Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

VENTOS FRACOS…

CEO da AES Brasil (AESB3) revela o principal “culpado” do prejuízo no 1T24 — e prevê nova pressão daqui para frente

Enquanto o El Niño se prepara para deixar os holofotes, um outro fenômeno climático deve bater nas operações da empresa de energia renovável em 2024

Camille Lima
Camille Lima
3 de maio de 2024
11:59 - atualizado às 18:59
AES Brasil (AESB3)
AES Brasil (AESB3) - Imagem: Divulgação

Dizem que ventos fracos não movem moinhos — e, ao que parece, nem o balanço da AES Brasil (AESB3). A companhia de geração de energias renováveis registrou um prejuízo líquido de R$ 102,4 milhões no primeiro trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 60,4 milhões apurado no mesmo intervalo do ano passado, uma derrocada de 269,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, indicador usado pelo mercado como medida da capacidade de geração de caixa) ajustado caiu 10,2% na base anual, para R$ 367,6 milhões. 

A receita líquida conseguiu registrar leve expansão de 5,4% em relação aos três primeiros meses de 2023, para R$ 828 milhões.

No período, o custo da AES Brasil com energia, que considera encargos setoriais e de transmissão, piorou 30,5% no comparativo ano a ano, para gastos da ordem de R$ 295,4 milhões.

Enquanto isso, a geração total de energia caiu 16,8% em base anual, para 3,8 mil gigawatts-hora no primeiro trimestre de 2024. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O maior recuo geracional, de 25,1%, veio das hídricas, impactado por um “período de chuvas frustrado”, segundo a empresa, e afluências abaixo da média. Enquanto isso, a geração eólica e a solar registraram aumento de 9,7% e 5,4%, respectivamente.

Leia Também

De acordo com o CEO Rogério Pereira Jorge, os indicadores da AES Brasil foram impactados por um regime de ventos mais fraco, especialmente na região Nordeste, com maior impacto nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, onde estão localizados alguns dos parques eólicos da empresa.

“Realmente foi um trimestre muito ruim, do ponto de vista de performance de ventos, em todo o país, com exceção da região Sul”, afirmou o CEO, em conferência de resultados com o mercado.

Já do lado das hidrelétricas, Pereira Jorge destacou o impacto negativo de um “período hídrico frustrado”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O cenário da última estação chuvosa de outubro do ano passado até abril deste ano foi bastante desafiador, se destacando com uma das piores afluências. Esse período com chuva abaixo da média resultou em uma redução no volume máximo dos reservatórios, de 80% para 66%, justamente quando se esperava uma recuperação significativa desses reservatórios.”

As ações da AES Brasil (AESB3) operam em queda na bolsa brasileira. Os papéis fecharam em queda de 0,83%, a R$ 9,51. No ano, a empresa de geração de energia renovável acumula desvalorização de 22% na B3.

De olho no endividamento da AES Brasil 

Uma das preocupações do mercado em relação à AES Brasil (AESB3) é o nível de endividamento da empresa de geração de energias renováveis.

A dívida bruta consolidada da empresa apresentou leve recuo de 2,2% contra o mesmo período de 2023, a R$ 11,7 bilhões. Já o endividamento líquido avançou 24,7% na mesma base, a R$ 9,24 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sua vez, a alavancagem, mensurada pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, subiu para 5,64 vezes. 

Segundo o CEO Rogério Pereira Jorge, a companhia continua focada na gestão do endividamento, com estratégia de financiamento de longo prazo em substituição aos de curto prazo.

“Esse movimento vem alongando o prazo médio e aumentando a exposição da companhia ao IPCA, o que serve como hedge [proteção] natural, uma vez que os nossos contratos de vendas são atualizados por esse mesmo indicador”, afirmou Pereira Jorge.

Na avaliação de José Simão, diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI), a tendência é que a AES Brasil mantenha uma trajetória decrescente de alavancagem até o final do ano, com meta de atingir um múltiplo entre 3,5 vezes a 4 vezes no médio prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

‘Efeito La Niña’

E enquanto o El Niño se prepara para deixar os holofotes, a perspectiva da AES Brasil (AESB3) é que outro evento climático venha a atrapalhar as operações da empresa daqui para frente: a La Niña.

Esperado para chegar no segundo semestre de 2024, esse fenômeno normalmente traz temperaturas mais altas e tende a gerar chuvas mais fortes no Norte e Nordeste e escassez de chuvas na região Sul.

“Isso pode aumentar a demanda por energia no país, especialmente para fins de refrigeração, o que acaba por gerar uma pressão a mais em nosso sistema, já que não é possível garantir que não haverá possibilidade das alterações na bandeiras tarifárias e, consequentemente, no valor das contas de energia”, disse o CEO, em conferência. 

“Precisamos ser cautelosos quanto ao timing e precisão das previsões. Mas olhando para frente, já observamos uma pressão a partir do meio do ano. Não podemos mais depender da precipitação para recuperar os níveis de reservatório, pois o volume potencial é muito baixo, mesmo que com chuvas próximas às médias.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não bastasse o impacto nas hidrelétricas, a La Niña pode também afetar a geração eólica da AES Brasil, já que a região em que os ativos eólicos da empresa estão localizados é justamente onde se espera mais chuvas no Brasil.

O fenômeno climático ainda tende a afetar o desempenho da energia solar, já que as altas temperaturas influenciam negativamente a performance das placas solares.

O que dizem os analistas sobre a AES Brasil (AESB3)

Na avaliação do JP Morgan, o Ebitda foi o maior detrator do resultado da AES Brasil (AESB3), que ficou fortemente abaixo do esperado pelos analistas devido aos “maus resultados eólicos”.

“Apesar das adições de capacidade no negócio eólico, o desempenho da energia eólica foi fraco, levando à erosão das margens e a uma contração do Ebitda numa base anual”, afirma o banco norte-americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os custos operacionais e despesas gerais e administrativas também vieram piores que o esperado, a R$ 193,1 milhões no primeiro trimestre, um avanço de 19% frente a igual intervalo do ano anterior.

“As despesas financeiras líquidas foram muito maiores a cada ano devido à elevação do endividamento e das taxas de juros, e um pouco piores do que o esperado. Apesar da menor despesa tributária, o lucro por equivalência patrimonial também não ajudou, agravando ainda mais a perda.”

Nas contas do JP Morgan, a ação da AES Brasil (AESB3) negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) implícita de 11%, em reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar