🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Aprendendo a amar a bolha AI (e se preparando para a volta do Trump nos EUA)

Um assunto que tem gerado atenção dos mercados é a eleição norte-americana — e a situação não parece muito boa para o presidente Joe Biden

4 de março de 2024
20:01 - atualizado às 18:05
Homem de cabelos brancos e terno ao lado de outro homem de terno com bandeira dos EUA ao fundo
O presidente dos EUA, Joe Biden, em primeiro plano e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump - Imagem: Canvas

E a festa continua. Apesar de não ser mais o “Mag 7” como conjunto – a ação da Apple está fechando o mês no vermelho e a Google está sofrendo devido ao dano reputacional causado pelos excessos na programação politicamente correta do novo chatbot Gemini – os mercados tiveram mais um mês bom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E isso em um mês em que o fluxo de dados mostrou a economia americana ainda muito forte – o Fed Now para o primeiro trimestre está rodando na casa dos 3% – junto com uma pausa (poucos acham que seria uma reversão) na tendência de desinflação.

Assim, boa parte do mercado migrou para junho na sua expectativa do início do ciclo de queda de juros por parte do Fed, elevando a taxa dos Treasuries de dez anos para o patamar de 4,25%.

Quem não desapontou foi a Nvidia. Seus resultados trimestrais superaram as já elevadas expectativas do mercado e a ação prontamente, elevando seu valor de mercado para perto de 2 trilhões de dólares.

  • VOCÊ JÁ DOLARIZOU SEU PATRIMÔNIO? A Empiricus Research está liberando uma carteira gratuita com 10 ações americanas pra comprar agora. Clique aqui e acesse.

Nvidia e a bolha da inteligência artificial

Tudo isso já resultou em uma discussão de "estamos ou não vivendo uma bolha especulativa?", com óbvias comparações sendo feitas com a bolha da internet no final dos anos 90.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A meu ver estamos certamente vivendo uma bolha, mas uma bolha no bom sentido. Olhando a história econômica, toda a grande mudança de paradigma econômico/tecnológico tem sido acompanhada por processos de especulação extremos.

Leia Também

Foi assim com o início das descobertas marítimas europeias no século 15, pela revolução industrial no século 19, a electrificação nos anos 20 do último século e a internet nos anos 90.

Talvez a melhor maneira de entender por que uma bolha não é somente uma expressão de ganância e irracionalidade, é de aplicar a teoria de opções reais para a valorização das empresas.

Em ambientes de rápidas inovações tecnológicas, não podemos somente fazer exercícios de valor olhando o resultado esperado e a taxa de desconto apropriada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Devemos perceber que boa parte do valor reside na capacidade de aquela empresa abrir novas frentes de negócios e lucro: de ter a opção de abrir essas frentes.

E como no caso das opções financeiras, quanto maior a volatilidade tecnológica, maior o valor dessas opções reais.

Assim, muitos acham ridículo que a Nvidia tenha uma razão valor de mercado/vendas acima de 30, ou um P/L acima de 60. Mas pela sua posição tecnológica nesta nova era, talvez não seja tão ridículo assim; só o tempo dirá.

O que esperar dos mercados e eleições dos EUA

Eu continuo tendo uma visão positiva dos mercados americanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tenho certeza de que em breve veremos alguma correção mais dolorosa, e um cenário de “no landing” com o Fed nem entregando o já mais magro orçamento de cortes de juros, é um risco que não está bem precificado.

Isso dito, estamos vivendo uma bolha que eu acredito ainda está na sua fase inicial.

Outro assunto que tem gerado bastante atenção dos mercados é a eleição americana.

Estamos a muitos meses para a eleição presidencial de novembro nos EUA, mas a situação não parece muito boa para o presidente Joe Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vamos começar pelas pesquisas. Na média das pesquisas do site Real Clear Politics, Donald Trump lidera Biden por 2% – lembrando que Trump perdeu o voto total em 2016 e 2020, tendo resultados sempre melhores que as pesquisas.

Mas como sabemos o resultado do colégio eleitoral será decidido em alguns poucos estados, e aqui as pesquisas são bem piores: Trump supera Biden por margens de: 6,8% em Georgia, 4,7% em Arizona, e 4,2% em Michigan.

Somente em Pennsylvania que Biden lidera Trump por 1,4%. Então, não por acaso, os mercados de previsão estão operando a probabilidade de Trump ganhar em 44,2% versus 27,8% de Biden (Michelle Obama tem 9% de probabilidade em um cenário de desistência de Biden).

Tudo isso quando a economia americana está no melhor estado possível, e onde uma recente pesquisa mostra 67% do eleitorado achando que Biden está muito velho para continuar presidente, contra 41% para Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lógico que Biden terá a vantagem da incumbência e ele terá muito mais dinheiro que Trump para gastar na campanha. Mas seria melhor se preparar para a volta de Trump.

Quais as prováveis consequências econômicas para os EUA?

Já anunciando o resultado: a eleição de Trump deve levar a um choque inflacionário nos EUA, o que pode ter efeitos negativos de segunda ordem para o Brasil.

Isso terá dois canais: uma alta – pelo menos inicial – das bolsas de valores, e uma política fiscal expansionista.

O governo Biden tem tomado iniciativas, especialmente no campo regulatório, que não são de agrado para muitos setores e empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A FTC, por exemplo, que aplica as leis concorrenciais, sobre a liderança da Lina Khan tem se posicionado contra várias aquisições e fusões (a lista é longa: Microsoft comprando Activision Blizzard; Nvidia comprando ARM, etc.).

A SEC de Gary Gensler tem travado uma guerra incansável quando o setor de cripto, e recentemente sugeriu mais regulações para o mercado financeiro.

No setor energético, Biden recentemente embargou a construção de novos terminais para a exportação de gás natural.

Assim, é bastante provável que a promessa de desregulação em um novo governo Trump deve elevar a valorização de setores e empresas afetadas pelas políticas de Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As consequências fiscais de um novo governo Trump

Outro canal – que também deve ter um resultado inicial positivo para o mercado acionário – será as consequências fiscais de um novo governo Trump.

Muitos analistas políticos esperam que, independentemente de quem ganhar a eleição presidencial, os Republicanos devem retomar o Senado (o Congresso pode mudar de mãos e voltar aos Democratas).

Lembramos que os EUA têm sua versão das “pedaladas fiscais”. Para não impactar as projeções de longo prazo do endividamento governamental, calculados pelo CBO (o equivalente ao nosso IFI), vários programas de despesa e cortes de tributos são aprovados de forma temporária.

Os grandes cortes de impostos aprovados pelo governo Trump em 2017 vão caducar no final de 2025. Se Trump ganhar, com um Senado Republicano, é bastante provável que esses cortes sejam renovados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com Biden, há dúvidas se ele tentará a renovação – sua administração tem continuamente defendido que qualquer ajuste fiscal deve ser baseado no aumento da arrecadação.

Como isso pode impactar o Brasil? Como em qualquer economia, choques fiscais acabam impactando a política monetária.

Assim, devemos ver um aumento da taxa de juros neutra, com o Fed praticando uma política mais restritiva, elevando o valor do dólar americano nos mercados globais, com as consequências usuais para mercados emergentes.

*Tony Volpon é economista e ex-diretor do Banco Central

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar