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Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o sócio da Ibiuna abriu quais são as grandes apostas da gestora para o segundo semestre e revelou o que poderia atrapalhar a boa toada da bolsa
Embora o Ibovespa tenha brevemente encontrado novos recordes na primeira metade de 2025, a bolsa brasileira ainda tem um longo caminho de valorização até o fim do ano — e até os 150 mil pontos podem se tornar realidade, prevê André Lion, sócio, diretor de investimentos (CIO) e gestor da estratégia de ações da Ibiuna Investimentos.
“Mesmo após a bolsa ter andado um pouco desde janeiro, algumas ações continuam super atraentes para uma visão de médio prazo. Ainda existe oportunidade. Tem vários ativos sendo negociados a valuations bem atrativos”, afirmou Lion, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.
Apesar de ruídos relevantes com potencial para atrapalhar a performance no curto prazo, a bolsa ainda pode destravar de 20% a 30% de upside até dezembro, nas projeções do sócio da Ibiuna, gestora com mais de R$ 12,5 bilhões em ativos sob administração.
“Em uma conta de padeiro, chegar aos 150 mil pontos seria bem factível: seria só 10% acima do patamar que vemos hoje. Talvez, nas próximas semanas, o movimento ainda seja meio devagar, sem muita tendência. Mas eu também não acho que vai ter nenhum daqueles ralis de fim de ano e, sim, um movimento mais espaçado”, disse o gestor.
Vale lembrar que o último recorde do principal índice de ações da B3 foi alcançado em abril deste ano, quando o Ibovespa bateu os 141.263 pontos.
A visão otimista de Lion para o mercado de ações brasileiro reside, em grande parte, na expectativa de um ciclo de corte da taxa básica de juros, a Selic.
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Embora o Banco Central tenha levado a taxa a patamares elevados para conter a inflação, o gestor da Ibiuna projeta que o próximo movimento será de redução, provavelmente no início de 2026, com uma sequência de cortes ao longo do ano.
Essa queda na Selic é crucial, pois, segundo Lion, "o juro real no Brasil hoje encontra-se em patamares muito altos, até insustentáveis", rondando a casa de 7,5%.
“É preciso tomar cuidado, pois o juro real elevado impacta toda a economia, inclusive as empresas listadas em bolsa. Tem algumas empresas que já estão sofrendo e que vão continuar sendo bastante impactadas”, disse o gestor.
Para ele, uma redução do juro real, especialmente se houver alternância de poder nas eleições de 2026, é “bastante provável”.
Isso abriria “grande valor” em empresas e poderia gerar apreciações de preços de 30% a 50% para certos ativos domésticos, segundo o gestor.
“Isso vai fazer com que boa parte das despesas financeiras das empresas diminua e que as companhias mais ligadas à atividade doméstica voltem, de novo, a ter um pouquinho mais de fôlego”, afirmou Lion.
A projeção do gestor é que haja uma antecipação desse movimento já neste segundo semestre, com as empresas cíclicas voltando a performar melhor nos próximos dois a três trimestres.
Embora afirme que a Ibiuna prefere olhar "empresa a empresa", e não setores, Lion admite que, hoje, as principais posições da carteira de ações da gestora pertencem a ativos ligados à economia doméstica.
“São todas empresas ligadas a esse ciclo doméstico, que estão com uma performance operacional boa, que devem sofrer menos nesse impacto de mudança de ritmo de crescimento da economia, e que têm uma situação financeira de balanço razoável, sem muita alavancagem. É desse tipo de ativo que a gente gosta”, afirmou o gestor.
Nesse sentido, uma das apostas da Ibiuna na bolsa brasileira para o segundo semestre de 2025 é a Localiza (RENT3).
Para o gestor, a locadora de automóveis aparenta ter deixado para trás o fantasma da depreciação, que pesou sobre os balanços recentes. Lion avalia que a empresa está operando “super bem” e com um potencial de valorização interessante na ação.
No segmento de shopping centers, Lion revela ter migrado as posições de outras empresas, como Allos e Iguatemi, para as ações da Multiplan (MULT3).
O gestor afirma que a empresa apresenta crescimento constante e é uma "geradora de caixa relevante" — e, com a queda esperada dos investimentos da companhia em 2026, o fluxo de caixa deve aumentar ainda mais.
A visão construtiva também é baseada na recente transformação do setor de shoppings, deixando de ser apenas um centro de compras para também se tornar um local de lazer e comodidade.
“Se, no ano que vem, você realmente tiver uma redução de taxa de juros, esse é um dos setores que mais se beneficia”, acrescentou o gestor.
Uma das preferidas da Ibiuna na B3 é o Bradesco (BBDC4). Embora tenha conquistado o mercado nos últimos meses, o banco ainda é visto como uma aposta “fora do óbvio” por Lion.
“O banco está no meio do processo de virada após um grande problema de crédito. Ainda não sabemos exatamente como isso vai terminar, mas, por enquanto, ele tem obtido resultados interessantes e negocia com um valuation que chama atenção. Se eles continuarem entregando as melhorias, a ação do banco deve continuar nesse processo de valorização”, afirmou Lion.
Embora atingir uma rentabilidade (ROE) de 20% seja um objetivo “desafiador e ambicioso", a evolução contínua do Bradesco é o que ganha a Ibiuna, revelou o gestor.
“O [Marcelo] Noronha [CEO do Bradesco] tem uma visão muito cautelosa. Ele sabe que não é só estalar o dedo que o ROE vira 20%. Inclusive, é só olhar para o Itaú, que tem executado super bem, mas demorou anos para fazer essa evolução. O Itaú é hoje o ‘estado da arte’ dos bancos, mas é justamente um processo, e ele está anos à frente do Bradesco. Mas essa é a direção que o Bradesco vem mostrando”, acrescentou.
O gestor da Ibiuna ainda aponta outra oportunidade fora do consenso que integra a carteira de ações da gestora: a Vivara (VIVA3).
Para ele, a empresa é uma das poucas varejistas que não sofre com o fator disruptivo da concorrência com os e-commerces, como Mercado Livre, Magazine Luiza, Amazon e Temu, por exemplo.
Segundo o gestor, apesar de ter uma penetração de mercado múltiplas vezes maior do que a segunda concorrente, a empresa mantém um market share baixo, inferior a 20%, com fábrica própria e vantagens comparativas.
Além disso, os recentes desafios com mudanças na gestão foram endereçados, e a empresa continua apresentando crescimento.
“Ela tem vantagens comparativas que a posicionam muito bem no cenário, está numa toada de crescimento já há muitos trimestres e continua performando muito bem. No ano passado, a empresa teve um problema de troca de gestão e passou por meses tumultuados, o que deixou a maior parte dos investidores bastante assustados. Mas parece que esse problema ficou para trás”, afirmou.
A Ibiuna ainda possui uma pequena aposta em Petrobras (PETR4). Apesar de ter diminuído bastante a posição nos últimos meses, Lion revelou que cogita elevar a posição na petroleira devido ao resultado operacional "bastante sólido" no segundo trimestre.
O que falta é entender como se desenrolará o plano de investimentos da estatal.
Para o gestor, a discussão na Petrobras hoje é que muitos investidores apostam nas ações simplesmente pelos dividendos.
Então, quando a administração executa um plano de investimento no valor integral, o dividendo fica menor no curto prazo, embora esteja gerando muito valor para frente, disse o gestor.
“Tem essa equação que ainda precisamos entender melhor como vai funcionar. Mas a empresa está fazendo direitinho, investindo nos ativos certos, e a melhoria de governança feita no passado está funcionando”, completou.
Mesmo com o cenário otimista, Lion não ignora os desafios que se impõem sobre a bolsa brasileira nos próximos meses.
Na visão do sócio da Ibiuna, entre os principais riscos para o mercado está uma eventual intensificação do atrito com os Estados Unidos.
Segundo ele, as tarifas impostas por Donald Trump são um "gerador de ruído" e o Brasil está "mal posicionado", com a maior tarifa possível entre todos os países tarifados.
Porém, essa incerteza deve se minimizar com o tempo, com Brasil e EUA chegando a um meio-termo, prevê o gestor.
“Saímos de uma vantagem para uma desvantagem, e necessariamente precisamos negociar para tentar melhorar. Claramente, a sobretaxa final vai ser maior do que os 10% de antes. O que a gente tem que trabalhar é o quanto vamos conseguir reduzir dos 50%. Mas alcançar 10% seria impossível, ou extremamente pouco provável.”
Outros riscos monitorados são uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica maior que a esperada e um "risk-off" global, como uma recessão nos EUA, que inevitavelmente arrastaria o Brasil com ela.
Lion destaca que esses são cenários alternativos e pouco prováveis. Porém, ele afirma que “o pior risco sempre é aquele que você não espera".
Em relação à eleição presidencial de 2026, Lion afirma que o cenário ainda está muito longe e que não há nenhuma dinâmica objetiva afetando os preços por enquanto.
“A discussão se vai ter uma alternância de governo ou se vai ter um Lula 4 ainda está muito longe. Está muito incerto e os candidatos estão completamente em aberto. É um tema que começa a entrar nos preços e a ser mais relevante para a dinâmica dos mercados no primeiro semestre de 2026”, disse.
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