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CRISE SEM FIM

Ações da Boeing caem mais de 7% na NYSE em meio a ameaça de greve de funcionários

Mais de 32 mil funcionários estão dispostos a iniciar greve após o dia 12 de setembro, caso proposta de aumento de salário não seja acatada

Boeing BA BOEI34
Imagem: iStock.com/sanfel

As ações da Boeing (BA) fecharam em queda de 7,07% hoje em relação ao último pregão na NYSE (Bolsa de Valores de Nova York), no valor de US$ 160,10. 

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Os BDRs da Boeing (BOEI34) também acompanharam a tendência no Brasil. A queda foi de 6,18% na B3, fechando o dia em R$ 906,50.

Esse movimento se dá em meio a uma ameaça de greve por parte de 32 mil funcionários, ou 20% da força de trabalho, da gigante americana da aviação. Mais um entre uma série de problemas que a empresa vem enfrentando em sua história recente. 

O sindicato que representa essa parcela dos funcionários no estado de Washington (EUA) está reivindicando um aumento salarial de 40% dentro dos próximos três anos.

Caso não cheguem a um acordo, os funcionários estão dispostos a iniciar uma greve após o encerramento da vigência do atual contrato entre a Boeing e a Associação Internacional de Maquinistas, no próximo dia 12 de setembro.

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Investidores estão avaliando custos da greve

A possível greve pode ser custosa aos cofres da Boeing, e os investidores da empresa já estão avaliando o que fazer diante disso. 

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Um aumento de salário de 40% em três anos – pleiteado pelo sindicato – pode custar US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,4 bilhões) por ano em despesas adicionais para a empresa. Os dados são do Jefferies, banco de investimentos americano. 

Se a greve não for evitada, serão esperadas maiores volatilidades tanto nos papéis da empresa como nos resultados a serem divulgados nos próximos meses.

Crise na Boeing perdura desde 2018

A escalada dos gastos não seria uma boa notícia para a Boeing, que viu sua dívida de longo prazo saltar de US$ 11 bilhões no final de 2018 para incríveis US$ 53 bilhões atualmente (quase R$ 300 bilhões).

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Os problemas têm marcado presença fixa na empresa nestes últimos seis anos, em meio a quedas nas vendas das aeronaves, acidentes fatais, e acusações de crimes regulatórios.

A empresa tem passado por um processo de desaceleração de sua produção e enfrentado uma supervisão regulatória mais severa.

*Com informações de CNN e Estadão Conteúdo

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