Novo presidente do BC terá “oportunidade imperdível” de subir a Selic e ganhar a confiança do mercado, diz Rogério Xavier, da SPX
Na avaliação do sócio-fundador da SPX, um eventual pequeno ciclo de aumento de juros também traria um saldo positivo para o Brasil

É inegável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefia do Banco Central encontram-se num cabo de guerra em relação ao futuro dos juros no Brasil. Mas para Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, o sucessor de Roberto Campos Neto como presidente do BC terá uma “oportunidade imperdível” para elevar a Selic e ainda reconquistar a confiança do mercado.
“Não fazer [o aperto monetário] parece uma loucura, até porque é benefício dele, na relação da credibilidade, ser a pessoa guiando essa alta de juros”, afirmou Xavier nesta terça-feira (20), durante evento organizado pelo BTG Pactual.
- Dividendos de até R$ 1.412 na conta? Saiba quanto é preciso investir para buscar o equivalente a um salário mínimo de renda extra por mês.
Afinal, o Brasil encontra-se no quadro ‘ideal’ para uma nova escalada breve de juros: inflação distante do centro da meta proposta pelo governo, economia aquecida e mercado de trabalho “em pleno emprego” — isso tudo já somado à sinalização do Copom sobre a possibilidade de alta das taxas.
Na avaliação do gestor da SPX — que hoje possui aproximadamente R$ 59 bilhões em ativos sob gestão —, um eventual pequeno ciclo de aumento de juros também traria um saldo positivo para o Brasil: a possibilidade de acompanhar o afrouxamento no exterior já no ano que vem e sem perder a confiança do mercado.
“Você vai poder cortar os juros em 2025 e provavelmente sem esse déficit de credibilidade em relação a um ente tão importante como o Banco Central”, disse o economista.
Além disso, caso o novo presidente do BC eventualmente avaliasse que o aperto monetário foi excessivo e que os juros tivessem voltado a patamares muito restritivos, ele “não estaria proibido de cortar as taxas lá na frente”.
Leia Também
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
O próprio Campos Neto reforçou nesta terça-feira que o BC fará o que for preciso para convergir à meta de inflação, independentemente de quem estiver na presidência daqui a quatro meses, quando seu mandato acabar.
Apesar de não ter dado nenhuma pista concreta quanto à decisão da próxima reunião do Copom, marcada para 17 e 18 de setembro, o presidente do BC fez questão de frisar que a autarquia continuará tomando decisões técnicas, baseadas em dados e indicadores econômicos.
Alta da Selic e a credibilidade do Banco Central
Para Rogério Xavier, independentemente de quem assumir a chefia da autarquia no fim do mandato de RCN, elevar a Selic significa acabar com os questionamentos do mercado sobre a independência do Banco Central.
“Passar os próximos quatro anos na dúvida se o atual Banco Central é de fato independente ou não seria muito ruim para o Brasil. Então eu vejo isso como uma oportunidade imperdível de puxar os juros.”
Relembrando, desde 2021, a lei de autonomia do Banco Central garante mandatos fixos ao presidente e diretores da autarquia de quatro anos, não coincidentes com o mandato do Presidente da República, com direito a uma recondução.
No caso de Roberto Campos Neto, esse prazo vence em dezembro de 2024 — e o economista já deixou claro que não tem a intenção de estender sua permanência como presidente do Banco Central até 2028.
Atualmente, o nome mais cotado para substituir Campos Neto à frente do BC é Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária da instituição.
“Na minha avaliação, se isso acontecer, nunca mais precisaremos discutir se o Banco Central comandado pelo Galípolo vai subir os juros ou não, porque esse questionamento vai ficar no passado. Isso tem um valor futuro gigantesco para a nova administração”, disse o gestor da SPX.
MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES
Lotofácil 3785 premia aposta simples e bolão com 35 participantes; Mega-Sena promete R$ 32 milhões
22 de setembro de 2026 - 6:38ESTÁ NO PREÇO
O Brasil vai quebrar? Entenda por que o risco fiscal mexe com a renda fixa, as ações e até o dólar
22 de setembro de 2026 - 6:03DEPOIS DO ALERTA