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A gigante chinesa superou a fabricante de automóveis de Elon Musk no último trimestre no cenário global, mas será que levou a melhor em todo o ano de 2023? Descubra quem venceu essa
O ano de 2023 não foi fácil para a Tesla. A fabricante de carros elétricos sentiu os efeitos os juros altos nos EUA — a taxa está no maior patamar em 22 anos — o que afetou negativamente as vendas. Não bastasse isso, a ferrenha concorrência chinesa chacoalhou os negócios da empresa de Elon Musk.
O solavanco foi tamanho que, no cenário global, a gigante BYD superou a Tesla durante o último trimestre de 2023.
Não bastasse isso, a Tesla também enfrenta pressão sindical na Suécia e em toda a Escandinávia — e uma ampla gama de litígios e investigações regulatórias em curso nos EUA e na Europa.
Nem o CEO da Tesla escapou. Elon Musk está sendo cada vez mais cobrado para cumprir uma antiga promessa de uma atualização de software que pode transformar os Teslas existentes em robotáxis autónomos, sem alterações de hardware.
Só que é difícil derrubar uma marca consagrada — na corrida dos veículos elétricos, a Tesla segue levando a melhor.
Embora, no cenário global, a gigante automobilística chinesa BYD tenha superado a Tesla entre outubro e dezembro de 2023, a Tesla manteve a liderança nas vendas de veículos elétricos a bateria durante todo o ano.
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Enquanto outras montadoras dos EUA lutaram para fabricar e vender um grande volume de veículos totalmente elétricos no ano passado, a Tesla reportou 484.507 entregas no quarto trimestre e mais de 1,8 milhão em 2023.
As significativas reduções de preços ajudaram a Tesla a atingir esse número — que foi um recorde para a empresa.
Só que quando olhamos para o desempenho da Tesla, a pista parece escorregadia.
A empresa de Musk reportou receita e lucro no quarto trimestre abaixo das estimativas dos analistas — e as ações foram punidas no after market em Nova York.
O lucro líquido da Tesla mais do que dobrou nos três meses encerrados em dezembro a comparação com o mesmo período de 2022, somando US$ 7,928 bilhões.
Só que a receita total aumentou apenas 3% em relação ao ano anterior, para US$ 25,167 bilhões. A margem operacional do trimestre foi de 8,2%, abaixo dos 16% do mesmo trimestre de 2022, e ligeiramente superior aos 7,6% do trimestre anterior.
Para piorar, a Tesla informou na apresentação aos investidores que o crescimento do volume de veículos em 2024 “pode ser notavelmente menor do que a taxa de crescimento do ano passado”.
A empresa de Musk alertou os investidores que “atualmente se encontra entre duas grandes ondas de crescimento”.
O alerta pegou mal entre os investidores e as ações da Tesla negociadas na Nasdaq chegaram a cair quase 4%, agravando as perdas do pregão em hora regular.
Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro
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