🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tatiana Vaz

NO TEMPO DELA

“Não vamos tomar atalho na estratégia só para agradar a qualquer custo”, diz CEO da Veste (VSTE3)

Das 172 lojas das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bo.Bô e Individual, 58 devem estar repaginadas e prontas para lucrar mais até o final do ano

Tatiana Vaz
13 de dezembro de 2024
6:28 - atualizado às 11:37
Loja Le Lis Pátio Higienópolis
Loja Le Lis Pátio Higienópolis - Imagem: Divulgação

O movimento das mudanças repentinas de clima tem atrapalhado quem produz moda dentro e fora do país, já que é difícil adivinhar até quando o estoque das coleções de inverno poderão, por exemplo, dar conta das demandas em dias tradicionalmente de calor e vice-versa. A adaptação das peças a modelos mais leves, tanto em tecido quanto em roupagem, foi a saída encontrada pela Veste (VSTE3) para manter-se na passarela entre as maiores do setor. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia, antes chamada Restoque, é dona das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bo.Bô e Individual

“Nos antecipamos a esse desafio e, de 2023 para 2024, já trabalhamos com uma coleção mais leve, com peças de maior frescor e uma produção com menos casacos pesados nas prateleiras, o que nos ajudou neste ano em que praticamente não tivemos inverno”, disse Alexandre Afrange, CEO da Veste, em entrevista ao Seu Dinheiro

Afrange contou que este tema, mudanças climáticas, virou uma pauta ainda mais estratégica do que já era para a empresa que, ao contrário de muitos concorrentes, prefere não recorrer a liquidações para zerar o estoque em casos de surpresas pouco controláveis, como o clima. 

Tanto que 78% das vendas da Le Lis foram feitas a preço cheio de julho a setembro de 2024 – porcentagem que era de 50%, em 2020, mas que historicamente era de 88% – fatia bem acima da média do setor de varejo de moda, em geral. Somando todas as cinco marcas do grupo, as vendas a preço cheio no canal B2C (físico e digital) foram de 85% no terceiro trimestre do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Liquidação é parte inerente de quem trabalha com moda, mas fugimos dela. A essência da marca é vender a preço cheio, e é isso que faz a empresa ser rentável e sustentável, desde sempre”, diz o CEO.

Leia Também

A melhora da fatia e a adequação das criações e produções das marcas estão longe de serem as únicas adaptações dessa empresa que, aos poucos, concretiza o plano de recuperação traçado em 2020 – ainda que a cobrança dos acionistas seja maior em tempos de resultados menos afinados, como foi o caso do terceiro trimestre. 

Afrange entende a pressa dos acionistas em verem a conclusão das reestruturações de lojas e retorno dos investimentos o quanto antes. Ao mesmo tempo, está seguro de que a Veste está seguindo o caminho trilhado nos planos de reestruturação e não precisa se colocar em saia justa atrás de apressar resultados. 

“Estamos indo bem e seguindo o combinado. Não vamos tomar atalho na estratégia que desenhamos só para agradar a qualquer custo”, diz CEO da Veste.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veste (VSTE3): imprevistos do 3T24

No período, a Veste registrou um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado 12% menor na comparação ano a ano, prejudicado pela menor margem bruta e desalavancagem operacional.

O lucro bruto ficou em R$ 165 milhões, queda de 5% na comparação ano a ano. Já o lucro bruto ajustado para todo o grupo foi de R$ 168,1 milhões, queda de 3,5% ante o 3º trimestre de 2023. 

Entre as justificativas para o desempenho estão as vendas mais fracas no período nas lojas físicas, as despesas com as reformas das lojas e problemas de entrega com um dos fornecedores no mês de outubro, situação já normalizada, segundo a companhia. 

