Fundo imobiliário TRBL11 dispara 8% na bolsa com fim da interdição de imóvel alvo de impasse com os Correios
Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11) informou que os Correios poderão retomar as operações no imóvel a partir de hoje

O Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11) vinha sofrendo na bolsa na última semana, chegando a acumular queda de 9,96%. Porém, nesta sexta-feira (6), o fundo imobiliário opera em forte alta.
As cotas são impulsionadas pelo anúncio da desinterdição de centro logístico do fundo localizado em Contagem, Minas Gerais, pela Defesa Civil. O bloqueio das operações no imóvel gerou um impasse com os Correios, locatário do empreendimento.
De acordo com o comunicado enviado ao mercado, a liberação do ativo ocorreu após a visita da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das demais Secretarias do município ao imóvel na última quinta-feira (5).
Após a vistoria e constatação das intervenções realizadas pela gestora do FII, o TRBL11 recebeu aval para a retomada das atividades em todo o Centro de Distribuição, exceto no bloco anexo ao galpão, onde se encontram a cozinha e o refeitório. Segundo o comunicado, a área representa menos de 1% do espaço locável.
O imóvel havia sido parcialmente interditado em 17 de outubro, com 6% do galpão bloqueado. Desde então, os Correios haviam encerrado as operações no local.
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Após nova vistoria, a Defesa Civil determinou a interdição total no final de outubro. Já a estatal notificou o FII sobre a abertura de um processo administrativo de rescisão unilateral do contrato de locação.
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Agora, com a desinterdição, o TRBL11 afirma que os Correios podem voltar as operações a partir de hoje. O anúncio levou as cotas do fundo a dispararem, com alta de 8,51%, por volta das 11h50, no IFIX — índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3.
Já às 13h20, as cotas registraram valorização de 4,32%, cotado a R$ 60,10.
Danos estruturais e trocas de acusações: o impasse entre o TRBL11 e os Correios
O impasse entre o TRBL11 e os Correios teve início com a identificação de problemas no recalque de uma das placas de vedação lateral do imóvel. Segundo a estatal, o fundo já havia sido informado dos danos na estrutura do empreendimento.
A situação levou a uma troca de acusações entre as partes. Isso porque, segundo as gestoras do FII, o locatário é contratualmente responsável pelas manutenções preventivas, corretivas e preditivas do imóvel, mas não vinha realizando o necessário.
Já os Correios dizem estar estabelecido em contrato que "a responsabilidade por reparos estruturais é do locador e não dos Correios, a quem cabe apenas manutenção".
Contudo, como as obras no imóvel ganharam caráter emergencial para a desinterdição, Anita Scal, sócia da Rio Bravo, revelou que os custos foram inicialmente arcados pelo fundo, a fim de evitar maiores prejuízos ao empreendimento e aos investidores. Confira os detalhes do impasse entre o FII e os Correios.
A desinterdição do imóvel do TRBL11
A liberação do galpão ocorre após a realização das obras, com mais de 60 mil m² de área construída, segundo o TRBL11. A conclusão de grande parte das intervenções ocorreu antes dos prazos estipulados inicialmente. A previsão era que as obras fossem concluídas apenas em 30 de dezembro.
A gestora do FII ressalta que a desinterdição do imóvel em sua parte operacional foi realizada em menos de 50 dias desde a primeira interdição.
“Todas as medidas necessárias foram tomadas para resguardar os interesses dos cotistas e evitar impactos relevantes no desempenho do fundo”, reforçou Anita Scal, sócia da Rio Bravo.
Agora, com a liberação da parte operacional do galpão, o fundo afirmou que irá comunicar aos Correios sobre a retomada do pagamento dos aluguéis, nos termos do contrato de locação.
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