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No último fim de semana, Ron DeSantis retirou sua pré-candidatura à presidência dos EUA e endossou Donald Trump, fortalecendo as chances do ex-presidente nas primárias republicanas
No final de semana, nos Estados Unidos, ocorreu um movimento significativo no cenário político republicano: Ron DeSantis, figura proeminente do partido republicano, anunciou a retirada de sua candidatura à presidência para as eleições de 2024, simultaneamente endossando Donald Trump como seu candidato preferencial.
Esta ação vem antes das críticas primárias republicanas em New Hampshire, marcadas para hoje, e representa uma consolidação em torno da figura de Trump, aumentando suas chances de reconquistar a presidência.
De acordo com as pesquisas mais recentes, Trump detém uma sólida liderança, com 50% das intenções de voto entre os eleitores republicanos prováveis em New Hampshire. Por outro lado, Nikki Haley, ex-governadora da Carolina do Sul, tem 39% das intenções de voto.
A saída de DeSantis da corrida presidencial pode ser um momento decisivo para Haley. Se ela não conseguir ganhar tração e impulso agora, as perspectivas de uma disputa efetiva contra Trump parecem cada vez mais distantes.
Fonte: FiveThirtyEight
Haley, também ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, superou as expectativas modestas em relação à sua campanha presidencial.
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A perspectiva é que ela consiga resultados notáveis até março, antes da crucial Super Terça-Feira, uma data em que diversas primárias ocorrem simultaneamente em vários estados.
O maior desafio para Trump não reside no desempenho modesto de Haley, mas na possibilidade de complicações legais afetarem sua campanha.
Isso é evidenciado pela situação nos estados do Colorado e do Maine, onde Trump foi excluído das cédulas eleitorais.
Embora a probabilidade seja baixa, a única alternativa viável para os republicanos seria a inesperada inelegibilidade de Trump em Estados decisivos.
Na ausência de tal reviravolta, os dados atuais apontam para Trump como o favorito.
Fonte: FiveThirtyEight
Ainda considero Trump como o mais provável candidato a ganhar as eleições de novembro.
A retirada de DeSantis da corrida reforça essa possibilidade, já que a maioria dos seus apoiadores que poderiam migrar para Haley já o fizeram anteriormente.
A expectativa é de uma disputa eleitoral ainda mais acirrada que a de 2020, com o mercado começando a precificar melhor as eleições a partir de março.
Parte dessa situação se deve às decisões dos democratas, que mantiveram Biden como candidato, um presidente com índices de aprovação abaixo de 40% e diariamente questionado sobre sua capacidade física.
Dado o cenário atual, Biden, já octogenário, parece ter chances cada vez menores de permanecer no cargo.
Fonte: FiveThirtyEight
Ao analisar o ano de 2024 sob uma perspectiva macroeconômica e sistêmica, identifico dois fatores cruciais.
Primeiramente, a tendência global de redução das taxas de juros promete melhorar o cenário econômico e financeiro globalmente.
Essa mudança na política monetária deve influenciar positivamente os mercados e a atividade econômica em diversas regiões. Mas isso é apenas um dos pontos.
O segundo aspecto é a complexidade dos riscos geopolíticos, um ponto crucial destacado pela consultoria Eurasia, que descreve 2024 como “o ano das três guerras”.
Estas incluem os conflitos contínuos entre Rússia e Ucrânia, Israel e Hamas (com potencial de se expandir pela região) e as divisões internas nos Estados Unidos, intensificadas pela eleição presidencial.
Embora as casas de apostas já mostrem uma tendência favorável a Trump, a competição promete ser extremamente disputada e poderá ter um impacto significativo no cenário político global.
Fontes: BC Research e Predictit
Caso Trump reassuma a presidência, há uma incerteza sobre como ele poderia agir em termos de revanchismo político.
Diante disso, os mercados financeiros teriam que se adaptar às crescentes possibilidades de uma drástica mudança na direção política dos Estados Unidos.
Por outro lado, apesar de ser comumente percebido como um país polarizado, a estrutura política descentralizada dos Estados Unidos tem fomentado um ambiente propício para inovações e avanços significativos.
Esse cenário tem sido essencial para o desenvolvimento de setores-chave e a atração de talentos globais.
A Califórnia, por exemplo, lidera no avanço da inteligência artificial a nível mundial, enquanto Nova Iorque se destaca como um dos centros financeiros mais preeminentes do mundo. O Texas por sua vez, é notável tanto na produção de combustíveis fósseis quanto no avanço de energias sustentáveis e cadeias de suprimentos. Já a Flórida é conhecida por seu crescimento econômico acelerado.
Apesar das claras divisões internas, os Estados Unidos perseveram na sua posição de liderança como a principal superpotência mundial.
Esta realidade, embora firme, enfrenta desafios crescentes em um contexto geopolítico que se torna cada vez mais adverso.
À medida que avançamos nos próximos anos, espera-se que os EUA continuem a exercer uma influência global significativa, mas dentro de um cenário internacional que se apresenta cada vez mais complexo e desafiador.
Esta dinâmica exige dos Estados Unidos não apenas a manutenção de sua força e influência, mas também uma adaptação estratégica às novas realidades políticas e econômicas globais.
É uma questão em aberto se o próximo presidente dos Estados Unidos estará à altura da missão de liderar a nação, mantendo sua influência global e navegando com sucesso pelos desafios crescentes.
Essa tarefa envolve equilibrar diplomacia, poder econômico e liderança estratégica, enquanto responde às expectativas do povo americano e mantém a estabilidade global.
A capacidade do próximo líder de fazer justiça a esse papel complexo e exigente será crucial para o futuro do país e seu papel no mundo.
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