A decisão de Natal do Fed, os títulos incentivados e o que mais move o mercado hoje
Veja qual o impacto da decisão de dezembro do banco central dos EUA para os mercados brasileiros e o que deve acontecer com as debêntures incentivadas, isentas de IR
O efeito borboleta é uma expressão comum da teoria do caos. Uma pequena mudança nas condições, cenários e decisões pode ter consequências enormes para diversas pessoas, segundo esse conceito.
Em todo o mundo, os mercados acompanham dados da economia norte-americana e tentam prever uma única decisão: afinal, o Fed, o banco central dos Estados Unidos, vai ou não cortar a taxa de juros em dezembro?
Essa decisão, que ainda nem foi tomada, já movimentou mercados em todo o mundo. Investidores retiraram capital dos títulos de dívida dos EUA e buscam realocar esse dinheiro. Um destino comum são os países emergentes. Com isso, a bolsa brasileira está em uma esteira de alta há quase três meses.
Novas falas de dirigentes do Fed ampliaram para cerca de 80% a probabilidade de redução dos juros — uma reversão significativa em relação ao ceticismo observado no mês passado.
Mas esse corte pode não acontecer. Black Friday e Natal ainda podem impulsionar o consumo norte-americano, e o presente do banco central dos EUA aos investidores de renda variável pode ser trocado por um punhado de carvão.
É o que conta o colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess. A decisão não é consenso entre os dirigentes do Fed: se por um lado o mercado de trabalho está frágil, do outro a inflação continua acima da meta.
Leia Também
Seja qual for a decisão da autoridade monetária norte-americana, o efeito para a bolsa brasileira pode ser enorme. Leia mais nesta coluna aqui.
Muito barulho por nada: gestor espera mais um ano de bonança para fundos de crédito isentos de IR
No início do mês, Seu Dinheiro reportou que a maré poderia ter virado para os fundos de infraestrutura isentos de Imposto de Renda.
Com um raro mês negativo, gestores estavam temerosos de que isso se transformasse em uma onda de resgates, piorando ainda mais a situação. Depois da matéria de Seu Dinheiro, diversos outros veículos reportaram o mesmo receio entre os gestores.
Por enquanto, a tendência parece não ter se confirmado: Pierre Jadoul, diretor-executivo e gestor responsável pela estratégia de crédito privado da ARX Investimentos, continua otimista para esses ativos.
A questão é que, com os juros altos, o crédito privado continua sendo queridinho entre gestores de fundos e investidores. Um dos motivos para isso é bastante simples: não há outro lugar melhor para alocar o dinheiro.
“Se resgatar, vai alocar onde? O investidor não quer tomar risco. Não está entrando em ações, em multimercados. Nem um Tesouro IPCA+ do governo ele está colocando na carteira porque não quer volatilidade. Os fundos de crédito pós-fixados são a opção do momento”, disse Jadoul.
A repórter Monique Lima conversou com o gestor para entender o que deve acontecer com as debêntures incentivadas e os fundos de infraestrutura, que investem nesses papéis.
Esquenta dos mercados
O Ibovespa voltou a bater recorde no pregão de ontem ao fechar o dia acima dos 158 mil pontos pela primeira vez. Impulsionado pelas expectativas sobre um início de corte dos juros pelo Banco Central no início de 2026, o principal índice da B3 fechou o dia com alta de 1,70%, aos 158.555.
Nesta quinta-feira (27), a bolsa brasileira vai tentar manter o bom desempenho em meio à divulgação de dados do Caged e do IGP-M. Além disso, os investidores acompanham a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em evento do Itaú Asset.
Enquanto a agenda local estará quentíssima, o dia dos mercados internacionais deve ser mais ameno, com as bolsas dos EUA fechadas devido ao feriado de Dia de Ação de Graças.
Porém, a folga não impediu Wall Street de influenciar os principais índices ao redor do globo nesta manhã. Na Ásia, as bolsas fecharam o dia em alta, impulsionadas pela perspectiva de uma nova queda dos juros norte-americanos.
Já os mercados europeus sentem o peso da redução da liquidez por conta do feriado nos EUA e amanhecem no vermelho.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
TOUROS E URSOS #249
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção. No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa.
COMO FICA AGORA
Imposto de Renda: o que muda a partir de 2026 para quem ganha até R$ 5 mil e para a alta renda, a partir de R$ 50 mil por mês. Além da isenção para as faixas mais baixas, há uma taxa de até 10% para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês.
A MAIOR QUEDA DA B3
Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas. Apesar da forte queda dos papéis – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos.
BONS CATALISADORES NO RADAR
Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte. Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador.
NOVOS CONSELHEIROS
Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho. O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia.
O QUE ESPERAR AGORA?
Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual. Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle.
O VEREDICTO DA AUTARQUIA
Liquidação do Banco Master não traz risco sistêmico, avalia Comitê de Estabilidade Financeira do BC. A instituição do banqueiro Daniel Vorcaro cresceu emitindo certificados com remunerações muito acima da média do mercado e vinha enfrentando dificuldades nos últimos meses.
APÓS A PRISÃO
Defesa de Vorcaro diz que venda do Banco Master e viagem a Dubai foram comunicadas ao BC. O banqueiro foi preso na semana anterior devido à Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga um esquema de emissão de títulos de crédito falsos.
REGRAS PARA PREVINIR
A proposta do FGC para impedir um novo caso ‘Banco Master’ sem precisar aumentar o colchão do fundo. Com maior resgate da história do FGC, o caso Banco Master acelera discussões sobre mudanças nas regras do fundo e transparência na venda de CDBs.
ROTINA MILIONÁRIA
Hábitos de milionários que qualquer pessoa pode (e deve) adotar. Cinco hábitos reais de bilionários que não dependem de renda alta, apenas disciplina, constância e mentalidade de longo prazo.
AO INFINITO E ALÉM!
Como é o foguete que o Brasil vai lançar em dezembro (se não atrasar de novo). Primeira operação comercial no país vai levar ao espaço satélites brasileiros e tecnologias inéditas desenvolvidas por universidades e startups.
PAZ NO MUNDO?
Miss Universo: como funciona o negócio milionário que já foi de Trump — e agora causa revolta entre as misses. Entenda a engrenagem por trás do concurso de beleza mais famoso do mundo e que vem dando o que falar.
QUEM TEM MAIS VANTAGENS?
Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor. Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos.
DISCIPLINA A BORDO
Sem espaço para bagunça: França pode multar em até R$ 124,5 mil passageiros que quebrarem as regras do voo. Violações sujeitas a multas de 10 mil a 20 mil euros incluem utilizar dispositivos eletrônicos quando proibidos, não cumprir as instruções da tripulação, além de agressões verbais ou físicas contra tripulantes ou outros passageiros.
Mais empresas no nó do Master e Vorcaro, a escolha do Fed e o que move as bolsas hoje
Titan Capital surge como peça-chave no emaranhado de negócios de Daniel Vorcaro, envolvendo mais de 30 empresas; qual o risco da perda da independência do Fed, e o que mais o investidor precisa saber hoje
A sucessão no Fed: o risco silencioso por trás da queda dos juros
A simples possibilidade de mudança no comando do BC dos EUA já começou a mexer na curva de juros, refletindo a percepção de que o “jogo” da política monetária em 2026 será bem diferente do atual
Tony Volpon: Bolhas não acabam assim
Wall Street vivencia hoje uma bolha especulativa no mercado de ações? Entenda o que está acontecendo nas bolsas norte-americanas, e o que a inteligência artificial tem a ver com isso
As lições da Black Friday para o universo dos fundos imobiliários e uma indicação de FII que realmente vale a pena agora
Descontos na bolsa, retorno com dividendos elevados, movimentos de consolidação: que tipo de investimento realmente compensa na Black Friday dos FIIs?
Os futuros dividendos da Estapar (ALPK3), o plano da Petrobras (PETR3), as falas de Galípolo e o que mais move o mercado
Com mudanças contábeis, Estapar antecipa pagamentos de dividendos. Petrobras divulga seu plano estratégico, e presidente do BC se mantém duro em sua política de juros
Jogada de mestre: proposta da Estapar (ALPK3) reduz a espera por dividendos em até 8 anos, ações disparam e esse pode ser só o começo
A companhia possui um prejuízo acumulado bilionário e precisaria de mais 8 anos para conseguir zerar esse saldo para distribuir dividendos. Essa espera, porém, pode cair drasticamente se duas propostas forem aprovadas na AGE de dezembro.
