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A decisão de Natal do Fed, os títulos incentivados e o que mais move o mercado hoje

Veja qual o impacto da decisão de dezembro do banco central dos EUA para os mercados brasileiros e o que deve acontecer com as debêntures incentivadas, isentas de IR

27 de novembro de 2025
8:23 - atualizado às 8:53
Efeito borboleta no Federal Reserve, o Fed
Imagem: IA/Copilot/Divulgação

O efeito borboleta é uma expressão comum da teoria do caos. Uma pequena mudança nas condições, cenários e decisões pode ter consequências enormes para diversas pessoas, segundo esse conceito.

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Em todo o mundo, os mercados acompanham dados da economia norte-americana e tentam prever uma única decisão: afinal, o Fed, o banco central dos Estados Unidos, vai ou não cortar a taxa de juros em dezembro?

Essa decisão, que ainda nem foi tomada, já movimentou mercados em todo o mundo. Investidores retiraram capital dos títulos de dívida dos EUA e buscam realocar esse dinheiro. Um destino comum são os países emergentes. Com isso, a bolsa brasileira está em uma esteira de alta há quase três meses.

Novas falas de dirigentes do Fed ampliaram para cerca de 80% a probabilidade de redução dos juros — uma reversão significativa em relação ao ceticismo observado no mês passado.

Mas esse corte pode não acontecer. Black Friday e Natal ainda podem impulsionar o consumo norte-americano, e o presente do banco central dos EUA aos investidores de renda variável pode ser trocado por um punhado de carvão.

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É o que conta o colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess. A decisão não é consenso entre os dirigentes do Fed: se por um lado o mercado de trabalho está frágil, do outro a inflação continua acima da meta.

Leia Também

Seja qual for a decisão da autoridade monetária norte-americana, o efeito para a bolsa brasileira pode ser enorme. Leia mais nesta coluna aqui.

Muito barulho por nada: gestor espera mais um ano de bonança para fundos de crédito isentos de IR

No início do mês, Seu Dinheiro reportou que a maré poderia ter virado para os fundos de infraestrutura isentos de Imposto de Renda.

Com um raro mês negativo, gestores estavam temerosos de que isso se transformasse em uma onda de resgates, piorando ainda mais a situação. Depois da matéria de Seu Dinheiro, diversos outros veículos reportaram o mesmo receio entre os gestores.

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Por enquanto, a tendência parece não ter se confirmado: Pierre Jadoul, diretor-executivo e gestor responsável pela estratégia de crédito privado da ARX Investimentos, continua otimista para esses ativos.

A questão é que, com os juros altos, o crédito privado continua sendo queridinho entre gestores de fundos e investidores. Um dos motivos para isso é bastante simples: não há outro lugar melhor para alocar o dinheiro.

“Se resgatar, vai alocar onde? O investidor não quer tomar risco. Não está entrando em ações, em multimercados. Nem um Tesouro IPCA+ do governo ele está colocando na carteira porque não quer volatilidade. Os fundos de crédito pós-fixados são a opção do momento”, disse Jadoul.

A repórter Monique Lima conversou com o gestor para entender o que deve acontecer com as debêntures incentivadas e os fundos de infraestrutura, que investem nesses papéis.

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Confira nesta matéria aqui.

Esquenta dos mercados

O Ibovespa voltou a bater recorde no pregão de ontem ao fechar o dia acima dos 158 mil pontos pela primeira vez. Impulsionado pelas expectativas sobre um início de corte dos juros pelo Banco Central no início de 2026, o principal índice da B3 fechou o dia com alta de 1,70%, aos 158.555.

Nesta quinta-feira (27), a bolsa brasileira vai tentar manter o bom desempenho em meio à divulgação de dados do Caged e do IGP-M. Além disso, os investidores acompanham a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em evento do Itaú Asset.

Enquanto a agenda local estará quentíssima, o dia dos mercados internacionais deve ser mais ameno, com as bolsas dos EUA fechadas devido ao feriado de Dia de Ação de Graças.

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Porém, a folga não impediu Wall Street de influenciar os principais índices ao redor do globo nesta manhã. Na Ásia, as bolsas fecharam o dia em alta, impulsionadas pela perspectiva de uma nova queda dos juros norte-americanos.

Já os mercados europeus sentem o peso da redução da liquidez por conta do feriado nos EUA e amanhecem no vermelho.

Outros destaques do Seu Dinheiro:

TOUROS E URSOS #249 

Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção. No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa. 

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COMO FICA AGORA 

Imposto de Renda: o que muda a partir de 2026 para quem ganha até R$ 5 mil e para a alta renda, a partir de R$ 50 mil por mês.  Além da isenção para as faixas mais baixas, há uma taxa de até 10% para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês. 

A MAIOR QUEDA DA B3  

Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas. Apesar da forte queda dos papéis – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos.  

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BONS CATALISADORES NO RADAR 

Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte. Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador. 

NOVOS CONSELHEIROS  

Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho. O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia. 

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O QUE ESPERAR AGORA?  

Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual. Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle. 

O VEREDICTO DA AUTARQUIA 

Liquidação do Banco Master não traz risco sistêmico, avalia Comitê de Estabilidade Financeira do BC. A instituição do banqueiro Daniel Vorcaro cresceu emitindo certificados com remunerações muito acima da média do mercado e vinha enfrentando dificuldades nos últimos meses. 

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APÓS A PRISÃO 

Defesa de Vorcaro diz que venda do Banco Master e viagem a Dubai foram comunicadas ao BC. O banqueiro foi preso na semana anterior devido à Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga um esquema de emissão de títulos de crédito falsos. 

REGRAS PARA PREVINIR 

A proposta do FGC para impedir um novo caso ‘Banco Master’ sem precisar aumentar o colchão do fundo. Com maior resgate da história do FGC, o caso Banco Master acelera discussões sobre mudanças nas regras do fundo e transparência na venda de CDBs. 

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ROTINA MILIONÁRIA 

Hábitos de milionários que qualquer pessoa pode (e deve) adotar. Cinco hábitos reais de bilionários que não dependem de renda alta, apenas disciplina, constância e mentalidade de longo prazo. 

AO INFINITO E ALÉM!  

Como é o foguete que o Brasil vai lançar em dezembro (se não atrasar de novo). Primeira operação comercial no país vai levar ao espaço satélites brasileiros e tecnologias inéditas desenvolvidas por universidades e startups. 

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PAZ NO MUNDO?  

Miss Universo: como funciona o negócio milionário que já foi de Trump — e agora causa revolta entre as misses. Entenda a engrenagem por trás do concurso de beleza mais famoso do mundo e que vem dando o que falar. 

QUEM TEM MAIS VANTAGENS? 

Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor. Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos. 

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DISCIPLINA A BORDO 

Sem espaço para bagunça: França pode multar em até R$ 124,5 mil passageiros que quebrarem as regras do voo. Violações sujeitas a multas de 10 mil a 20 mil euros incluem utilizar dispositivos eletrônicos quando proibidos, não cumprir as instruções da tripulação, além de agressões verbais ou físicas contra tripulantes ou outros passageiros. 

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