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Bruno Mérola: Como ter máximo retorno e evitar grandes perdas

Confiamos exageradamente em nossa versão futura, nossa atenção de curto prazo é capturada por estímulos infinitos e somos, na maioria, imperfeitos em adequar a execução cotidiana à estratégia bem definida de longo prazo

1 de julho de 2024
20:00 - atualizado às 18:17
Imagem: Adobe Firefly

“Um resfriado adequadamente tratado dura sete dias, mas deixado a si mesmo, cura-se em uma semana.”

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Henry Felsen, escritor americano

Desculpa, não dá.

E isso não é um clickbait, apenas uma conversa sobre o inevitável e a ilusão de controle.

Em 2016, Wesley Gray, da gestora Alpha Architect, argumentou que até Deus teria sido demitido se fosse um investidor ativo – inúmeras vezes, aliás.

Já falamos sobre isso aqui, mas a mesma mensagem tem sabores diferentes entre um bull e um bear market.

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O “portfólio de Deus” do paper levou esse nome pela sua clarividência. Desde 1927, ele investiu numa carteira formada pelas 50 ações que mais ganharam dinheiro pelos próximos cinco anos, rebalanceada a cada período.

Como essa informação só pode ser obtida “a posteriori”, trata-se de uma premissa absurda, que considera 100% de acerto na seleção de ativos, impossível de ser replicada na vida real.

É claro que o retorno acumulado impressiona: 29% ao ano versus 10% do S&P 500.

Então por que esse gestor impecável, que nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu um enxovalho, levaria enormes resgates de investidores e, provavelmente, nem fosse lembrado após 90 anos?

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Maquiavel tinha razão?

“O Príncipe”, de Maquiavel, é famoso pelos fins que justificariam os meios, mas o italiano se esquecera de abordar o que fazer quando se está no olho do furacão.

Explico. Na crise global dos anos 30, possuir as melhores ações não teria evitado que a carteira atravessasse um drawdown de 76%. Em 1940, quase 40% de perda antes de se recuperar. Para cada década seguinte, pelos próximos 80 anos, pelo menos uma perda acima de 20%.

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Sejamos sinceros: quem tem a coragem de permanecer investido após uma queda de 76%?

A verdade é que não teriam faltado oportunidades ao investidor do portfólio divino para “demitir” seu gestor onipotente, resgatar seu dinheiro e partir para outra.

As três razões para esse comportamento

A primeira é uma dificuldade humana nata de lidar com horizontes de investimento conflitantes.

Confiamos exageradamente em nossa versão futura, nossa atenção de curto prazo é capturada por estímulos infinitos e somos, na maioria, imperfeitos em adequar a execução cotidiana à estratégia bem definida de longo prazo.

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A segunda é o oposto, o apego ao passado. Como já existe, é mais fácil dar um peso maior ao passado, concreto, do que ao futuro, ainda abstrato.

“O fundo A caiu x % desde que investi, devo resgatar?” é uma das mensagens que mais recebo de investidores. A preocupação é justa e genuína, mas, para dar minha melhor opinião, preciso quebrar a estrutura original com “apenas por esse motivo, não”.

Raramente, uma queda é motivo suficiente para resgate. Para isso se tornar verdade, ela deve indicar algo mais grave, como:

  • gestão de risco inadequada
  • alteração no processo de gestão
  • mudança de paradigma no mercado

E a terceira é a solidão do contrarian. Se todos resgatam na queda de 75%, por que você não o faria? O que os outros, tão inteligentes quanto, sabem que você não sabe? Ou vice-versa?

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É solitário apostar sozinho. Se erra, mereceu; se acerta, pura sorte, ninguém podia prever.

A conclusão da Alpha Architect não apenas lembra o óbvio – só temos um passado para analisar e o que teria sido é frequentemente atropelado pelo que foi –, mas provoca um conflito inesperado entre clarividência e um tipo específico de resiliência.

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Não falo do clichê corporativo, bordado em palavras vazias no LinkedIn, e distorcido da sua origem física para servir a intenções tortas de discursos motivacionais.

Mas da qualidade rara do investidor que, dobrado pelo acaso, não apenas não se quebra, mas desafia a física e reforça ainda mais sua convicção inicial. Talvez isso explique porque preferimos gestores “cascudos”, que atravessaram várias crises.

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Dê o nome que quiser, mas “antifragilidade” já foi escolhido.

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