Corte de gastos: governo detalha na próxima semana áreas afetadas pela contenção bilionária, diz Tebet
Equipe econômica oficializou o corte de R$ 15 bilhões em 2024, em meio a despesas crescentes e dificuldades para compensar a desoneração da folha

Desde o anúncio do corte de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024, o mercado agora quer saber quais áreas serão afetadas pela contenção de gastos promovida pelo governo.
Nesta terça-feira (23), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, informou que a equipe econômica deve detalhar os cortes de 2024 e 2025 na próxima semana.
Em entrevista a jornalistas no Rio de Janeiro, onde participa de eventos do G20, a ministra afirmou que o detalhamento englobará cortes já anunciados anteriormente, de R$ 9 bilhões nas contas de 2024 e de R$ 25,9 bilhões em 2025.
“Teremos os ministérios da Fazenda e do Planejamento detalhando como se dará – e está acontecendo – a revisão de gastos de R$ 9 bilhões neste ano, para que possamos chegar à meta zero ainda em 2024”, afirmou Tebet.
“E como entrará no Projeto de Lei Orçamentária de 2025 o corte, a economia pela ótica de fraude, erros e irregularidades de R$ 25,9 bilhões”, disse a ministra.
Em meio ao corte temporário de gastos, o governo elevou para R$ 28,8 bilhões a projeção de déficit primário neste ano, em meio a despesas crescentes e dificuldades para compensar a desoneração da folha de pagamento.
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A nova estimativa foi registrada no Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado na segunda-feira (22) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
Diante da pressão, a equipe econômica anunciou o plano de revisar gastos, com foco na busca de fraudes e irregularidades, evitando alterar programas e benefícios.
Simone Tebet também ressaltou que parte das medidas de revisão de despesas não precisará passar pelo Congresso. Entre elas estão decretos e portarias.
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Salário mínimo “sempre” acima da inflação
Tebet voltou a afirmar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu como política que o salário mínimo sempre tenha crescimento acima da inflação.
A ministra defendeu que é a “única forma de diminuir as desigualdades sociais no Brasil”, descartando mudanças no reajuste do salário mínimo e Previdência em meio a contenção de gastos.
"A primeira ordem do governo do presidente Lula foi colocar uma prioridade absoluta no Orçamento brasileiro para os mais pobres. E, com isso, nós tivemos e temos, entre tantas bandeiras, duas políticas públicas", disse a ministra, na abertura do evento.
"Para aqueles que não têm emprego ainda, um programa entre vários chamado Bolsa Família", citou.
"E a segunda política pública, e essa é a prioridade de nossa equipe econômica, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Orçamento, que o salário mínimo sempre cresça acima da inflação. É a única forma de poder diminuir as desigualdades sociais no Brasil."
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
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