“É importante dizer que, mesmo com o atraso, tivemos condição de nos organizar a tempo de seguir com estoque, porque trabalhamos com uma coleção ampla, especialmente da marca Le Lis ”, afirmou o CEO.  Isso contribuiu, segundo Alexandre, para que o aproveitamento da coleção da Le Lis ficasse 10 pontos percentuais acima do trimestre anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, de acordo com ele, a companhia conta com uma fábrica própria no Paraná e outra em Goiás, responsáveis por 70% da produção das roupas sociais Dudalina e Individual. O restante ou é comprado acabado ou são fabricados pelos fornecedores com o tecido fornecido pela Veste. Ao todo são 200 parceiros de produção em todos os lugares do país (e alguns até fora), justamente para evitar atrasos de entrega, como o de outubro deste ano. 

A pesquisa, criação e desenvolvimento das peças fica a cargo das marcas, que contam com uma equipe de estilo apartada a favor da independência de estilo de cada uma delas.

No terceiro trimestre, houve ligeira diminuição de margem em decorrência da venda pontual de itens de coleções passadas, avisa a empresa. 

O deslize do parceiro impactou as vendas das outras marcas, no entanto, de acordo com análise feita pelo BTG Pactual em novembro. “Dudalina mal moveu a agulha (cresceu 0,6%), a Bo.Bô caiu 2,5% e a John John caiu 15% ano a ano em meio à reviravolta estratégica da marca”, aponta o relatório do banco. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, o faturamento médio por loja foi de R$ 1,4 milhão no trimestre, se consideradas todas as marcas do grupo. A alta é de 4,4% ante o 3º trimestre de 2023.

Cresce a fatia das vendas online nas vendas totais 

Por outro lado, as vendas digitais crescem, ainda que não no ritmo esperado pelos analistas do banco. No terceiro trimestre, o segmento registrou um aumento de 6,8% nas vendas operacionais comparadas ao mesmo período de 2023. Ao longo de todo o ano, o incremento foi de 11,3%, o que garantiu R$ 173,6 milhões de receita nos primeiros nove meses.

O peso das vendas digitais é maior quando se analisa a relevância do segmento dentro do negócio como um todo – o salto foi de 5% para 20% em relação ao faturamento total do grupo. O aumento, aliado à exposição resiliente ao nicho de consumo de alto padrão, faz com que o BTG siga com a recomendação de compra da ação, hoje negociada a R$ 7,30 na B3.

No front omnichannel, as vendas digitais da companhia registraram alta de 40,3% em relação ao mesmo período de 2023. O faturamento total dessa modalidade foi de R$ 112,4 milhões, impulsionado pela plataforma de vendas B2B, que cresceu 94,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“À medida que a empresa continua a ajustar estrategicamente as operações (redimensionando a pegada de loja, otimizando a estrutura de capital, reformando lojas e reposicionando marcas em todos os canais), esperamos uma tendência de melhora nos próximos trimestres”, afirmaram analistas em relatório. 

Roupinha justa, mas ajustável 

O esforço da Veste com o reposicionamento de algumas das marcas, vai além das peças leves e estilosas, engloba a readequação dos negócios com relação também aos modelos de lojas e experiência dos clientes. 

Esse direcionamento teve início em 2020, depois de a empresa passar por uma saia justa no sentido financeiro, a ponto de ter que recorrer a um pedido de recuperação extrajudicial, com direito a nova injeção de capital dos acionistas anos depois. 

Na época, a companhia, criada em 1982 com o nome Restoque, chegou a ter uma dívida de R$ 1,8 bilhão, na ordem de 16x o Ebitda da época, fruto de decisões equivocadas sobre a operação. Afrange, irmão da fundadora, que havia saído das decisões em 2014 e estava envolvido em outros negócios, retornou à empresa para promover um turnaround. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A missão dele começou por liderar a readequação de lojas e conceito da Le Lis, seguido da John John e demais marcas. O pedido de recuperação extrajudicial foi feito no mesmo ano. 

O movimento rendeu ânimo aos acionistas principais, que entenderam que era melhor converter as debêntures que possuíam na época em equity em outubro de 2022. Em seguida, os principais acionistas fizeram um aporte de R$ 100 milhões em fevereiro de 2023 (R$ 20 milhões chegaram em dezembro do ano anterior e R$ 80 milhões em fevereiro). E foi com esse dinheiro que a companhia readequou a maioria das lojas até este ano, quando as reformas seguiram por meio de capital próprio. 

“Consumimos R$ 100 milhões no próprio ano de 2023, 70% com reformas de lojas e o restante com a aquisição de novas mercadorias e aumento de estoque para fazer frente às reinaugurações”, conta Afrange, que de COO virou CEO da empresa em janeiro de 2023. “Neste ano de 2024 usamos a geração de caixa para fazer as próprias obras. Das nossas 172 lojas, 58 devem estar concluídas até o final do ano”. 

Todo o direcionamento é voltado para a otimização das lojas, pela busca de um custo x retorno que seja coerente ao que o negócio precisa para de fato ser rentável. Na prática isso significa fechar unidades (como as 10 da marca John John neste ano) que não fazem sentido, renegociar espaços de locação e, principalmente, adequar o tamanho, arquitetura e estoque de algumas delas com o que possa trazer mais retorno financeiro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Le Lis, as primeiras a serem readequadas, a área média das lojas foi reduzida de 450 metros quadrados para 300 metros quadrados. “Depois dela, passamos a modificar as da marca Dudalina, pensando menos em redução de área e mais em qualidade dos pontos de vendas, conceito e tamanho dos espaços”, disse Alexandre. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRÊS ANOS DEPOIS

Escândalo Americanas (AMER3) faz aniversário sem ninguém punido, investidores de ‘mãos abanando’ e empresa encolhida

13 de janeiro de 2026 - 17:00

Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo

ADEUS, BRASIL

Após 37 anos, concorrente gringa dos Correios suspende transporte doméstico no Brasil e demite funcionários

13 de janeiro de 2026 - 16:33

Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

REMÉDIO AMARGO

Ações da Hapvida (HAPV3) chegam a cair mais de 8% e lideram as perdas do Ibovespa após novas mudanças no alto escalão

13 de janeiro de 2026 - 13:07

Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição

ADEUS, NY

De saída dos EUA? Assaí (ASAI3) pede cancelamento de registro no país; entenda o que acontece agora

13 de janeiro de 2026 - 10:49

A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias

FORMALIZAÇÃO

Quer empreender em 2026? Veja passo a passo para abrir CNPJ como MEI

13 de janeiro de 2026 - 9:30

O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet

AS PRINCIPAIS PERGUNTAS RESPONDIDAS

Azul (AZUL54): não é porque a ação caiu 90% que as coisas estejam colapsando. Qual é a situação da empresa hoje e o que esperar?

13 de janeiro de 2026 - 6:01

Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia

BOLETIM 2026

Santander dá nota máxima à Ser Educacional (SEER3) e define o pódio do setor; veja ranking

12 de janeiro de 2026 - 19:48

Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano

MONOPÓLIO?

Dona do Whatsapp na mira do Cade: suspeita de abuso de posição em IA pode acabar em multa de R$ 250 mil por dia 

12 de janeiro de 2026 - 19:25

A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI

UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

ADEUS, B3

Gol (GOLL54) avança para decolar da B3: laudo da OPA avalia lote a R$ 10,13; entenda

10 de janeiro de 2026 - 16:10

O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta

BYE-BYE, AMERICA

Adeus, Wall Street: Cogna (COGN3) aprova saída da Vasta da Nasdaq. O que está por trás do movimento?

10 de janeiro de 2026 - 15:02

Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Santander (SANB11) prepara distribuição de R$ 2 bilhões em proventos; confira os detalhes

9 de janeiro de 2026 - 20:10

Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar