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As notícias não têm sido muito animadoras, mas o Ibovespa negocia hoje com descontos que foram vistos pela última vez apenas na crise financeira de 2008; saiba qual ação ainda vale a pena
O último dia dos namorados (12) foi emblemático para o Ibovespa. Enquanto os investidores do mundo inteiro se mostravam apaixonados por suas bolsas, uma delas dava sinais que havia perdido completamente o amor dos seus investidores.
Como você pode verificar na imagem abaixo, capturada do terminal Bloomberg às 11h17 da última quarta-feira, o Ibovespa era o único desempenho negativo entre diversos índices futuros espalhados pelo mundo.
Enquanto várias bolsas internacionais se animavam com as perspectivas de queda de juros nos Estados Unidos, após dados de inflação (CPI) bastante comportados, o Brasil ia na contramão.
Se não bastassem as recentes mudanças na meta fiscal, divisão de votos no Banco Central, entre outros temas que assustaram os investidores, nesta semana o governo voltou a dar sinais de que não pretende pisar no freio dos gastos, o que aumentou ainda mais as preocupações fiscais.
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Em plena semana dos namorados, será que chegou a hora de "dar um pé na bunda" dos ativos brasileiros na sua carteira?
A minha resposta para essa pergunta é não, por um bom motivo: o preço.
É verdade que as notícias não têm sido muito animadoras, mas o índice Ibovespa negocia hoje com descontos que foram vistos pela última vez apenas na crise financeira de 2008, quando todos imaginavam que o sistema iria colapsar.
Voltando para 2024, apesar da enxurrada de notícias negativas, entendemos que já existe muito pessimismo embutido nos preços, o que deixa o cenário assimétrico – enquanto pioras adicionais deveriam impactar marginalmente os preços, uma melhora do fluxo de notícias ou o simples fato de elas pararem de piorar já deveria trazer uma reprecificação forte para os ativos brasileiros, que parecem bastante amassados.
Dito isso, não acredito que agora seria a melhor hora de vender ações brasileiras. Mas caso ainda não tenha investimentos internacionais, talvez seja o momento de pensar mais seriamente em diversificar sua carteira.
Enquanto o mercado brasileiro sofre, as principais bolsas norte-americanas renovam máximas históricas em 2024, mesmo com as taxas de juros nas máximas das últimas décadas.
É claro que um certo alvoroço com a inteligência artificial tem ajudado, mas a economia norte-americana segue forte de qualquer modo, e uma nova rodada de dados positivos sobre inflação, como os divulgados na última quarta-feira, deveriam ajudar ainda mais o preço dos ativos, já que isso indicaria um corte antecipado dos juros por lá.
Isso por si só já seria um bom motivo para diversificar, mas ainda temos que lembrar que também existe o fator diversificação cambial nessa história, já que os investimentos por lá também aumentam a exposição à moeda forte que, como sabemos, torna-se um porto seguro em momentos de estresse e desconfiança.
Apesar de terem pisado na bola, os ativos brasileiros ainda merecem uma chance na sua carteira, e entendemos que alguns gatilhos como corte antecipado dos juros nos Estados Unidos, reconquista da confiança do nosso Banco Central nas próximas reuniões e aumento do favoritismo de um candidato pró-mercado na próxima eleição presidencial no Brasil podem fazer as ações brasileiras sofrerem uma forte e rápida reprecificação.
Enquanto esse dia não chega, eu aproveitaria o momento para colocar algumas ações de extrema qualidade na carteira e que sofreram bastante na bolsa nas últimas semanas, como Localiza (RENT3), Cyrela (CYRE3) e Equatorial (EQTL3), pensando em um casamento de longo prazo.
Um punhado de NTN-Bs com essa taxa real de 6,3% também me parece uma boa ideia.
Mas dado o momento ruim de curto prazo, faz sentido começar a pensar em expandir seus horizontes, e a Empiricus quer te ajudar nessa tarefa.
Na próxima segunda-feira, dia 17, será lançado o Investidor Global, um projeto voltado a investimentos no exterior – mais importante, de maneira bem prática, didática e moldada de acordo com o seu perfil.
Se quiser saber um pouco mais, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem.
Ruy
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
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