O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A empresa em questão é uma velha conhecida desta coluna e uma das recomendações de maiores pesos na carteira da série Microcap Alert
Nos últimos dias, surgiram notícias de que a Telefônica Brasil - Vivo (VIVT3) estaria interessada em adquirir a Desktop (DESK3), que atua como ISP (provedora independente de internet) — as notícias foram confirmadas por ambas.
Antes de mais nada, é bom esclarecer que a Desktop é uma velha conhecida, e já apareceu aqui nesta coluna. Na verdade, ela é uma recomendação da série Microcap Alert, da qual eu também faço parte, e tem um dos maiores pesos na carteira.
Mas o que chamou a atenção da Vivo, exatamente? Provavelmente as mesmas coisas que nos fazem gostar da Desktop para o Microcap.
Existem infinitas ISPs espalhadas pelo Brasil que poderiam ser alvo de aquisição da Vivo, e quase todas poderiam ser compradas por preços bem mais atrativos, se a intenção dela fosse apenas crescer pagando barato.
Mas existem aspectos no mundo corporativo que vão muito além de planilhas, métricas de endividamento, múltiplos, Capex por cliente, etc. A Desktop tem uma cultura voltada à satisfação do cliente que dificilmente vemos por aí, ainda mais quando o assunto é telecom.
Além disso, ela está presente em uma das regiões com maior poder aquisitivo do Brasil, com infraestrutura e pessoas que se destacam das competidoras. Essa combinação fez com que a companhia conseguisse atingir notoriedade no interior de São Paulo.
Leia Também
A Desktop é a 3ª maior operadora de Banda Larga do Estado, o que já a tornaria um alvo interessante para a Vivo, especialmente quando consideramos a diferença entre os valores de mercado (R$ 75 bilhões para a Vivo vs R$ 1,8 bilhão para a Desktop).
Mas a verdade é que a atratividade da Desktop é ainda maior quando filtramos a tecnologia dos acessos por FTTH (fibra). Neste caso, ela sobe para a 2ª posição, atrás apenas da própria Vivo.
Se, além disso, excluirmos os acessos na capital, Região do ABC e Guarulhos, o market share da Desktop sobe para 15,7%.
Ou seja, com a compra de Desktop, a Vivo teria mais da metade dos acessos com tecnologia de fibra no Estado São Paulo, e ganharia muito mais terreno no interior, aumentando a diferença para a Claro.
Para além do market share, a Vivo também levaria uma infraestrutura de primeira qualidade, que permitiu à Desktop ser a líder em velocidade de internet no Estado.
Apesar de não ser a mais barata das ISPs brasileiras, a Desktop está longe de ser cara. Hoje ela negocia por menos de 5x EV/Ebitda, com melhora no perfil de geração de caixa após capex substancial em infra recente.
E a Vivo ainda conseguiria sinergias tais como diluição de despesas e redução substancial no custo da dívida, e ainda tiraria do jogo uma concorrente que começa a ganhar cada vez mais relevância em uma de suas principais regiões de atuação.
Tudo isso sem abrir mão dos bons dividendos que paga para os seus acionistas, e que fazem dela uma ótima Vaca Leiteira.
Eu recomendei DESK3 no Sextou do dia 12 de abril, quando as ações ainda estavam sendo negociadas por R$ 14.
Obviamente que o potencial de valorização reduziu depois da alta de mais de 20% desde a semana passada. No entanto, ainda existe espaço para mais.
Hoje Desktop está avaliada em menos de 5x Valor da Firma/Ebitda, sendo que a média global de ISPs negocia por mais de 8x, mesmo crescendo menos que ela.
Uma oferta compatível com a casa de 6x Valor da Firma/Ebitda (por volta de R$ 21 por DESK3, cerca de 30% de potencial) seguiria obedecendo uma lógica saudável de ganha-ganha para as partes envolvidas, e também conversaria com a avaliação de sua infraestrutura por R$ 2,5 bilhões por um banco de investimento no fim do ano passado.
Seguimos com as ações DESK3 na carteira do Microcap.
Um grande abraço e até a semana que vem.
Ruy
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026