Corte de juros em dezembro? O Fed diz talvez, o mercado jura que sim
Embora a maioria do mercado espere um corte de 25 pontos-base, as declarações do Fed revelam divisão interna: há quem considere a inflação o maior risco e há quem veja a fragilidade do mercado de trabalho como a principal preocupação
Rodolfo Amstalden: O mercado realmente subestima a Selic?
Dentro do arcabouço de metas de inflação, nosso Bacen dá mais cavalos de pau do que a média global. E o custo de se voltar atrás para um formulador de política monetária é quase que proibitivo. Logo, faz sentido para o mercado cobrar um seguro diante de viradas possíveis.
As projeções para a economia em 2026, inflação no Brasil e o que mais move os mercados hoje
Seu Dinheiro mostra as projeções do Itaú para os juros, inflação e dólar para 2026; veja o que você precisa saber sobre a bolsa hoje
Os planos e dividendos da Petrobras (PETR3), a guerra entre Rússia e Ucrânia, acordo entre Mercosul e UE e o que mais move o mercado
Seu Dinheiro conversou com analistas para entender o que esperar do novo plano de investimentos da Petrobras; a bolsa brasileira também reflete notícias do cenário econômico internacional
Felipe Miranda: O paradoxo do banqueiro central
Se você é explicitamente “o menino de ouro” do presidente da República e próximo ao ministério da Fazenda, é natural desconfiar de sua eventual subserviência ao poder Executivo
Hapvida decepciona mais uma vez, dados da Europa e dos EUA e o que mais move a bolsa hoje
Operadora de saúde enfrenta mais uma vez os mesmos problemas que a fizeram despencar na bolsa há mais dois anos; investidores aguardam discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE) e dados da economia dos EUA
CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3), o ‘terror dos vendidos’ e mais: as matérias mais lidas do Seu Dinheiro na semana
Matéria sobre a exposição da Oncoclínicas aos CDBs do Banco Master foi a mais lida da semana; veja os destaques do SD
A debandada da bolsa, pessimismo global e tarifas de Trump: veja o que move os mercados hoje
Nos últimos anos, diversas empresas deixaram a B3; veja o que está por trás desse movimento e o que mais pode afetar o seu bolso
Planejamento, pé no chão e consciência de que a realidade pode ser dura são alguns dos requisitos mais importantes de quem quer ser dono da própria empresa
Milhões de brasileiros sonham em abrir um negócio, mas especialistas alertam que a realidade envolve insegurança financeira, mais trabalho e falta de planejamento
Rodolfo Amstalden: Será que o Fed já pode usar AI para cortar juros?
Chegamos à situação contemporânea nos EUA em que o mercado de trabalho começa a dar sinais em prol de cortes nos juros, enquanto a inflação (acima da meta) sugere insistência no aperto
A nova estratégia dos FIIs para crescer, a espera pelo balanço da Nvidia e o que mais mexe com seu bolso hoje
Para continuarem entregando bons retornos, os Fundos de Investimento Imobiliários adaptaram sua estratégia; veja se há riscos para o investidor comum. Balanço da Nvidia e dados de emprego dos EUA também movem os mercados hoje
O recado das eleições chilenas para o Brasil, prisão de dono e liquidação do Banco Master e o que mais move os mercados hoje
Resultado do primeiro turno mostra que o Chile segue tendência de virada à direita já vista em outros países da América do Sul; BC decide liquidar o Banco Master, poucas horas depois que o banco recebeu uma proposta de compra da holding Fictor
Eleição no Chile confirma a guinada política da América do Sul para a direita; o Brasil será o próximo?
Após a vitória de Javier Milei na Argentina em 2023 e o avanço da direita na Bolívia em 2025, o Chile agora caminha para um segundo turno amplamente favorável ao campo conservador
Os CDBs que pagam acima da média, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Quando o retorno é maior que a média, é hora de desconfiar dos riscos; investidores aguardam dados dos EUA para tentar entender qual será o caminho dos juros norte-americanos
