🔴 NOVA META: RENDA EXTRA DE ATÉ R$ 2 MIL POR DIA – SAIBA COMO

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Carta da gestão

‘Situação fiscal é sim bastante frágil’, diz Verde. Para gestora de Luis Stuhlberger, mercado quer ver resultados concretos, não apenas promessas

Fundo multimercados da Verde Asset rendeu 210% do CDI em junho com alta do dólar, mas também com juros globais e ações brasileiras

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
8 de julho de 2024
19:32 - atualizado às 18:26
Luis Stuhlberger, sócio-fundador do Verde Asset Management
Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management. - Imagem: Divulgação/UBS

O fundo Verde se beneficiou da alta de mais de 6% do dólar em junho e ganhou com sua posição comprada na moeda americana contra o real. Mas o retorno de 1,66% do multimercado no mês – o equivalente a 210% do CDI do período – também foi puxado por posições em juros globais e ações no Brasil. Já as perdas vieram de posições em peso mexicano (já zerada) e franco suíço.

Para o fundo da gestora de Luis Stuhlberger, junho foi marcado por uma deterioração mais aguda dos mercados brasileiros, devido a uma combinação de "posição fiscal frágil com barulho político" que se tornou "explosiva neste último mês".

Em sua carta mensal a clientes, a Verde admite que as variáveis macroeconômicas "estão em trajetória decente" e que "não há vulnerabilidades externas relevantes", mas nem por isso rejeita a ideia de que haja pressões fiscais, nem acha que o mercado tenha exagerado na reação, pelo contrário.

"A situação fiscal é sim bastante frágil. Vale lembrar que os gastos do governo estão crescendo a uma taxa de 12,9% real (ante um arcabouço de crescimento de despesa de 2,5% real), e o déficit primário 'abaixo da linha' está em R$ 295 bilhões nos últimos doze meses, para uma meta de déficit de R$ 28,8 bilhões no ano fechado. Houve muitas despesas adiantadas (precatórios entre outros) e, portanto, os números tendem a melhorar daqui por diante, apesar dos impactos da tragédia do Rio Grande do Sul. Mas não é por acaso que o mercado está preocupado e reage negativamente a discursos inflamados."

Carta do fundo Verde de junho de 2024.

Para a gestora, enquanto o governo não reconhecer a realidade de que o crescimento do gasto foi descontrolado nestes primeiros 18 meses de mandato, a situação continuará "volátil e difícil".

Mercado quer resultados concretos e não comprará promessas

"Há sinais incipientes de que a percepção do governo mudou nos últimos dias. Ainda assim, o custo de dilapidar credibilidade a golpes de retórica vai ser cobrado agora: o mercado precisará ver resultados concretos nos números, e não apenas comprará promessas", diz o texto.

De fato, na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o presidente Lula autorizou o corte de R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias no Orçamento de 2025, o que vem animando o mercado, com alta da bolsa e alívio nos juros futuros.

Mas o governo ainda não revelou de onde exatamente virão esses cortes, o que só deverá ser conhecido no dia 22 de julho. Até lá, portanto, o mercado está em compasso de espera para ver se o otimismo realmente se justifica.

Verde mantém posição em bolsa brasileira

Ainda na sua carta mensal, o fundo Verde diz ter mantido sua alocação em bolsa brasileira em 7,5%, enquanto a global se expandiu passivamente (a partir da valorização dos ativos) para 6,0%.

Em juros, o fundo manteve sua posição comprada em juro real nos Estados Unidos e em inflação implícita no Brasil. Em moedas, manteve sua posição comprada em dólar contra o real, além de ter mantido a posição em rúpia indiana, financiada por posições vendidas em euro, no renminbi chinês e no dólar de Taiwan.

Há também uma pequena alocação em petróleo, assim como em títulos de crédito high yield (maior risco e maior potencial de retorno) local e global.

ONDE INVESTIR EM JULHO: OS MELHORES INVESTIMENTOS - AÇÕES, FIIs, BDRs, DIVIDENDOS, CRIPTO E ALOCAÇÃO

Compartilhe

DESTAQUES DA BOLSA

Falta de apetite chinês derruba as ações de Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3); mineradoras e siderúrgicas lideram quedas do Ibovespa hoje

23 de julho de 2024 - 14:18

A performance dos papéis reflete a queda da matéria-prima do aço no mercado internacional pelo segundo dia consecutivo

Novo indicador no mercado

Novo índice da B3 combina ações e BDRs mais negociados; confira os detalhes

22 de julho de 2024 - 18:17

Bolsa prepara para agosto o lançamento do novo indicador, que reunirá as ações do Ibovespa com recibos de ações de empresas internacionais

RECOMENDAÇÕES DE VENDA

HCTR11, DEVA11 e IRDM11: por que você deveria evitar esses três fundos imobiliários, na visão do Itaú BBA

22 de julho de 2024 - 14:50

O banco de investimentos analisou as perspectivas para diversos nomes do segmento de acordo com o contexto do mercado, a qualidade do portfólio, histórico e experiência da gestão

RECOMENDAÇÕES DA CLASSE

Dividendos altos e portfólios robustos: KNSC11, KNIP11 e outros seis fundos imobiliários de ‘papel’ para comprar agora, segundo o Itaú BBA

22 de julho de 2024 - 13:49

Os fundos que investem em títulos de crédito do setor imobiliário são tema de um relatório publicado pelo banco de investimentos hoje

EMISSÃO DE COTAS

HGRU11 quer captar até R$ 1,5 bilhão na bolsa e oferece um ‘desconto’ nas cotas, mas nem todo mundo poderá participar da oferta; entenda

22 de julho de 2024 - 12:35

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais, mas há uma exceção

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: semana das big techs divide espaço com inflação e PIB dos EUA e congelamento de despesas; fique por dentro

22 de julho de 2024 - 7:01

Ganha destaque a próxima divulgação do Boletim Focus, com expectativas em relação a mudanças após o anúncio de R$ 15 bi em contingenciamento de despesas do governo

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Bradesco Asset revela cinco apostas em ações para lucrar na bolsa brasileira — e um setor para manter distância

22 de julho de 2024 - 6:04

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Santoro Geraldes conta que a gestora também possui quatro apostas na carteira de ações fora do Ibovespa

FRIGORÍFICOS

Problemas para a BRF (BRFS3) e a JBS (JBSS3)? Brasil suspende exportações de carne de aves para 44 países — e a China é um deles

20 de julho de 2024 - 12:19

O Ministério da Agricultura decidiu voluntariamente paralisar as exportações de carnes de aves e seus produtos, com restrições que variam de acordo com os mercados

DÁ O PLAY!

Agora vai? Por que a bolsa brasileira despertou em julho e o que esperar das ações agora

20 de julho de 2024 - 11:00

Ibovespa já acumula alta de 3% em julho, depois de quase perder os 120 mil pontos no último mês; mas as ações finalmente vão decolar, ou será mais um voo de galinha?

BOLSA NA SEMANA

Por que as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) desabaram 13% e lideraram as perdas do Ibovespa na semana — enquanto Usiminas (USIM5) subiu 5%?

20 de julho de 2024 - 9:22

As ações do Pão de Açúcar atraíram os holofotes dos investidores na semana após uma sangria na bolsa brasileira. Veja o que está por trás da queda dos papéis

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar