🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

DO OUTRO LADO DO MUNDO

Obrigado, China? Segunda maior economia do mundo espalha sua deflação e ajuda a derrubar preços no Brasil

Não será razão suficiente, porém, para levar a cortes mais agressivos da Selic, já que o consumo das famílias continua surpreendendo no Brasil

Dólar contra yuan China usa mais própria moeda do que a americana
Dólar contra yuan da China - Imagem: Montagem Seu dinheiro

Os produtos da China, que já são normalmente competitivos, ficaram ainda mais baratos, dificultando aumentos de preços dos concorrentes mundo afora. No Brasil, a situação não é diferente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A China tornou-se uma força adicional à tendência de queda da inflação de bens de consumo, somando-se aos efeitos do crédito caro na demanda, do comportamento mais estável do câmbio e da normalização da oferta após a superação de gargalos de produção.

Conforme conta da Warren Investimentos, a inflação de bens industriais — grupo que abrange produtos duráveis e semiduráveis, além de materiais de construção — ficou em 1,09% em 2023, a menor taxa em cinco anos, sendo que os preços chegaram a cair, ou seja, marcaram deflação, em junho (-0,57%), setembro (-0,20%) e novembro (-0,54%).

Ficaram mais baratos, ao longo do ano passado, aparelhos eletrônicos em geral, como eletrodomésticos, videogame e computadores pessoais, e alguns itens de vestuário, como vestido e roupa infantil, além de pneus e bicicletas.

China mexe preços no mundo

Segundo Andréa Angelo, economista da Warren, o comportamento dos preços de bens é muito benigno e está relacionado, principalmente, ao câmbio e à inflação externa. "A tendência de curto prazo é que a inflação de bens continue desacelerando", prevê a economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A China influencia o comportamento da inflação não apenas pela concorrência direta dos produtos finais que estão nas prateleiras das lojas, ou que podem ser importados diretamente nas plataformas de comércio eletrônico estrangeiras.

Leia Também

TODO MUNDO QUER SABER

O encontro Trump-Xi vai sair? O que o mercado espera da cúpula — e para onde você deveria estar olhando também 

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

O país é também um grande fornecedor de insumos usados por diversas indústrias, como peças de smartphones, componentes eletrônicos e aço. Preços mais baixos da China ajudam, assim, a aliviar o custo dos produtos nacionais.

  • VEJA TAMBÉM EM A DINHEIRISTA - Posso parar de pagar pensão para filha que não vejo há quatro anos?

As relações Brasil e China

Os produtos industriais acabados ou intermediários respondem por praticamente tudo o que o Brasil importa da China.

No último ano, os preços cobrados pelos produtores (PPI, na sigla em inglês) caíram na China 3%, após a inflação de 4,1% de 2022. Por trás desse dado estão as dificuldades tanto internas quanto externas da indústria chinesa. No mercado doméstico, a recuperação do consumo pós-pandemia não acontece como esperado, refletindo a cautela associada à queda nos preços dos imóveis, que faz os chineses preferirem poupar a consumir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no exterior, o país perde vendas em seus principais destinos comerciais, entre eles, Estados Unidos, Japão e Alemanha, em razão do esfriamento do comércio pelos juros mais altos.

Além disso, a China vem substituindo seus parceiros comerciais em movimentos chamados de nearshoring — isto é, a busca por fornecedores geograficamente mais próximos — e friendshoring — ou seja, a troca por aliados geopolíticos.

Pós-covid

Mesmo com o relaxamento das rígidas restrições da política de covid zero, a China não conseguiu mais repetir o aproveitamento da capacidade industrial de antes. O excesso de capacidade na indústria de transformação, que três anos antes estava em 21,6%, chegou a 24% na última leitura, referente ao quarto trimestre de 2023.

Assim, a China passou a "exportar deflação", contribuindo com os bancos centrais do resto do mundo no controle da inflação. A ajuda chinesa vale ainda mais para as economias emergentes, onde os bens têm, na comparação com os países ricos, um peso maior nos índices de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Efeito China” será limitado a partir de agora

Economistas ouvidos pelo Broadcast, incluindo ex-diretores do Banco Central (BC), entendem, porém, que a contribuição chinesa nos próximos passos das autoridades monetárias será limitada.

Em outras palavras, não deve ser determinante para acelerar cortes de juros, em economias como o Brasil, ou para antecipar o início de ciclo de flexibilização monetária nos EUA e na Europa.

Essa expectativa tem como base o foco dos bancos centrais na inflação de serviços, mais resiliente e cujo comportamento é mais determinado por variáveis domésticas.

Para Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do BC e atualmente gestor dos fundos Janeiro da Itaú Asset, a China terá participação relevante em manter a inflação de bens industriais baixa e ajudar na desinflação geral ao longo deste e do próximo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • PODCAST TOUROS E URSOS — O ano das guerras, Trump rumo à Casa Branca e China mais fraca: o impacto nos mercados

Normalização da cadeia ajuda

Não será razão suficiente, porém, para levar a cortes mais agressivos da Selic, já que o consumo das famílias continua surpreendendo no Brasil, embalado pelo mercado de trabalho aquecido.

"Requer cuidado o impacto disso [consumo] sobre a inflação de serviços, onde começamos a ver alguns primeiros sinais de que a desinflação chegou ao fim. Precisamos da desinflação de bens vinda da China mais um câmbio comportado para poder atingir cuidadosamente a expectativa do mercado para a Selic, entre 9% e 9,5%", comenta Serra.

Segundo Robert Sockin, economista global do Citi, a queda brusca nos preços dos produtos exportados pela China vem contribuindo para a desinflação global de bens, que já vinha acontecendo pela migração dos gastos ao consumo, junto com a normalização das cadeias de produção.

"Enquanto as pressões inflacionárias dentro da China continuarem suaves, a economia chinesa provavelmente continuará contribuindo com a pressão baixista dos preços globais de bens."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, emenda Sockin, ainda que seja aliada do resto do mundo na convergência da inflação às metas perseguidas pelos bancos centrais, é improvável que a China guie o ciclo monetário global. "Os bancos centrais estão menos focados nos preços dos bens porque eles já estão amplamente normalizados", comenta o economista global do Citi.

Menor impacto

O gigante asiático também vem se tornando menos influente na dinâmica de preços nas economias desenvolvidas, na medida em que os países ricos descentralizam suas fontes de fornecimento para reduzir a dependência da China.

Os economistas não ignoram que movimentos como nearshoring e friendshoring também têm efeitos desinflacionários, por levarem a um aumento de oferta global pela duplicação de cadeias em setores importantes - isto é, a produção em novos mercados de produtos que continuarão sendo feitos pela China.

O ex-BC Tony Volpon observa, contudo, que nos EUA, por exemplo, a substituição se dá por fornecedores do México, da Índia ou do Vietnã que nem sempre são tão competitivos quanto a China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Então, existe um custo de transição [nos rearranjos das cadeias], de forma que, para os EUA, o impacto da desinflação em função da China é menor do que em emergentes", comenta Volpon, que hoje é professor adjunto da Georgetown University, em Washington.

Tensões na geopolítica com a China

Há ainda uma preocupação importante dos bancos centrais com os riscos da geopolítica, sendo o mais recente o conflito no Mar Vermelho, que volta a trazer estresse no transporte de cargas marítimo e a elevar os preços de frete.

Limita-se, dessa forma, o potencial de redução mais expressiva na inflação de produtos.

"A preocupação maior, para mim, são os vários riscos de ruptura no cenário geopolítico internacional, como o bloqueio no Mar Vermelho, a eleição presidencial em Taiwan [vencida por partido contrário à unificação com a China], a guerra na Ucrânia e a grande chance de maior instabilidade no Oriente Médio", afirma o economista Luís Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Montagem com duas imagens do refúgio Syros Cats, na Grécia. À esquerda, vários gatos se alimentam sobre um muro em uma área externa com vista para o mar e construções típicas da ilha de Syros. À direita, diversos gatos circulam por um jardim enquanto uma pessoa interage com um dos animais diante de um mural com a inscrição “Welcome to Syros Cats”. Árvores, flores e vegetação compõem o cenário. 14 de setembro de 2026 - 17:17
Montagem com robôs de inteligência artificial em fundo branco, atrás das grades ia chatgpt gemini 14 de setembro de 2026 - 14:10
Dario Amodei publicou artigo alertando sobre IA 12 de setembro de 2026 - 15:18
Novo Mapa-múndi 8 de setembro de 2026 - 14:57
Imagem de Donald Trump com gráfico vermelho indicando queda ao fundo. 4 de setembro de 2026 - 12:26
O economista Mohamed El-Erian está sentado em uma poltrona vermelha, segurando um microfone. Atrás dele, uma estante de livros. 31 de agosto de 2026 - 13:50
Dono da Amazon Jeff Bezos Indian Creek 27 de agosto de 2026 - 16:32
Wall Street diante de um gráfico vermelho de queda 19 de agosto de 2026 - 15:33

OPORTUNIDADE OU CILADA

Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?

19 de agosto de 2026 - 15:33
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar