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Notas de dólar do tipo “cara grande” e “cara pequena” ainda têm valor e podem ser utilizadas, mas há relatos de recusas em estabelecimentos em casas de câmbio, diz gerente de rede de corretoras de câmbio
Mesmo com o advento das contas em moeda estrangeira e a disseminação do uso de cartões pelo mundo, quem costuma viajar para o exterior não deixa de levar pelo menos uma pequena parte do dinheiro em espécie. Assim, é comum que, ao retornar, o viajante traga sobras de dólares, euros ou alguma outra divisa na carteira.
Mas nem todo mundo troca a moeda estrangeira de volta para real assim que volta ao Brasil. Muita gente tem o hábito de guardar dólares em casa para aproveitar numa viagem futura.
Quem faz isso, porém, pode ter dificuldade de gastar e principalmente de vender essas notas em casas de câmbio no futuro, ao menos quando se trata de versões mais antigas da moeda americana.
Embora os Estados Unidos não tenham passado por mudanças na sua moeda oficial, como ocorreu no Brasil tantas vezes no século 20 e nos países europeus quando da adoção do euro, as cédulas de dólar americano foram atualizadas ao longo do tempo para receber novos itens de segurança.
A primeira família de notas, apelidada de “dólar cara pequena” foi impressa até 1996, quando passaram a ser emitidas as cédulas chamadas de “dólar de cara grande”, substituídas novamente em 2013, quando foi lançada a atual família, o chamado “dólar azul”.

Todas essas versões continuam em circulação e mantêm seu valor. No geral, também, são aceitas tanto nos Estados Unidos como em outros países, seja em casas de câmbio ou em estabelecimentos fora dos EUA que aceitam dólares americanos de estrangeiros.
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Porém, segundo Gustavo Izidoro Gonçalves, gerente da rede de corretoras de câmbio Cotação, ligada ao banco Rendimento/câmbio, depois da pandemia cresceram os relatos de clientes que têm tido seus dólares antigos, do tipo “cara grande” e “cara pequena”, recusados em estabelecimentos comerciais e casas de câmbio.
A dificuldade aparece sobretudo em países da América do Sul, mas também tem ocorrido na Europa e nos Estados Unidos.
Gonçalves explica que de fato as cédulas mais velhas não perderam o valor e nem existe uma determinação do banco central americano para que elas saiam de circulação ou deixem de ser aceitas. Mas há preocupações quanto à segurança dessas notas.
“Essa recusa não é de hoje. Desde que a nova família do ‘dólar azul’ foi lançada, muitas casas de câmbio pela América do Sul, em países como Bolívia, Uruguai e Argentina, pararam de aceitar as cédulas antigas para câmbio. Isso começou a ocorrer mesmo em estabelecimentos que também aceitavam dólares americanos de turistas”, conta.
Passada a pandemia, diz Gonçalves, essas restrições começaram a ser relatadas também por clientes da Cotação, que voltavam de países europeus e dos EUA e procuravam a rede para tentar trocar seus dólares antigos que haviam sido recusados lá fora.
Gonçalves explica que o dólar “cara pequena” é o mais recusado, pois seus itens de segurança são basicamente o tipo de papel e a marca d’água – a qual, aliás, só foi introduzida em 1969. Ou seja, cédulas anteriores nem marca d’água têm.
“Ele tem uma fragilidade de segurança. Muita gente mal intencionada lavava essas cédulas e as reimprimia no valor de US$ 100, então tinha muita nota falsa”, explica.
Já o dólar “cara grande” tem mais itens de segurança, como a impressão furta-cor, mas também foi muito falsificado, principalmente na América do Sul, conta o gerente da Cotação.
Ele explica ainda que nos EUA a substituição das notas em circulação ocorre de maneira natural e em uma velocidade maior do que entre os turistas estrangeiros. Então dificilmente um viajante receberá uma nota antiga ao visitar a Terra do Tio Sam.
Porém, o viajante que aparece lá com uma cédula antiga, guardada de viagem anterior, principalmente as de valor mais elevado, pode acabar tendo a nota recusada mesmo em estabelecimentos comerciais, sob a alegação de algum problema de segurança.
“O estabelecimento não vai dizer que é porque a nota é antiga, mas dirá que há indícios de que ela pode não ser verdadeira, por exemplo”, explica Gonçalves.
Outro problema que pode levar à dificuldade de se trocar uma nota de dólar são as marcas deixadas por corretoras de câmbio, como carimbos ou riscos de caneta. “Já tivemos clientes com essa questão em viagem para a Argentina”, diz o gerente da Cotação.
Infelizmente não há como simplesmente trocar as cédulas antigas por novas, mas quem tiver dólares mais velhos em casa e não quiser correr o risco de ter uma dor de cabeça na hora de tentar usá-los ou trocá-los no exterior, a solução é vendê-los em uma corretora brasileira que ainda os aceite.
Aliás, com a cotação comercial na casa dos R$ 5,50, é bem possível que você consiga um bom preço por eles. Na última sexta-feira (23), a cotação turismo em São Paulo para quem desejava vender a moeda americana em uma corretora de câmbio estava em R$ 5,41.
A Cotação é uma das corretoras brasileiras que aceita comprar essas notas antigas, pois consegue repassá-las ao banco Rendimento, que as exporta de volta ao banco central americano.
No primeiro semestre deste ano, a rede começou a incentivar os clientes a venderem seus dólares antigos, tendo visto um aumento de 30% nesse tipo de recompra ante o segundo semestre de 2023.
Os dólares “cara pequena” são aceitos em todas as lojas Cotação do Rio de Janeiro e de São Paulo, explica Gonçalves, enquanto a família “cara grande” é aceita nas lojas da rede em todo o Brasil.
“Quem tiver dólares guardados e não tiver a intenção de viajar tão cedo, principalmente para os Estados Unidos, o ideal é que venda essas notas, pois se a velocidade de troca no mercado pelas notas novas for muito grande, você pode acabar só conseguindo trocá-las futuramente no banco central americano”, alerta Gonçalves.
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