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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Batalha de governadores: Alckmin e Tarcísio entram na disputa entre Boulos e Nunes em São Paulo — mas qual padrinho é o ‘poderoso chefão’?

Além disso, o candidato psolista adotou uma estratégia, no mínimo, inusitada nesta reta final da campanha para garantir estar na “boca do povo” no dia da votação

Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) à esquerda e Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB), à direita, na corrida para prefeitura de São Paulo
Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) à esquerda e Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB), à direita, na corrida para prefeitura de São Paulo - Imagem: Montagem Seu Dinheiro / Divulgação de campanha

A reta final da corrida pela prefeitura de São Paulo ganhou novos atores ativos no campo político. De um lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apareceu junto a Guilherme Boulos (PSOL) em um evento de campanha. Do outro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já foi figurinha carimbada no primeiro turno, reforçou o apoio a Ricardo Nunes (MDB).

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Um ponto em comum entre ambos — além de Alckmin ser ex-governador de São Paulo e Tarcísio, o atual — é que os dois também estão fazendo as vezes de figuras políticas que protagonizaram uma disputa nacional.

Alckmin substituiu o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se recupera de um acidente doméstico, na campanha de Boulos. Ainda que não seja um “herdeiro político” de Lula, é ele quem distribui as bênçãos do governo federal na ausência do chefe do Planalto.

Já Tarcísio ganhou corpo político ao atuar como ministro de Jair Bolsonaro (PL) e se eleger para o governo do Estado.

Com a inelegibilidade do ex-presidente, o governador virou o nome forte do campo político à direita na eleição municipal deste ano — com sinais de que chegará com forte apoio para a disputa presidencial de 2026. 

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Mas quem é o padrinho político mais forte para a eleição que acontece no próximo domingo (27)?

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Prefeitura de São Paulo: Tarcísio em alta… 

Na semana que antecede a votação em segundo turno, Nunes fez questão de evidenciar a aliança com o governador paulista.

Na noite da última segunda (21), o prefeito disse que o governador foi "a grande figura dessas eleições" e demonstrou ser um "grande líder" por ter mostrado que tem lado nos momentos mais adversos.

"Numa guerra é o capitão que põe o peito na frente e não deixa ninguém para trás, soldado para trás", declarou.

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A frase abre margem para duas interpretações: Tarcísio tem a patente de capitão do Exército, assim como Bolsonaro, mas o ex-presidente foi reticente na campanha.

Nesta terça (22) em entrevista para a GloboNews, Nunes reafirmou o prestígio de seu maior aliado: disse que, se houvesse apenas uma vaga no seu evento de posse — caso seja reeleito —, chamaria o governador.

… e ofusca Bolsonaro 

Por fim, Nunes também agradeceu a Bolsonaro pela negociação que extinguiu a dívida de São Paulo em troca da cessão do Campo de Marte à Aeronáutica e apelou aos eleitores para que não deixem de votar no domingo.

As falas foram feitas após um almoço com o ex-presidente e o governador paulista na última terça-feira.

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O momento de desconforto com Bolsonaro aconteceu após uma pergunta sobre os reiterados questionamentos do ex-presidente ao resultado das eleições em 2022. Nunes afirmou não ter uma opinião formada sobre o tema, e desconversou na sequência.

Alckmin ajuda Boulos na corrida pela prefeitura

A candidatura do deputado Guilherme Boulos enfrenta um problema neste segundo turno: uma rejeição que supera os 50% nas pesquisas eleitorais.

Uma das explicações seria a fama de radical que o psolista tem, adquirida por sua atuação à frente do movimento dos trabalhadores sem teto (MTST). 

Assim como Lula em 2022, a figura de Alckmin é associada à política mais moderada, o que tende a agradar um eleitorado mais indeciso.

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Vale lembrar que o ex-governador de São Paulo foi do PMDB e do PSDB antes do PSB — todos partidos do chamado “centro” político.

Simultaneamente, Boulos adotou uma estratégia, no mínimo, inusitada nesta reta final de campanha. 

Candidato à prefeitura dormindo na sua casa

Ao longo desta semana, Boulos virou a pauta dos colunistas de política. Aproveitando a pecha de invasor, o deputado anunciou que passaria os dias dormindo na casa de eleitores.

Do ponto de vista político, esse pode ser o “ponto de virada” que faltava para Boulos ter uma chance mais substancial de vencer a prefeitura.

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Isso porque as pesquisas de intenção de voto mais recentes, Boulos registrou um crescimento nas respostas espontâneas — e estar na “boca do povo” pode dar vantagem ao deputado.

Segundo uma pesquisa da Quaest Consultoria, quatro de cada dez eleitores só vão decidir o voto para prefeito no dia da eleição.

Além disso, mostram que há uma parcela significativa — que pode chegar a quase 30%, somando os brancos, nulos e indecisos, de acordo com o Datafolha mais recente — de eleitores que ainda não se decidiram, que podem migrar para um ou outro candidato.

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