🔴 CHANCE DE MULTIPLICAR O SEU CAPITAL POR 7,5X COM 1 CLIQUE – CONHEÇA A FERRAMENTA

Camille Lima
Camille Lima
Repórter no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.
QUARTETO DE INFRAESTRUTURA

As 4 ações de energia para se ‘blindar’ do sobe e desce do Ibovespa em 2024, segundo gestor com mais de R$ 35 bilhões em ativos

Para Marcelo Sandri, sócio e gestor da Perfin, as ações da Eletrobras (ELET3), Equatorial (EQTL3), Eneva (ENEV3) e Energisa (ENGI3) são opções para proteger a carteira

Camille Lima
Camille Lima
19 de junho de 2024
6:11 - atualizado às 12:12
Marcelo Sandri, gestor da Perfin, fala sobre apostas em ações de energia.
Marcelo Sandri, gestor da Perfin, fala sobre apostas em ações de energia. - Imagem: Montagem Andrei Morais, Envato

A montanha-russa da volatilidade se tornou rotina para quem investe em ações no Brasil. Com grandes picos e vales ao longo dos últimos meses, acompanhar o desempenho do Ibovespa foi capaz de tirar o sono até do economista mais tranquilo do mercado. 

Mas para a Perfin Investimentos, gestora com mais de R$ 35 bilhões em ativos sob administração, existe um meio de proteger a carteira de investimentos sem deixar o mercado acionário de lado: por meio do setor de infraestrutura — em especial, em energia elétrica.

Segundo Marcelo Sandri, sócio e gestor no comando do portfólio do fundo de investimentos Perfin Utilities, o setor de utilidades públicas passou a se comportar como uma classe de ativos segura e com um prêmio de risco (equity risk premium) importante em relação à dívida brasileira no longo prazo.

“Cada vez mais a gente tem observado que a alocação em bolsa no Brasil, com algumas exceções, não tem remunerado tão bem o custo de capital do investidor. Mas o setor de infraestrutura tem sido uma grata exceção”, disse Sandri, em entrevista ao Seu Dinheiro.

O Perfin Utilities é um fundo de investimento em cotas de um fundo de ações que aloca capital em papéis dos segmentos de energia elétrica, água e saneamento, transportes, portuário e gás listados na bolsa brasileira. 

Apesar da visão otimista da Perfin para infraestrutura, seja por preço ou risco dos negócios, não são todos os papéis do setor negociados na B3 que brilham aos olhos da gestora. 

Na realidade, hoje as principais apostas do fundo para 2024 se concentram em cinco ações, sendo que quatro delas são do setor de energia. 

São elas a Eletrobras (ELET6), a Equatorial (EQTL3), a Energisa (ENGI11), Eneva (ENEV3) e a CCR (CCRO3) — a última, pertencente ao segmento de concessões rodoviárias e mobilidade urbana.

Eletrobras (ELET3) e o brilho da energia 

Atualmente, os segmentos de geração e de distribuição de energia são vistos como as joias da coroa da Perfin. Para Sandri, essas indústrias sofreram com temores “exagerados” do mercado e agora possuem uma “assimetria de risco e retorno bem interessante”.

O segmento de geração de energia foi penalizado pela perspectiva de que os preços de eletricidade — que estão pressionados devido ao período extenso de chuvas no país, que encheu os reservatórios acima da média — continuarão muito baixos por muito tempo. 

Porém, na avaliação da gestora, como a demanda por energia no Brasil tem crescido — seja por eletrificação, robustez ou pelos eventos climáticos extremos —, a carga elétrica também deve subir, assim como os preços da commodity.

“Hoje as ações do setor elétrico listadas não têm uma precificação adequada, tendo em vista o preço de energia de longo prazo, que justifique você levantar uma uma nova planta de geração”, afirmou o gestor. 

Na visão de Marcelo Sandri, a Eletrobras (ELET3) foi uma das principais afetadas no quesito preço — e, após acumularem uma queda de 16% na B3 em 2024, as ações estão dando uma “oportunidade histórica de investimento” atualmente. 

Para além das preocupações setoriais de preço de energia, a companhia ainda foi pressionada por temores de maior intervenção política — já que a ex-estatal federal vem enfrentando uma série de resistências do governo após a eleição do presidente Lula.

Em março do ano passado, a União, que detém 43% do capital votante da empresa, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a cláusula no estatuto que limita o poder de voto dos acionistas a 10% do capital.

Para a Perfin Investimentos, ainda que o governo tenha feito uma “provocação” para aumentar o poder de voto, a Eletrobras (ELET3) logo deve chegar a um acordo com a União, especialmente considerando a “robustez do processo de privatização já referendado por outros players”, como o Congresso e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Enquanto as energias renováveis estão na moda…

Além da Eletrobras (ELET3), a explosão de demanda por energias renováveis no Brasil abriu espaço para outra companhia surgir como um expoente de segurança energética: a Eneva (ENEV3).

“A gente investe na companhia justamente por acreditar que o Brasil necessita muito de energia firme, que vai ser suprida primordialmente pelo setor de gás natural”, afirmou o sócio da Perfin.

Isso porque atualmente existe uma lacuna em relação ao suprimento de energia noturno, já que boa parte dos investimentos brasileiros em energia verde foram destinados à solar. 

“Ela atende muito bem a carga de manhã e à tarde, mas tem um problema para suprir à noite, e devemos suprir essa carga muito em função até de leilões de capacidade”, disse Marcelo Sandri.

Segundo a Perfin, a empresa ainda deve se beneficiar do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país devido à necessidade de garantia de segurança energética frente aos eventos climáticos extremos vistos recentemente.

