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Depois de lutar contra o desconhecimento, Fuad Noman angariou apoios no centro e na esquerda, preocupada com a ascensão de Bruno Engler
Quando a campanha para as eleições municipais começou, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), lutava contra o desconhecimento. Neste domingo (27), ele confirmou o favoritismo e derrotou Bruno Engler (PL) no segundo turno.
Se chegou ao cargo de carona na primeira vez, por ser vice de Alexandre Kalil, agora Fuad Noman ganhou nas urnas.
Enquanto Engler contou desde o princípio com os apoios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Fuad Noman conseguiu desenvolver uma base de apoio mais ampla somente depois de terminar o primeiro turno em primeiro lugar, com 34,38% dos votos válidos.
Veja como ficou a apuração do segundo turno em Belo Horizonte.
Nem mesmo o ex-prefeito Alexandre Kalil, de quem Noman foi vice, o apoiou nas eleições.
O ex-prefeito de Belo Horizonte depositou seu capital político em favor de Mauro Tramonte (Republicanos), que liderou as intenções de voto até perto do primeiro turno, mas perdeu fôlego e terminou em terceiro lugar. No segundo turno, Kalil optou por permanecer neutro.
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Mesmo bem avaliado pela população, Fuad Noman precisou lutar contra o desconhecimento para avançar ao segundo turno.
Embora mais identificado com a centro-direita, ele se manteve no comando da cidade com o apoio de candidatos de centro e de esquerda que ficaram pelo caminho.
Rogério Correia (PT) foi o primeiro a sair em apoio ao atual prefeito como forma de derrotar Bruno Engler.
Em seguida, Duda Salabert (PDT) seguiu pelo mesmo caminho, enfatizando a necessidade de vencer a ultradireita.
Na reta final da campanha, Noman recebeu ainda o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O candidato do PL, por sua vez, manteve os apoios de Bolsonaro e Zema, bem como recebeu o endosso de outros políticos mais ligados ao campo conservador. Ele terminou o primeiro turno com 26,54% da preferência dos eleitores.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto antes do segundo turno, a vantagem de Fuad Noman sobre Bruno Engler encontrava-se ligeiramente fora da margem de erro.
De acordo com o Datafolha, Noman chegou ao segundo turno com 53% das intenções de voto, contra 47% de Engler.
Nas urnas, o resultado final foi bem próximo do apontado nas pesquisas.
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