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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

QUEM APAGOU A LUZ?

Ação da AES Brasil (AESB3) cai forte na B3 após rebaixamento por um bancão. Por que os analistas recomendam a venda do papel?

Segundo o UBS BB, existem dois principais motivos para a visão mais pessimista para os papéis: o desempenho mais fraco e o nível de endividamento atual da companhia

Camille Lima
Camille Lima
1 de abril de 2024
18:37 - atualizado às 17:24
AES Brasil (AESB3)
AES Brasil (AESB3) - Imagem: Divulgação

As luzes do estádio começaram a se apagar para a AES Brasil: as ações AESB3 acabam de ser rebaixadas no campeonato financeiro das empresas de energia por um bancão de investimentos. 

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O UBS BB revisou para “venda” a recomendação para os papéis e cortou o preço-alvo de R$ 12 para R$ 9, implicando em um potencial de desvalorização de 5,7% em relação ao fechamento de hoje.

Segundo os analistas, existem dois principais motivos para visão mais pessimista para a empresa de geração de energias renováveis: o desempenho mais fraco e o nível de endividamento atual da companhia.

As ações reagiram em forte queda à notícia no pregão desta segunda-feira (1). Os papéis terminaram o dia em queda de  6,37, negociados a R$ 9,55. No acumulado de 2024, a desvalorização chega a 22%. 

Por que a AES Brasil (AESB3) foi rebaixada

Na visão do UBS BB, a AES Brasil (AESB3) saiu do “olho da tempestade”, mas as perspectivas para o futuro da companhia de energia renovável não são tranquilas — especialmente do lado financeiro.

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Os analistas até têm visão positiva para os preços da energia — que devem levar a melhores preços de contratos de compra e venda de energia — e para o crescimento operacional da empresa, mas os riscos negativos se sobrepõem, segundo o UBS.

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Uma dessas questões que deve pesar nos resultados da companhia é o desempenho dos ativos da AES Brasil. Os complexos eólicos registraram queda de 10% na geração em relação à garantia física — indicador que determina a quantidade de energia que um equipamento de geração consegue suprir — em 2023.

Ainda estão no radar as reduções involuntárias na produção de energia das usinas (curtailment). Na projeção do banco, cada curtailment de 5% deve gerar uma queda de aproximadamente R$ 65 milhões por ano no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2024 a 2028.

Os analistas também afirmam que a empresa continua “altamente alavancada”, o que pode prejudicar a geração de caixa devido à dimensão das despesas financeiras da companhia. Relembrando, a empresa terminou o quarto trimestre de 2023 com uma alavancagem de 5,31 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda.

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Outra pressão negativa à operação da AES Brasil é a baixa vida útil da concessão da companhia e a volatilidade impulsionada pelas notícias sobre venda de ativos, segundo o banco.

“O baixo prazo de concessão da empresa coloca a AES em um cronômetro para executar fusões e aquisições ou começar a construir novos projetos, a fim de preservar suas finanças”, escreveu o UBS BB, em relatório.

O banco vê a AES negociando a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 8,1%, abaixo do patamar médio de outras empresas do setor, de 10,5%.

Riscos e oportunidades 

Segundo os analistas, a AES Brasil surge como uma “titã de vulnerabilidade” ao curtailment, uma vez que a empresa tem a maior exposição ao efeito dos cortes na produção de energia das usinas dentro da cobertura do UBS BB no setor.

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Isso porque, a partir de 2032, a empresa de energia pretende ter 100% de sua geração proveniente de renováveis. 

“Em nossa opinião, isso representa um risco significativo para a tese de investimento da AES, uma vez que os efeitos do corte representam riscos significativos para a geração de caixa da AES. Para cada corte de 5%, estimamos um impacto no valor patrimonial de 13%”, disse o banco.

Já do lado das oportunidades, o UBS BB avalia duas principais sinergias em potenciais fusões e aquisições (M&As) que a companhia venha a fazer: redução de custos e amortização de ágio. 

Na análise do banco, a redução do custo de holding é a maior sinergia potencial em um potencial processo de M&A, já que a empresa poderá ser incorporada a outra companhia. 

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Atualmente, a AES tem um custo de aproximadamente R$ 190 milhões por ano, alinhado ao patamar de pares como a Auren (R$ 150 milhões) e a Copel (R$ 220 milhões). 

AES Brasil (AESB3): Ainda tem chance de recuperação?

Para o UBS BB, existem dois pontos que podem fazer a recomendação de “venda” do banco para as ações da AES Brasil (AESB3) darem errado.

De acordo com o banco, uma das questões que pode ajudar a empresa a se recuperar é a ocorrência de menor ineficiência de geração de energia e efeito de corte de produção.

“Caso a AES não seja afetada pela redução tanto quanto pensamos e proporcione uma geração de energia mais forte, isso poderá significar um aumento potencial significativo para os nossos números”, escreveram os analistas. 

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Já em relação ao endividamento, a tese pessimista do UBS BB pode ruir caso a empresa passe por uma desalavancagem mais rápida que o esperado.

Além disso, uma queda nas taxas de juros e uma redução das despesas financeiras também podem fazer a empresa entregar um fluxo de caixa maior em um ritmo mais rápido do que o estimado pelos analistas, o que poderia destravar valor para a empresa.

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