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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Todo mundo em pânico — menos ele. Por que o economista da Neo Investimentos vê exagero na queda da bolsa e na disparada do dólar

“Às vezes a gente acha que não, mas o Brasil continua sendo um mercado de risco alto”, afirmou Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro

Ricardo Gozzi
17 de junho de 2024
6:31 - atualizado às 14:20
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos. -

O mercado financeiro parece assustado. O Ibovespa começa a penúltima semana do primeiro semestre nas mínimas do ano, 10% abaixo do nível no qual 2024 começou. Na direção simetricamente oposta, o dólar se valoriza em relação ao real.

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Com os juros altos por mais tempo nos Estados Unidos e ruídos políticos persistentes vindos de Brasília, a realidade dos mercados vai na contramão das projeções de bolsa em alta e dólar em queda para este ano.

Em meio a essa cacofonia, o economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, transparece tranquilidade.

Talvez por considerar que a reação dos participantes do mercado aos fatores que dificultam o caminho dos ativos brasileiras esteja contaminada por um certo grau de exagero.

“Na virada do ano, o mercado estava exageradamente otimista com a trajetória de juro nos Estados Unidos”, disse o economista em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

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“Agora tenho pouca dúvida de que o mercado está exagerando no pessimismo, chegando a embutir um possível aumento de juros [pelo Copom] daqui até o fim do ano”, afirmou o executivo da Neo, que possui quase R$ 7 bilhões sob gestão.

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O que mudou

A título de retrospectiva, o Ibovespa chegou ao fim de 2023 renovando recordes. Nos EUA, analistas esperavam uma queda acentuada dos juros. Isso ajudaria o Copom a baixar a taxa Selic, impulsionando a bolsa brasileira e apreciando o real.

Analistas falavam em Ibovespa aos 145 mil pontos e dólar em torno de R$ 4,80 no fim de 2024. Na última sexta-feira, porém, a bolsa fechou abaixo dos 120 mil pontos e o dólar flertava com os R$ 5,40.

Em grande parte, isso se deve ao fato de o Federal Reserve ter adiado os cortes de juros.

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Se no início do ano os mais otimistas afirmavam esperar até sete cortes de juros nos EUA no decorrer de 2024, as projeções dos dirigentes da autoridade monetária norte-americana depois da última reunião de política monetária apontavam para um modesto corte de 0,25 ponto percentual — muito provavelmente mais para o fim do ano.

O adiamento se deve à persistência da inflação nos EUA em meio a um cenário de economia mais aquecida do que gostariam os dirigentes do Fed.

“O mercado estava muito afoito em precificar corte de juros”, diz Sobral.

A nossa parte de culpa no cartório

Para o economista, no entanto, o Fed explica uma parte dessa história, mas não a história inteira.

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“Pegando o caso de moedas de outros emergentes, a maioria dos países não foi tão mal quanto o Brasil”, disse ele.

Isso leva a fatores locais específicos. O primeiro deles, segundo Sobral, é um ambiente político ou de política econômica que não é o ideal. O outro é a transição do Banco Central.

“Desses fatores, confesso ter muita dificuldade em apontar especificamente um outro”, afirma Sobral.

Isso porque, de acordo com ele, nada disso é novidade em relação ao que já se sabia antes.

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“Talvez o mercado estivesse menosprezando o efeito dessas coisas. No começo do ano já se sabia que a execução da política fiscal seria complicada, que o governo tinha como única estratégia de ajuste fiscal levantar mais receita”, afirmou.

Para Sobral, a estratégia bateu no muro. “Se ainda não estava claro, essa MP do PIS Cofins mostrou que não dava para fazer todo o ajuste só com aumento de receita tributária.”

Já em relação ao Banco Central, o mandato de Roberto Campos Neto termina no fim do ano.

Embora o sucessor ainda não tenha sido definido, acredita-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeará Gabriel Galípolo, atual diretor de política monetária do Banco Central.

“Talvez tudo isso que aconteceu antes e depois do Copom de maio tenha jogado isso na cara do mercado antes do que se esperava”, disse o economista-chefe de uma das gestoras independentes mais tradicionais do mercado brasileiro.

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Luciano Sobral se refere à votação apertada na qual o Copom diminuiu o ritmo do corte dos juros e removeu a sinalização quanto aos próximos passos.

“O mercado ficou com a impressão de que a transição não será tão tranquila e que o BC no ano que vem terá uma atuação diferente do BC de agora.”

A próxima reunião do Copom ocorre esta semana. Analistas acreditam que o Copom manterá a taxa de juros em 10,50% ao ano.

No entanto, Sobral notou que as taxas projetadas dos títulos da dívida do Brasil chegaram a embutir nos últimos dias a possibilidade de uma Selic mais alta daqui até o fim do ano.

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“O mercado está esperando algo mais disruptivo”, afirmou.

Nesse aspecto, Sobral enxerga outro grande exagero.

“Não me parece que, com a Selic a 10,50% ao ano, o Brasil precise de mais juro para fazer a inflação ficar relativamente controlada”, disse ele.

O economista não acredita que as mudanças de política econômica tanto do lado fiscal quanto por parte do BC vão ser abruptas.

De qualquer modo, a única certeza parece ser a garantia de incerteza.

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“Talvez isso passe daqui a uns meses. Talvez no fim eu esteja errado e era para estar mais preocupado do que estou agora.”

O Brasil entre o risco e o retorno

Em meio a tantos ruídos vindos de tantas fontes diferentes, não custa lembrar que o Brasil é um mercado de alto risco. “Às vezes a gente acha que não, mas o Brasil continua sendo um mercado de risco alto”, afirmou Sobral. E o retorno é tão alto quanto o risco que se toma.

“Se você tem dinheiro para poupar, está dada uma situação favorável a travar o dinheiro por um prazo mais longo e ver o tempo passar”, disse o economista. É verdade que uma boa dose de sangue frio ajuda.

Embora o cenário atual seja mais favorável à renda fixa, ele afirmou que a bolsa brasileira está barata.

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“O cenário que está orientando nossas decisões vai nessa direção de achar que esse movimento de maio e desse pedaço de junho até agora está exagerado e tende a se reverter nos próximos meses, pelo menos parcialmente”, disse Luciano Sobral.

VEJA TAMBÉM - CAMPOS NETO VAI PARAR A SELIC? O QUE ESPERAR DA DECISÃO DO BC E OS IMPACTOS NA BOLSA E DÓLAR

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