🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Aprendendo a amar a bolha AI (e se preparando para a volta do Trump nos EUA)

Um assunto que tem gerado atenção dos mercados é a eleição norte-americana — e a situação não parece muito boa para o presidente Joe Biden

4 de março de 2024
20:01 - atualizado às 18:05
Homem de cabelos brancos e terno ao lado de outro homem de terno com bandeira dos EUA ao fundo
O presidente dos EUA, Joe Biden, em primeiro plano e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump - Imagem: Canvas

E a festa continua. Apesar de não ser mais o “Mag 7” como conjunto – a ação da Apple está fechando o mês no vermelho e a Google está sofrendo devido ao dano reputacional causado pelos excessos na programação politicamente correta do novo chatbot Gemini – os mercados tiveram mais um mês bom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E isso em um mês em que o fluxo de dados mostrou a economia americana ainda muito forte – o Fed Now para o primeiro trimestre está rodando na casa dos 3% – junto com uma pausa (poucos acham que seria uma reversão) na tendência de desinflação.

Assim, boa parte do mercado migrou para junho na sua expectativa do início do ciclo de queda de juros por parte do Fed, elevando a taxa dos Treasuries de dez anos para o patamar de 4,25%.

Quem não desapontou foi a Nvidia. Seus resultados trimestrais superaram as já elevadas expectativas do mercado e a ação prontamente, elevando seu valor de mercado para perto de 2 trilhões de dólares.

  • VOCÊ JÁ DOLARIZOU SEU PATRIMÔNIO? A Empiricus Research está liberando uma carteira gratuita com 10 ações americanas pra comprar agora. Clique aqui e acesse.

Nvidia e a bolha da inteligência artificial

Tudo isso já resultou em uma discussão de "estamos ou não vivendo uma bolha especulativa?", com óbvias comparações sendo feitas com a bolha da internet no final dos anos 90.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A meu ver estamos certamente vivendo uma bolha, mas uma bolha no bom sentido. Olhando a história econômica, toda a grande mudança de paradigma econômico/tecnológico tem sido acompanhada por processos de especulação extremos.

Leia Também

Foi assim com o início das descobertas marítimas europeias no século 15, pela revolução industrial no século 19, a electrificação nos anos 20 do último século e a internet nos anos 90.

Talvez a melhor maneira de entender por que uma bolha não é somente uma expressão de ganância e irracionalidade, é de aplicar a teoria de opções reais para a valorização das empresas.

Em ambientes de rápidas inovações tecnológicas, não podemos somente fazer exercícios de valor olhando o resultado esperado e a taxa de desconto apropriada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Devemos perceber que boa parte do valor reside na capacidade de aquela empresa abrir novas frentes de negócios e lucro: de ter a opção de abrir essas frentes.

E como no caso das opções financeiras, quanto maior a volatilidade tecnológica, maior o valor dessas opções reais.

Assim, muitos acham ridículo que a Nvidia tenha uma razão valor de mercado/vendas acima de 30, ou um P/L acima de 60. Mas pela sua posição tecnológica nesta nova era, talvez não seja tão ridículo assim; só o tempo dirá.

O que esperar dos mercados e eleições dos EUA

Eu continuo tendo uma visão positiva dos mercados americanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tenho certeza de que em breve veremos alguma correção mais dolorosa, e um cenário de “no landing” com o Fed nem entregando o já mais magro orçamento de cortes de juros, é um risco que não está bem precificado.

Isso dito, estamos vivendo uma bolha que eu acredito ainda está na sua fase inicial.

Outro assunto que tem gerado bastante atenção dos mercados é a eleição americana.

Estamos a muitos meses para a eleição presidencial de novembro nos EUA, mas a situação não parece muito boa para o presidente Joe Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vamos começar pelas pesquisas. Na média das pesquisas do site Real Clear Politics, Donald Trump lidera Biden por 2% – lembrando que Trump perdeu o voto total em 2016 e 2020, tendo resultados sempre melhores que as pesquisas.

Mas como sabemos o resultado do colégio eleitoral será decidido em alguns poucos estados, e aqui as pesquisas são bem piores: Trump supera Biden por margens de: 6,8% em Georgia, 4,7% em Arizona, e 4,2% em Michigan.

Somente em Pennsylvania que Biden lidera Trump por 1,4%. Então, não por acaso, os mercados de previsão estão operando a probabilidade de Trump ganhar em 44,2% versus 27,8% de Biden (Michelle Obama tem 9% de probabilidade em um cenário de desistência de Biden).

Tudo isso quando a economia americana está no melhor estado possível, e onde uma recente pesquisa mostra 67% do eleitorado achando que Biden está muito velho para continuar presidente, contra 41% para Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lógico que Biden terá a vantagem da incumbência e ele terá muito mais dinheiro que Trump para gastar na campanha. Mas seria melhor se preparar para a volta de Trump.

Quais as prováveis consequências econômicas para os EUA?

Já anunciando o resultado: a eleição de Trump deve levar a um choque inflacionário nos EUA, o que pode ter efeitos negativos de segunda ordem para o Brasil.

Isso terá dois canais: uma alta – pelo menos inicial – das bolsas de valores, e uma política fiscal expansionista.

O governo Biden tem tomado iniciativas, especialmente no campo regulatório, que não são de agrado para muitos setores e empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A FTC, por exemplo, que aplica as leis concorrenciais, sobre a liderança da Lina Khan tem se posicionado contra várias aquisições e fusões (a lista é longa: Microsoft comprando Activision Blizzard; Nvidia comprando ARM, etc.).

A SEC de Gary Gensler tem travado uma guerra incansável quando o setor de cripto, e recentemente sugeriu mais regulações para o mercado financeiro.

No setor energético, Biden recentemente embargou a construção de novos terminais para a exportação de gás natural.

Assim, é bastante provável que a promessa de desregulação em um novo governo Trump deve elevar a valorização de setores e empresas afetadas pelas políticas de Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As consequências fiscais de um novo governo Trump

Outro canal – que também deve ter um resultado inicial positivo para o mercado acionário – será as consequências fiscais de um novo governo Trump.

Muitos analistas políticos esperam que, independentemente de quem ganhar a eleição presidencial, os Republicanos devem retomar o Senado (o Congresso pode mudar de mãos e voltar aos Democratas).

Lembramos que os EUA têm sua versão das “pedaladas fiscais”. Para não impactar as projeções de longo prazo do endividamento governamental, calculados pelo CBO (o equivalente ao nosso IFI), vários programas de despesa e cortes de tributos são aprovados de forma temporária.

Os grandes cortes de impostos aprovados pelo governo Trump em 2017 vão caducar no final de 2025. Se Trump ganhar, com um Senado Republicano, é bastante provável que esses cortes sejam renovados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com Biden, há dúvidas se ele tentará a renovação – sua administração tem continuamente defendido que qualquer ajuste fiscal deve ser baseado no aumento da arrecadação.

Como isso pode impactar o Brasil? Como em qualquer economia, choques fiscais acabam impactando a política monetária.

Assim, devemos ver um aumento da taxa de juros neutra, com o Fed praticando uma política mais restritiva, elevando o valor do dólar americano nos mercados globais, com as consequências usuais para mercados emergentes.

*Tony Volpon é economista e ex-diretor do Banco Central

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar