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De acordo com o banco, Sabesp está com preço atrativo e é uma boa opção para os investidores que desejam ter exposição ao setor de saneamento — mas não é só isso
A Sabesp protagonizou as manchetes em 2024 com a privatização — uma operação bilionária que fez as ações SBSP3 saltarem e grandes bancos como BTG Pactual e J. P. Morgan incluírem a companhia entre as recomendações de compra.
A euforia foi tamanha que os papéis da companhia, oferecidos na privatização a R$ 67 contra um preço de tela de R$ 83 na época, chegaram a beirar os R$ 100 um mês depois da operação.
Agora, as ações SBSP3 negociam na casa de R$ 90 e mais um banco ainda vê a Sabesp como uma boa oportunidade para quem quer ter exposição ao setor de saneamento. O Goldman Sachs iniciou a cobertura da empresa, com recomendação de compra.
Os analistas projetam um preço-alvo de R$ 134,30 para os próximos 12 meses, o que corresponde a um potencial de valorização de 52,4% em 12 meses com relação ao último fechamento.
A notícia reverberou em uma alta do papel, que sobe cerca de 1,70% por volta das 13h20 desta segunda-feira (07).
O Goldman Sachs listou 5 motivos pelos quais acredita que SBSP3 seja uma oportunidade única para os investidores se exporem ao setor de saneamento:
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O primeiro motivo listado pelo banco é justamente o tamanho e a capacidade operacional da Sabesp em comparação com outras empresas do setor.
Afinal, estamos falando da maior companhia de saneamento do Brasil e da terceira maior do mundo (em termos de valor de mercado), com mais de 157.400 km de infraestrutura de rede.
Agora que foi privatizada, a Sabesp será capaz de reduzir custos em várias áreas. Uma delas é a de serviços, já que a Sabesp não precisará mais realizar licitações públicas para contratação de terceiros, por exemplo.
A expectativa dos analistas é de que a redução nos custos operacionais unitários seja de aproximadamente 30% ao longo do primeiro ciclo de 5 anos após a privatização.
Ocorreram 44 leilões no Brasil desde a aprovação da Lei do Saneamento, que tem como propósito alcançar a universalização da cobertura de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Para os próximos dois anos, o Brasil tem um calendário robusto de leilões que cobre cerca de 14% da população do país — sendo que 55% deles estão em estados onde a Equatorial, que virou acionista de referência da Sabesp, já opera concessões de distribuição de energia.
Portanto, há uma série de oportunidades importantes para a penetração da Sabesp no setor de saneamento brasileiro, de acordo com o Goldman Sachs.
O novo contrato entre a Sabesp e os municípios atendidos antecipa as metas de universalização do saneamento de 2033 para 2029.
Para alcançar essas metas, o capex (investimentos) da empresa é de R$ 70 bilhões entre 2024 e 2029.
O valor equivale a uma média de R$ 11,3 bilhões por ano, o que é mais que o dobro da média de R$ 5 bilhões entre 2018-23.
Com um preço-alvo de R$ 134,30, o banco vê um potencial de valorização da Sabesp de cerca de 53% em 12 meses e estima um múltiplo EV/RAB (valor de mercado da empresa sobre a base de ativos regulatórios) de 1,22x para 2025.
Visto que a Sabesp está negociando a uma TIR (taxa de retorno interna) real de cerca de 11,5% (o que considera 0,95x EV/RAB em 2024), o banco também espera um crescimento no retorno com dividendos (dividend yield) da companhia, saindo da faixa de 2% para até 13% em 2030.
Ainda vale dizer que tanto o preço-alvo, quanto as estimativas de TIR, não consideram o potencial de valorização que pode ser fruto dos leilões no futuro. Portanto, há chances desses números serem ainda melhores para quem escolher investir na Sabesp (SBSP3) daqui para frente, de acordo com o banco.
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
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