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Apoiado por uma da família rica de sua cidade, Grêmio Novorizontino vive ascensão meteórica nos campos de futebol e tenta espantar estigma de morrer na praia
Pouca gente fora no município de Novo Horizonte deu bola quando, em 2010, a cidade voltou a ter um time de futebol para chamar de seu. Foi por meio de uma vaquinha que o então recém-fundado Grêmio Novorizontino levantou o dinheiro necessário para se inscrever na Federação Paulista de Futebol (FPF) e comprar o direito de voltar ao campeonato estadual lá dá última divisão.
Com direito a pitadas generosas de mitologia, primeiro o Grêmio Novorizontino ressurgiu como fênix, a lendária ave imortal que renasce das próprias cinzas. Depois foi agraciado com a versão popular do toque de Midas, o rei frígio que transformava em ouro tudo o que tocava. Para escrever um novo capítulo nessa história de altos e baixos, o time do interior agora precisa encarnar Davi diante de Golias na tentativa de superar a sina de sempre morrer na praia.
Em meio à ascensão meteórica que tem feito o clube bater na trave do acesso à elite do futebol brasileiro nos últimos anos, o Grêmio Novorizontino começa nesta quarta-feira (4) a disputa do título do Campeonato Paulista da Série A-1 contra o Palmeiras.
Em 1990, apenas 20 anos antes de precisar voltar das cinzas, o Grêmio Esportivo Novorizontino fez história ao protagonizar a primeira — e até hoje a única — final legitimamente “caipira” da primeira divisão do Campeonato Paulista.
O Novorizontino acabou vice-campeão. Perdeu o título para o Bragantino, não conseguiu se manter relevante no cenário esportivo e foi à falência apenas alguns anos depois.
O fato é que Novo Horizonte pode até ser uma cidade pequena. Situada a pouco mais de 400 quilômetros da capital paulista, ela tem hoje menos de 40 mil habitantes. Mas o tamanho não importa para eles quando o assunto é paixão pelo futebol.
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Para se ter uma ideia da comoção provocada pela final caipira na cidade, o jogo de ida levou cerca de 15 mil pessoas ao Estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão. A população de Novo Horizonte em 1990 era estimada em 25 mil. No entanto, só a paixão não foi suficiente para segurar o time na primeira divisão.
Logo depois de perder a final para o Bragantino, o Novorizontino perdeu o zagueiro Márcio Santos, que formou com Aldair a dupla de zaga tetracampeã do mundo com a seleção brasileira em 1994, e o técnico Nelsinho Baptista, que meses depois levaria o Corinthians ao primeiro título brasileiro de sua história.
Nos anos seguintes, o Novorizontino desceu ladeira abaixo. Conhecido como Tigre do Vale, o clube caiu em 1996 para nunca mais voltar. Atolado em dívidas, o Grêmio Esportivo Novorizontino, que levava no escudo as iniciais GEN e a data de fundação (13 de março de 1973), faliu e encerrou as atividades em 1999.
Novo Horizonte ficou órfã de futebol durante 11 anos. Sem um time de futebol para apoiar, os torcedores do antigo Novorizontino passaram o período viajando a cidades próximas, como Mirassol e São José do Rio Preto, apenas para sentir o gostinho do futebol.
A “refundação” do Novorizontino ocorreu em 1º de março de 2010. Somente os mais atentos aos detalhes e às formalidades percebem as poucas diferenças entre o passado e o presente. Das cores da camisa e do nome do clube ao formato do escudo e ao Jorjão como casa, quase tudo remete ao extinto GEN. Para todos os efeitos, porém, trata-se de outro clube.
Apenas um ano antes, a cidade havia montado um time amador para a disputa de um campeonato regional. Com o Jorjão lotado jogo após jogo, os torcedores se empolgaram. Queriam de novo ter um time para chamar de seu. O problema era o preço. A taxa de filiação à FPF custava R$ 500 mil na época. Ninguém tinha esse dinheiro. Uma campanha de arrecadação foi lançada, mas só deslanchou quando ex-jogadores e antigos dirigentes entraram no rateio.
A vaquinha deu certo e o Grêmio Novorizontino enfim poderia disputar a segunda divisão do Campeonato Paulista. Segundona apenas no nome. Na estrutura do futebol profissional de São Paulo, ela é, na prática, a quarta divisão.
O Grêmio Novorizontino protagonizou uma ascensão meteórica dentro do Paulistão. O clube subiu para a Série A-3 em 2012. Dois anos depois veio o acesso à A-2. Em 2015, o Tigre do Vale já estava de volta à elite do futebol estadual.
No cenário nacional, a evolução foi parecida. O Grêmio Novorizontino conseguiu uma vaga na Série D em 2018. Subiu para a Série C em 2020, junto com o rival regional Mirassol. Já no ano seguinte, o clube avançou para a Série B.
E isso deu início a um verdadeiro drama. Em 2022, o Grêmio Novorizontino escapou por pouco da degola. Já de 2023 em diante, o clube aurinegro encontrou meios criativos de não chegar à Série A do Campeonato Brasileiro.
Ao longo das últimas três edições da Série B, o Grêmio Novorizontino chegou a liderar a competição em diversas ocasiões, mas deixou escapar o acesso na última ou na penúltima rodada.
Para piorar, o rival Mirassol não apenas subiu para a Série A, mas foi o time sensação de 2025 e agora vai disputar pela primeira vez a Libertadores da América.
É impossível escrever sobre o Grêmio Novorizontino sem falar sobre a família Biasi, provavelmente a mais rica da cidade. Essa relação começa nos anos 1970, quando o empresário Jorge Ismael de Biasi começou a investir no futebol e ajudou a fundar o Novorizontino “original”.
Nos anos 1980, a ascensão do Tigre do Vale na hierarquia do futebol paulista coincide com a participação ativa do empresário na gestão do clube.
Além do vice-campeonato paulista de 1990, o Novorizontino conquistou o título da Série C do Campeonato Brasileiro de 1994. Entretanto, Jorge Ismael de Biasi adoeceu. Ele faleceu em 1995.
O clube acabou vendido pela família Chedid, a mesma que controlava o Bragantino na época. A falência veio em 1999.
Dona de usinas de cana-de-açúcar e de uma série de outras atividades ligadas ao agronegócio da região, a família Biasi também foi fundamental para a vaquinha que levou à fundação do atual Grêmio Novorizontino em 2010. Agora o futebol faz parte dos negócios da família.
Em dezembro de 2023, o quadro de sócios do Grêmio Novorizontino aprovou a conversão do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). No início do ano seguinte, a família Biasi adquiriu 100% da SAF.
O valor do negócio não foi revelado. Trata-se do primeiro caso conhecido no qual apenas um investidor detém a totalidade do negócio.
O presidente da SAF é o ex-jogador Genílson. A família Biasi integra o conselho de administração nas figuras de Jorge Ismael de Biasi Filho e de Roberto Biasi, sobrinho do histórico dirigente.
Esmagado pelo calendário, o Campeonato Paulista mais enxuto da história é marcado pela disparidade nas cotas de premiação.
Enquanto o finalista Palmeiras e seus rivais Corinthians, São Paulo e Santos receberam uma cota fixa de R$ 35 milhões para participar do Paulistão, os demais clubes receberam valores bem mais baixos, embora milionários.
Dono da melhor campanha da competição, o Grêmio Novorizontino goleou o Palmeiras por 4 a 0 na fase de classificação, eliminou o Santos nas quartas-de-final, passou pelo Corinthians na semifinal e assegurou o direito de mandar o segundo jogo da final em casa.
Mesmo assim, o clube embolsou até o momento R$ 8 milhões. Caso conquiste o título, a SAF do Grêmio Novorizontino garantirá mais R$ 5 milhões. Ainda assim, a soma dos valores daria pouco mais de um terço da premiação destinada ao Palmeiras apenas pela disputa da primeira fase.
O primeiro jogo da final está marcado para as 20h de hoje na Arena Barueri. A volta ocorrerá no domingo, em Novo Horizonte, a partir das 20h30.
Trata-se de um confronto de Davi contra Golias.
Além de enfrentar a força máxima do rico e vitorioso Palmeiras de Abel Ferreira, o Grêmio Novorizontino terá o desfalque do meio-campista Rômulo no jogo de ida.
Vice-artilheiro e principal garçom do Tigre do Vale, o atleta pertence ao Palmeiras e joga por empréstimo no Grêmio Novorizontino.
Por contrato, o Grêmio Novorizontino teria que pagar uma multa de R$ 1 milhão por cada jogo contra o Palmeiras para ter Rômulo à disposição.
O clube do interior tentou um acordo, mas o time da capital não abriu mão do dinheiro.
O Grêmio Novorizontino agora trabalha com a possibilidade de pagar a multa para Rômulo disputar o jogo de volta.
Nessa disputa de Davi contra Golias, talvez o maior reforço do Tigre do Vale venha de fora das quatro linhas.
De hoje a domingo, o Grêmio Novorizontino provavelmente unirá corinthianos, são-paulinos e santistas na maior torcida por procuração do Estado de São Paulo.
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