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Acredito que exista uma forma melhor de pensar sobre a ciclicidade do preço do bitcoin (BTC), que historicamente nos ajudou a gerar alfa neste mercado
O quarto halving vem aí… mas e daí? O bitcoin tem somente 15 anos de idade; é um debutante, um jovem ainda sem todas as respostas, em processo de amadurecimento no qual é testado e questionado pela sociedade que o criou.
Ele vem sendo compreendido em um espectro que varia de reserva de valor a ativo de risco, ou até mesmo como dinheiro programável.
Como estimar o valor do BTC? Fluxos de caixa descontados não fazem sentido aqui. Volume de transações na rede? Em parte, talvez. Custo da energia utilizada para produzi-lo? Pode até existir uma relação, mas claramente os preços desviam muito disso e por longas janelas temporais.
Acredito que exista uma forma melhor e mais fundamentalista de pensar sobre a ciclicidade do preço do BTC, que historicamente nos ajudou a gerar alfa neste mercado – isto é, retornos acima do bitcoin.
A nossa análise se concentra em três variáveis explicativas: oferta, demanda, nível de liquidez nos mercados.
A oferta pode ser decomposta na quantidade de BTCs em carteiras de mineradores e corretoras (rastreáveis via blockchain), e os seus respectivos comportamentos.
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Da mesma forma, a demanda pode ser decomposta como a quantia de BTC sob custódia de investidores de longo prazo, com menor velocidade da moeda, e a quantia sob custódia de investidores de curto prazo, traders especuladores e novos entrantes no mercado.
No atual momento, existe uma aceleração da entrada de novos participantes, característica comum em todos os bull markets de cripto anteriores, especialmente devido aos ETFs de BTC americanos.
Já o ciclo de liquidez, entendido como a quantidade de dinheiro (moeda, depósitos, crédito etc.) em circulação nos mercados, tem uma forte correlação com a performance do BTC; inclusive, o ciclo de liquidez explica melhor as variações do bitcoin do que o "ciclo do halving".
O halving significa apenas um decrescimento marginal da oferta, logo, a cada halving, o impacto adicional no preço deve ser menor.
A inflação anualizada cairá de ~1,8% para ~0,8%; isso não fará com que o BTC saia de US$ 1 trilhão para US$ 3 trilhões de market cap.
Se o halving impactasse o preço com tamanha magnitude, certamente não seria pela oferta… talvez pela narrativa? Afinal, as criptomoedas são, em grande parte, movidas a narrativas (mais sobre isso adiante).
Embora os próximos cortes de juros pelo FOMC pareçam não vir este ano, passamos por um momento de inflexão do ciclo de liquidez, que, uma hora ou outra, deverá levar o BTC e cripto, no geral, para novas máximas.
No gráfico abaixo, é utilizado como proxy de liquidez o M2, agregado monetário (moeda e depósitos) dos cinco maiores bancos centrais.
Com maior liquidez, o capital migra para ativos de maior risco em busca de retorno em excesso.

Temos uma oportunidade aqui. Não só o bitcoin performa bem em cenários de expansão de liquidez, seja por estímulos monetários ou fiscais, mas também as chamadas altcoins.
"Alt" vem do termo alternativo, e coins… bem, você já entendeu, são moedas alternativas ao bitcoin.
Em determinados momentos de um ciclo, essas moedas alternativas tendem a entregar retornos muito além do próprio BTC.
Analisando as três variáveis e as suas derivadas, conseguimos estimar com uma probabilidade razoável a melhor hora de tomar risco, ou de retirar risco da carteira, isto é, qual hora seria melhor ter menos BTC e mais altcoins na carteira (de cripto), e qual hora seria melhor ter mais BTC e caixa.
Esse movimento de risk-on e risk-off pode ser observado na nossa carteira recomendada, desde outubro de 2017, a qual nos tem entregado um resultado bem além do BTC.


Timing é quase tudo, entretanto. Criptomoedas são altamente movidas por narrativas, e as alocações em altcoins devem levar isso em conta.
Recentemente, ao tokenizar o seu fundo de treasuries de curto prazo, a BlackRock despertou um fervor de especulação em projetos ligados à tokenização de ativos do mundo tradicional, sem sequer estarem relacionados ao evento diretamente.
Da mesma forma, tokens (ou moedas, como preferir) ligados à IA têm tido efeito parecido devido ao fluxo de notícias propício, assim como vimos acontecer com as moedas de Game-Fi no bull market de 2021.
Embora a expansão da liquidez e a seleção estratégica possam ampliar nossos retornos, é vital reconhecer os riscos inerentes ao investimento em criptomoedas, como a volatilidade do mercado, a incerteza regulatória e a possibilidade de perdas substanciais.
Investir em altcoins, apesar de potencialmente lucrativo, requer uma análise cuidadosa da qualidade e viabilidade dos projetos subjacentes.
Para superarmos o bitcoin, portanto, precisamos dos seguintes ingredientes:
Desde o início da nossa série de cripto, o Exponential Coins, a carteira recomendada entrega +447% de retorno acima do retorno do BTC.
Em 2024, a nossa carteira está empatada com o BTC no ano, tendo superado-o em março, 18,85% vs. 16,23%.
Se continuarmos vendo uma expansão da liquidez global, em breve veremos uma altseason, período em que as altcoins entregam retornos fora da curva, potencializando nosso retorno acima do BTC, assim como vimos em meados de 2021. Estamos atentos e posicionados para esse momento.
Diante do iminente halving e das dinâmicas de mercado em constante evolução, a geração de alfa em criptomoedas requer uma abordagem multidimensional.
Compreender profundamente a oferta, a demanda e o ciclo de liquidez, alinhado a uma análise criteriosa das narrativas de mercado e dos fundamentos dos projetos, pode nos posicionar para capturar retornos acima da média.
Enquanto navegamos nesta complexidade, lembramos que a prudência, a pesquisa e a estratégia são nossos melhores aliados.
Acredito que é de grande valia o trabalho que estamos realizando na série, e faço o convite para que o conheça aqui.
Um grande abraço,
Valter Rebelo
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