa daquelas raras oportunidades capazes de associar alto retorno potencial com risco (entendido como perda permanente do capital) baixo. “Isso me alegra, montão”, terminamos com a sabedoria de Riobaldo para nos iluminar por 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um feliz ano novo a todos!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar