O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Congresso Nacional do Povo da China marca um momento crucial para o governo de Xi Jinping apresentar estratégias econômicas para 2024
Nesta terça-feira, o Congresso Nacional do Povo da China deu início a um evento decisivo, no qual o governo de Xi Jinping, presidente do país, apresentará ao longo dos próximos dias suas estratégias para o desenvolvimento econômico da China em 2024.
Este encontro oferece aos líderes chineses uma chance de remodelar o discurso sobre sua economia, que enfrenta desafios consideráveis.
Uma mudança notável este ano é o cancelamento do briefing tradicionalmente conduzido pelo primeiro-ministro Li Qiang logo no final de semana que antecede a ocasião, uma ocorrência inédita desde 1993.
Esse briefing costumava ser uma oportunidade precoce para investidores e observadores internacionais obterem insights sobre as políticas governamentais.
A ausência dessa comunicação preliminar indica um reforço no centralismo de Xi Jinping e adia a revelação das metas econômicas anuais até a divulgação do relatório de trabalho na terça-feira.
A China confirmou hoje a expectativa dominante entre os economistas, de que a meta de crescimento seria estabelecida em torno de 5%.
Leia Também
Um objetivo mais ambicioso, ainda que de mesma amplitude, se comparado ao ano anterior, que seguiu à recuperação pós-pandêmica. Isso sugere a introdução de novos estímulos para fomentar o crescimento.
No entanto, considerando os desafios do setor imobiliário e a queda no consumo interno, não se descartava a possibilidade de uma meta mais cautelosa, em torno de 4,5%, indicando um pacote de estímulo mais moderado, o que poderia decepcionar os mercados.
O foco também se volta para a previsão do déficit fiscal, estimado em 3,3% do PIB.
Com a economia chinesa mostrando uma recuperação fragmentada — avanço na produção industrial, mas retração no consumo interno —, pode ser necessário um aumento no estímulo fiscal e no setor imobiliário, especialmente se a demanda externa enfraquecer.
Em relação à política monetária, os detalhes serão sutis, exigindo uma leitura atenta para identificar possíveis ajustes. Espera-se uma inclinação para a flexibilização, embora a postura oficial continue a ser descrita como “prudente”.
Podemos antecipar uma possível ênfase renovada na sincronia entre a política monetária e os alvos de desenvolvimento econômico e estabilidade de preços no próximo relatório.
Diferentemente do ano anterior, que focou somente no “crescimento econômico nominal” sem mencionar explicitamente os níveis de preços, este ano poderá trazer alterações nesse aspecto.
Terminologias diferentes como “novas forças produtivas” e “crescimento de alta qualidade” serão cruciais, indicando onde os investimentos governamentais estão sendo canalizados — notadamente para setores inovadores como veículos elétricos, baterias e energias renováveis.
Estes investimentos, embora promovam a inovação, também intensificam o problema de supercapacidade nessas áreas e exacerbam as tensões comerciais com nações como os Estados Unidos e a Europa.
Este foco renovado surge em um contexto onde a economia chinesa, após décadas de expansão acelerada, encara agora uma desaceleração notável.
Esta fase é caracterizada por uma crise imobiliária agravante, pressões deflacionárias, uma desvalorização de US$ 6 trilhões no mercado acionário em 18 meses, e um crescimento do desemprego, principalmente entre os jovens.
Entre 1980 e 2022, a China viu seu PIB per capita, em comparação com os Estados Unidos, crescer de 2% para 28%, um reflexo de seu rápido desenvolvimento industrial e de suas exportações manufatureiras.
A desaceleração chinesa tem implicações globais, afetando a demanda por produtos e serviços internacionais e reduzindo os investimentos chineses no exterior, como em projetos de infraestrutura na África e em portos europeus.
Multinacionais que contavam com o mercado chinês para crescimento agora encaram desafios significativos.
Adicionalmente, a economia da China é frequentemente criticada por sua excessiva dependência de exportações, salários reprimidos e uma moeda subvalorizada, fatores que contribuíram para crises econômicas anteriores, incluindo dívidas insustentáveis, dependência de exportações e deflação.
Enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China demonstra sinais de enfraquecimento, o fluxo de investimentos estrangeiros no país diminui a uma velocidade alarmante e o mercado de ações enfrenta uma desvalorização dramática, ultrapassando a marca de US$ 6 trilhões.
Mesmo com dados oficiais apontando para um crescimento de 5,2% em 2023, há ceticismo quanto à precisão desses números, com suspeitas de que possam ter sido inflados por autoridades locais.
Em meio a debates em Washington, surge a teoria de que o auge do desenvolvimento chinês pode ter sido ultrapassado, o que por sua vez, reafirma a posição de liderança global dos Estados Unidos.
Contudo, a desaceleração econômica da China não implica necessariamente em uma redução de sua influência geopolítica.
A China preserva sua proeminência industrial, demonstrada pelo seu consumo de eletricidade, que excede o dos Estados Unidos desde 2010, evidenciando a robustez de sua economia industrial.
Além disso, sua expansão de influência econômica na Ásia e no Pacífico, principalmente por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota, coloca-a à frente dos Estados Unidos em termos de influência regional.
Adicionalmente, a China tem fortalecido sua presença militar na região da Ásia-Pacífico, contrastando com a atenção dos Estados Unidos voltada para outras áreas.
O país também lidera na cadeia de suprimentos de tecnologias sustentáveis, incluindo turbinas eólicas, painéis solares e veículos elétricos, posicionando-se estrategicamente para moldar o futuro da energia verde no cenário mundial.
Apesar dos desafios econômicos enfrentados, a influência geopolítica da China e sua liderança na transição para tecnologias verdes seguem em ascensão.
A atual conjuntura global, repleta de incertezas e riscos, sugere que é prematuro declarar que a China atingiu seu ápice.
O desafio crucial para Xi Jinping é prevenir que as adversidades econômicas se convertam em um descontentamento generalizado entre a população.
Para o governo chinês, torna-se imperativo redobrar esforços para modernizar a infraestrutura industrial e impulsionar o desenvolvimento de novas forças produtivas, visando superar a estagnação econômica que aflige modelos econômicos asiáticos similares.
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto
Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil
Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]