As ações da Equatorial (EQTL3) e da Energisa (ENGI11)

Já do lado da distribuição de energia, o novo ciclo de renovação de concessões que está acontecendo no Brasil deve impulsionar dois papéis na bolsa: EQTL3 e ENGI11

Isso porque as empresas possuem bases em estados que estão vivenciando aumentos de temperatura expressivos — a Energisa no Centro-Oeste e a Equatorial no Nordeste. Desse modo, as companhias devem investir ainda mais na robustez das redes para enfrentar as mudanças climáticas.

“A Equatorial é uma grande empresa de infraestrutura brasileira que tem braços em quase todos os segmentos da infra brasileira, e no setor de distribuição ainda tem uma oportunidade de crescimento orgânico, pela necessidade de robustecer as redes em função da emergência climática, e inorgânico, em movimentos de consolidação.”

Para o sócio da Perfin, atualmente a Energisa e a Equatorial estão sendo negociadas com spreads “nunca vistos” em relação à dívida brasileira, com retorno em torno de 6% em comparação com as NTN-Bs, títulos públicos do Tesouro Direto conhecidos como Tesouro IPCA+ com juros semestrais.

“Por serem teses de muita qualidade, elas costumavam negociar com TIRs [taxas internas de retorno] muito mais próximas das NTN-Bs do que temos visto hoje. Isso nos dá a confiança de construir uma posição em empresas de muita qualidade a preços excelentes.

Segundo o gestor, a Energisa ainda seria uma espécie de “Equatorial turbinada” por causa do percentual maior do portfólio alocado no segmento de distribuição de energia. 

“Hoje a Equatorial está um pouco mais diversificada pelos investimentos recentes que ela fez em geração e transmissão de energia e em saneamento. Enquanto isso, apesar de também fazer investimentos em outras frentes de energia, como a distribuição de gás, a Energisa está mais concentrada na distribuição de energia em si.”

O tipo de diversificação do portfólio de distribuição de energia da Energisa também atrai a atenção da Perfin, já que a companhia está explorando o mercado de gás, que atualmente possui pouca concorrência privada.

“A Energisa está muito bem posicionada para replicar o que ela vem fazendo em energia em uma menor escala para o mercado de gás.”

Compartilhe

SAIU!

Privatização da Sabesp (SBSP3): a maior oferta de saneamento da história movimenta R$ 14,8 bilhões; confira os detalhes da operação

19 de julho de 2024 - 6:14

A demanda total do mercado pelas ações da Sabesp chegou a R$ 187 bilhões — 53% foram ordens de investidores estrangeiros e o restante de gestoras locais

A MALA TÁ FEITA

Com data para deixar a B3, Cielo (CIEL3) recebe aval dos membros independentes do conselho para OPA

18 de julho de 2024 - 20:02

Leilão marcado para o dia 14 de agosto tem como objetivo vender 902.247.285 ações ordinárias da companhia a R$ 5,60

PERTO DO LIMITE?

Ambipar (AMBP3): Mercado faz contas e especula se controlador pode ser obrigado a fazer OPA

18 de julho de 2024 - 19:13

No entendimento de parte do mercado, Tércio Borlenghi Júnior já ultrapassou o limite de um terço das ações em circulação da Ambipar (AMBP3) em compras

FUSÕES E AQUISIÇÕES

De olho no sucesso de óculos inteligentes, Meta quer um pedaço da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban

18 de julho de 2024 - 17:00

Companhia de Mark Zuckerberg negocia a aquisição de 5% da empresa, participação avaliada em cerca de US$ 5 bilhões

VALE A PENA?

A ação da Vale (VALE3) está barata? Papel está descontado em relação a gigantes gringas; saiba se é hora de aproveitar

18 de julho de 2024 - 15:47

O Itaú BBA calcula um preço-alvo de US$ 14 para os ADRs da mineradora, o que representa um potencial de valorização de 24,8% sobre o fechamento de quarta-feira (17)

IA EM FOCO

Depois da tempestade, setor de chips e semicondutores de Inteligência Artificial (IA) respira após balanço da TSMC

18 de julho de 2024 - 13:48

Empresa taiwanesa ampliou lucro em 36% no segundo trimestre e superou as expectativas, com forte demanda por chips

AQUISIÇÃO

De olho nas importações, BTG Pactual (BPAC11) adquire capital social da Sertrading, empresa de patrimônio de quase R$ 400 milhões

18 de julho de 2024 - 9:46

De acordo com o comunicado enviado à CVM, em quatro anos, o volume transacionado em operações de comércio exterior passou de R$ 5 bilhões para R$ 19 bilhões

EMPREENDEDORISMO

Novo visual e mudança de nome: as apostas da Grendene (GRND3) para conquistar franqueados e abrir mais lojas da Melissa

18 de julho de 2024 - 9:09

Um ano após internalizar a gestão de franquias, a marca famosa por suas sandálias de plástico com aroma de tutti-frutti também lançará novos formatos de lojas

APÓS A CRISE

Lemann e sócios recalculam a rota: Americanas (AMER3) adia publicação do balanço após laudo de investigação independente

18 de julho de 2024 - 7:33

A publicação dos resultados ficou para o dia 14 de agosto, quando também serão divulgados os números do período até 30 de junho

MAIS UM PASSO

Agora vai? Grupo de credores da Americanas (AMER3) adere ao plano de recuperação judicial e abre caminho para novas emissões e pagamentos

17 de julho de 2024 - 20:27

Segundo a varejista, os credores titulares da maioria dos créditos quirografários — aqueles sem garantia — aderiram às deliberações sobre o plano de recuperação judicial do grupo, homologado em 26 de fevereiro de 2024

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar