Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O FRANGO ROUBOU A CENA

Itaú BBA vê potencial de 25% de alta para ações da Marfrig (MRFG3) em 2024 — mas o frigorífico favorito é outro

Para os analistas, uma produtora de carnes pode ser uma boa pedida para os investidores que buscam uma proteção cambial no portfólio

Camille Lima
Camille Lima
7 de junho de 2024
17:37
a vaca e o frango - marfrig e brf
Imagem: Montagem Andrei Morais

Uma das ações que mais se valorizaram no Ibovespa em 2024, a Marfrig (MRFG3) já subiu 15% na bolsa brasileira desde janeiro — e a escalada não deve parar por aí, na visão do Itaú BBA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após resultados acima das expectativas do mercado no primeiro trimestre para a indústria de frangos, o banco revisou as estimativas para o segmento para o resto de 2024 — enquanto projeta um cenário apertado para o mercado bovino.

Diante do otimismo com o futuro do mercado de aves, os analistas elevaram o preço-alvo de MRFG3 de R$ 10 para R$ 14 por papel para o fim de 2024, implicando em um ganho potencial de 25% em relação ao último fechamento.

Mas, apesar da visão construtiva para as ações, o banco manteve recomendação de market perform (equivalente a neutra) para a companhia — e já escolheu uma nova favorita para levar a coroa no setor de frigoríficos.

A hora do frango

Se o preço da carne tomou o centro das discussões no Brasil nos últimos anos em meio a críticas à escalada dos valores da picanha nos mercados locais, daqui para a frente, quem pode ter dificuldade para fazer um churrasco de domingo são os norte-americanos, segundo o Itaú BBA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque as perspectivas dos analistas para o mercado bovino nos Estados Unidos não estão nada otimistas. Pelo contrário, na verdade.

Leia Também

O banco prevê uma redução mais acentuada na oferta a partir do ano que vem, com um recuo em torno de 6% na produção de carne bovina em base anual. Com isso, os analistas projetam um aumento de preços relevantes em 2025 e 2026 — que devem subir ainda mais nos anos seguintes. 

Em meio às estimativas de um cenário mais difícil para o gado, o frango deve roubar a cena, segundo o Itaú BBA.

A tese tem base nas perspectivas de maior controle de custos de produção para o segundo semestre, impulsionado pela tendência de queda dos preços dos grãos vista ao longo dos seis primeiros meses do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, os grãos hoje correspondem a mais de 85% dos custos consolidados dos produtores de frangos.

Além da redução de gastos com cereais, o mercado brasileiro registrou uma demanda sólida por “frango brasileiro” ao longo do primeiro trimestre — já que a indústria dos EUA redirecionou os volumes para o mercado local, que foi afetado pelos preços mais altos da carne bovina.

A maior flexibilidade para arbitrar preços de exportação após a autorização de novas plantas para exportar proteína brasileira também impulsionou a indústria, além do fornecimento limitado de frango no Oriente Médio devido a desafios logísticos no Mar Vermelho.

Na avaliação do Itaú BBA, a melhora na indústria de aves deve “superar as tendências negativas na carne bovina, levando a uma revisão para cima dos números consolidados” de duas empresas: a Marfrig (MRFG3) e a JBS (JBSS3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Otimismo com Marfrig (MRFG3) no longo prazo 

Para o banco, as perspectivas da Marfrig a longo prazo são “indiscutivelmente positivas”. Entretanto, as incertezas macroeconômicas ainda pesam sobre a avaliação do Itaú BBA

Na avaliação do Itaú BBA, a Marfrig atualmente é negociada a um múltiplo de 5,5 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) de 2025, considerando a participação da companhia na BRF (BRFS3).

Excluindo os números da BRF, o ponto de equilíbrio esperado da geração de fluxo de caixa livre para o patrimônio líquido (FCFE) deverá ser em torno de R$ 4,8 bilhões, mas deve cair para R$ 3,5 bilhões quando o acordo com a Minerva (BEEF3) for concluído.

“Sob estas hipóteses, o rendimento do FCFE oscilará em torno do ponto de equilíbrio até 2025, o que parece razoável tendo em conta as condições macroeconômicas desfavoráveis para a carne bovina dos EUA”, disse o banco, em relatório. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os analistas, do ponto de vista estratégico, a venda para a Minerva foi um passo fundamental para a consolidação da Marfrig como um player de valor agregado — e deve gerar margens mais altas e estáveis no longo prazo. 

Porém, para o banco, é pouco provável que os investidores se tornem mais otimistas com as ações MRFG3 enquanto a fase de retenção na indústria da carne bovina dos EUA — que leva a uma redução na oferta da proteína — não der visibilidade sobre a intensidade e a duração do ciclo de queda do mercado nos EUA nos próximos anos.

A vez da JBS (JBSS3)

Para o Itaú BBA, a JBS pode ser “um bom lugar para se esconder” para quem quiser fazer apostas em dólares, mas sem abrir mão da segurança na carteira. 

“Além do valuation atraente, destacamos também a diversificação geográfica da JBS como um mecanismo interessante para quem busca uma proteção [hedge] cambial no portfólio.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado dos resultados, os analistas esperam um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 27,3 bilhões para 2024.

Além disso, o banco agora prevê um equilíbrio do fluxo de caixa livre para US$ 3,8 bilhões (R$ 20,27 bilhões) em 2024, refletindo questões como maiores investimentos (capex).

Os analistas projetam um desempenho levemente negativo para a divisão da JBS nos EUA, a US Beef, com uma expectativa de margem Ebitda negativa em 0,9% para 2024.

Porém, as outras unidades de negócios da JBS devem continuar em trajetória de recuperação, segundo o Itaú BBA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Prevemos que o ano fiscal de 2024 seja um ano de margens acima da média histórica para a maioria das divisões da JBS, apesar das incertezas na divisão de carne bovina dos EUA.”

O banco manteve recomendação de outperform — equivalente a compra — para as ações, mas elevou o preço-alvo de R$ 31 para R$ 39 para o final de 2024, um potencial de alta de 33% frente ao fechamento anterior.

Porém, existem riscos para a visão otimista para a JBS. O Itaú BBA acredita que as preocupações crescentes relacionadas com o ciclo de queda da carne bovina nos EUA podem não ser apoiadas pelas outras divisões da companhia — que já apresentam margens próximas ou acima das médias históricas em 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia