🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DESTAQUES DA BOLSA

Oi (OIBR3) salta 18% após lucro de R$ 15 bilhões no 2T24 — mas aqui estão os motivos para não se empolgar com o balanço da operadora

Apesar de surpreender o mercado, o lucro inesperado aconteceu por um fator contábil ligado à aprovação do plano de recuperação judicial

Camille Lima
Camille Lima
15 de agosto de 2024
12:03
Montagem com logo da Oi (OIBR3)
Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo

O balanço da Oi (OIBR3) no segundo trimestre de 2024 pegou de surpresa qualquer investidor desavisado após a operadora registrar lucro líquido de R$ 15 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 845 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não à toa, as ações dispararam na bolsa brasileira pela manhã e chegaram a superar a marca dos 23% em valorização, mas arrefeceram os ganhos para 18,60% por volta das 11h45, a R$ 5,10. No ano, os papéis ainda marcam queda de 21%.

É importante destacar, porém, que o lucro inesperado deu-se meramente por um fator contábil ligado à aprovação do plano de recuperação judicial da companhia em abril

Isso porque o plano abateu cerca de 70% da dívida da operadora por meio de descontos, parcelamento e conversão de valores em ações. Esse movimento gerou um ganho contábil de R$ 14,69 bilhões — ou seja, sem efeito no caixa da empresa.

Confira o impacto estimado dos efeitos da reestruturação e do acordo com a V.tal, de acordo com a Oi: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Ajuste acordo com V.tal: - R$ 2,8 bilhões
  • Reestruturação de fornecedores: + R$ 1,9 bilhão
  • Reestruturação da dívida financeira e passivos onerosos: + R$ 19,5 bilhões

Com isso, o saldo da dívida bruta caiu 63,9% em relação ao segundo trimestre de 2023, para R$ 8,56 bilhões, enquanto o endividamento líquido recuou 68,6% na mesma base, a R$ 6,64 bilhões.

Leia Também

Nem tudo positivo para a Oi (OIBR3)

Mas enquanto o lucro multibilionário superou as expectativas do mercado, as outras linhas do balanço da Oi (OIBR3) continuaram a sentir a pressão da reestruturação.

A receita líquida consolidada caiu 12,6% em relação ao mesmo período de 2023, para R$ 2,1 bilhões. 

A cifra foi impactada pela queda acelerada de receitas não estratégicas, que incluem serviços legados de cobre e atacado regulado e operações tradicionais de telecomunicações, como telefone fixo e TV por satélite.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a receita dos serviços considerados “core — isto é, a Oi Fibra e a Oi Soluções, que representam mais de 70% do faturamento total da Nova Oi — recuaram 8,5% na base anual.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), usado para mensurar a geração de caixa, foi negativo em R$ 318 milhões no segundo trimestre, contra uma cifra positiva de R$ 42 milhões no mesmo período de 2023.

Já o Ebitda de rotina — que exclui itens considerados não recorrentes — foi negativo em R$ 83 milhões, pressionado pelo acordo de não litígio com a V.tal, que teve um efeito negativo de R$ 234 milhões.

A Oi também deu sequência à queima de caixa, com um consumo de R$ 226 milhões no fluxo operacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que dizem os analistas

Para a Genial Investimentos, o balanço da Oi (OIBR3) no segundo trimestre foi fraco — mesmo com a melhora no lucro e endividamento.

“Apesar de reduzir significativamente sua dívida líquida de R$ 25,4 bilhões para R$ 6,6 bilhões devido à recuperação judicial, a empresa não mostrou progresso operacional. Continuou enfrentando queima de caixa substancial, com uma queda anual nos números e apenas uma leve melhora em relação ao trimestre anterior”, escreveram os analistas.

Na avaliação da Genial, a potencial venda da operação da ClientCo e da participação na V.tal poderia ajudar na amortização das dívidas, a depender dos valores das transações. 

Porém, as operações implicariam na venda de seus “ativos mais valiosos” — o que, na visão dos analistas, é preocupante, dado que a empresa já enfrenta dificuldades operacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A corretora manteve recomendação de venda para as ações OIBR3, com preço-alvo de R$ 4,00 — implicando em uma desvalorização potencial de 6,9% em relação ao último fechamento.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

Pedido pra cá, pedido pra lá: Quais as diferenças (nem sempre sutis) entre recuperação judicial e extrajudicial

11 de março de 2026 - 14:59

As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

11 de março de 2026 - 12:48

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar