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O investidor pessoa física pode aproveitar as taxas gordas pagas pelo ativo mais seguro do mundo; veja como comprar Treasurys, títulos do Tesouro americano
A disparada recente dos retornos dos títulos do Tesouro americano tem sido a grande vilã dos mercados globais. Na última semana, os juros pagos pelos Treasurys de 10 anos chegaram a beirar os 5,0% ao ano, seu maior patamar desde 2007, quando os EUA estavam às vésperas da crise dos subprime; já os rendimentos dos títulos de 30 anos superaram esse patamar.
Tudo isso porque, na sua última decisão de juros, no mês passado, o Federal Reserve, banco central americano, frisou que a política monetária deverá ainda se manter restritiva por um bom tempo. Na ocasião, o Fed manteve a taxa básica de juros americana entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Por consequência, aqueles investidores que esperavam que o aperto monetário poderia parar e até ser revertido em breve resolveram encarar a dura realidade: de que a taxa de juros dos Estados Unidos deverá ainda se manter alta por um bom tempo.
Essa expectativa de juros elevados por tempo prolongado, combinada com a situação fiscal delicada dos Estados Unidos e os dados de inflação e atividade econômica ainda fortes no país levaram os rendimentos dos Treasurys a disparar, derrubando os preços dos ativos de risco, como ações e títulos de dívida de empresas.
Juros altos representam empréstimos mais caros e preços dos ativos mais baixos. Afinal, títulos públicos que pagam retornos elevados atraem investidores, que preferem deixar os ativos de risco – ações, imóveis, títulos de dívida de empresas, criptoativos e negócios da economia real em geral – para se aninhar na segurança de um investimento garantido pelo governo.
E quando falamos dos retornos dos Treasurys, o efeito contágio na economia global é impressionante. Os títulos do Tesouro americano são os ativos livres de risco por excelência, considerados os investimentos mais seguros do mundo. Eles ditam as taxas de juros e, consequentemente, os custos dos empréstimos em todo planeta e, no patamar atual, uma remuneração tão alta com um risco tão baixo anda difícil de superar.
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Tudo bem que um retorno de 5% ao ano pode parecer baixo para o investidor brasileiro, mas lembre-se de que estamos falando de um ativo cotado em dólar, cujo retorno também é dolarizado.
O investimento em Treasurys hoje já é acessível aos brasileiros e pode ser até melhor que os fundos cambiais de dólar para se começar a diversificação internacional da carteira. Isso porque, além de oferecer proteção cambial, eles também pagam juros, o que a compra pura e simples da moeda americana não proporciona.
E momentos em que os retornos desses títulos estão elevados e em níveis recorde são os mais interessantes para compra. Isso porque eles se comportam de forma parecida com os nossos prefixados, isto é, ao comprar um título você trava o seu retorno até o vencimento.
Embora o investimento em Treasuries tenha se tornado substancialmente mais acessível às pessoas físicas nos últimos anos, a compra direta desses títulos por brasileiros ainda é para poucos, em razão do alto valor inicial do investimento.
Entretanto, há outras duas maneiras de se expor indiretamente ao desempenho dos títulos do Tesouro americano, e uma delas é bastante acessível ao público geral.
Em todas elas, porém, a liquidez é grande, então o investidor consegue vender a sua posição rapidamente e resgatar seus recursos quando desejar.
A forma mais acessível para a pessoa física investir em Treasuries, em termos de valor de aplicação inicial, é por meio de ETFs, fundos com cotas negociadas em bolsa que replicam o desempenho de índices de mercado.
Neste caso, o investidor deve recorrer a ETFs que sigam índices de Treasurys. Para investir nesses fundos, é preciso ter conta numa instituição financeira que dê acesso ao investimento nas bolsas americanas.
É o caso da corretora Avenue, da conta em dólar Nomad, da plataforma de investimentos globais do banco Inter e da conta global de investimentos do C6 Bank. Eu falo um pouco mais dessas contas nesta outra matéria.
Outra forma de aplicar em ETFs gringos é por meio de BDRs, os Brazilian Depositary Receipts, recibos que representam ativos estrangeiros na bolsa brasileira. Para isso, uma conta em qualquer corretora de valores que permita ao investidor operar na B3 serve.
Em ambos os casos pode ser necessário pagar taxas para a negociação, mas há corretoras que oferecem, por exemplo, corretagem e custódia zero, tanto para investimentos locais quanto globais.
Existem hoje oito ETFs de Treasurys geridos pela BlackRock (série iShares) com BDRs na bolsa brasileira, como você pode ver na lista a seguir. O último da tabela é recomendado na série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus: o iShares US Treasury Bond ETF (BGOV39), que tem uma taxa de administração de apenas 0,05% ao ano.
| Nome do ETF | Código de negociação na B3 |
| iShares 0-3 Month Treasury Bond ETF | BSGO39 |
| iShares 1-3 Year Treasury Bond ETF | BSHY39 |
| iShares 20 Year Treasury Bond ETF | BTLT39 |
| iShares 3-7 Year Treasury Bond ETF | BIEI39 |
| iShares 7-10 Year Treasury Bond ETF | BIYT39 |
| iShares Short Treasury Bond ETF | BSHV39 |
| iShares Treasury Floating Rate Bond ETF | BTFL39 |
| iShares US Treasury Bond ETF | BGOV39 |
Outra forma de investir em Treasuries é a compra direta dos títulos por meio de uma corretora que dê acesso a investimentos de renda fixa nos Estados Unidos, como a Avenue.
O problema dessa modalidade é o valor de investimento inicial: por volta de US$ 50 mil, o equivalente hoje a mais de R$ 250 mil. Não é todo mundo que tem esse valor disponível apenas para diversificação no exterior.
Uma das grandes vantagens de investir diretamente em títulos do Tesouro americano, no entanto, é que alguns deles pagam cupom, isto é, uma remuneração periódica, quase sempre semestral, o que pode ser interessante para quem gostaria de receber uma renda em dólar.
Finalmente, é possível investir em títulos do Tesouro americano via fundos de renda fixa globais que tenham exposição a esse tipo de ativo. Estamos falando agora de fundos abertos, do tipo que permite aplicações e resgates, e não de fundos fechados como os ETFs, que têm cotas negociadas em bolsa.
Atualmente, diversas plataformas de investimento de corretoras e bancos brasileiros já têm fundos estrangeiros nas suas prateleiras. E a até pouco tempo atrás, apenas investidores qualificados tinham acesso a fundos que investem 100% do patrimônio lá fora.
Mas desde a última segunda-feira (02), quando entraram em vigor as novas normas que regem os fundos de investimento no Brasil, fundos com essas características já podem começar a ser abertos para o público geral. Assim, em breve é possível que todos os investidores pessoas físicas tenham acesso a fundos globais diretamente na plataforma da sua corretora.
Além do BDR de ETF BGOV39, a Empiricus também tem uma recomendação de fundo aberto de Treasuries, que pode ser encontrado na plataforma de investimentos do Itaú. Trata-se do Itaú Tesouro Americano USD 10 anos FIC Multimercado.
Embora restrito a investidores qualificados, seu valor de aplicação inicial é de apenas R$ 1, e a taxa de administração é de 0,5% ao ano.
É preciso levar em conta que cada modalidade de investimento citada nesta matéria é tributada de uma forma, e isso pode fazer diferença dependendo do quanto você pretende investir e com que frequência movimentaria sua aplicação em Treasurys.
No caso dos fundos globais oferecidos em plataformas brasileiras, a tributação é a mesma dos fundos de investimento brasileiros de multimercados e renda fixa, que segue aquela tabela regressiva cujas alíquotas variam de 22,5% a 15% a depender do prazo de aplicação (de menos de seis meses a mais de dois anos). Não há, portanto, hipótese de isenção.
Já os Treasurys e os ETFs comprados diretamente lá fora seguem a tributação para investimentos no exterior. O envio de recursos para fora do Brasil para investir requer uma conversão cambial sujeita a um IOF de 0,38%.
Os lucros com a venda dos Treasurys e cotas de ETFs, bem como os juros recebidos na forma de cupom, são considerados ganhos de capital e estão sujeitos à cobrança de imposto de renda.
Isso significa que vendas de um mesmo tipo de ativo inferiores ao equivalente a R$ 35 mil por mês são isentas, mas acima deste valor a tributação é, geralmente, de 15%. O recolhimento do IR é de responsabilidade do próprio investidor.
A partir do ano que vem, porém, essa regra deve mudar. Passarão a ficar isentos somente os rendimentos (não mais as vendas) inferiores ao equivalente a R$ 6 mil no ano. Acima desse valor, os lucros serão tributados em 15% (até R$ 50 mil) ou 22,5% (acima de R$ 50 mil). Mais detalhes sobre isso aqui.
Finalmente, os BDRs são tributados de forma muito mais parecida com as ações negociadas na B3, embora sem aquela isenção para vendas inferiores a R$ 20 mil num único mês.
Isto significa que lucros com a venda de BDRs são sempre tributados, e a alíquota é de 15% para as operações comuns e 20% para as operações day trade (quando a compra e a venda ocorrem no mesmo dia). O recolhimento também é de responsabilidade do investidor.
Mas aqui entra uma vantagem que as demais modalidades não têm: a possibilidade de abater prejuízos dos lucros tributáveis de forma a pagar menos IR, desde que os ganhos e as perdas tenham sido gerados por ativos de bolsa tributados da mesma maneira. No caso dos BDRs, ações, ETFs e derivativos também seguem as mesmas regras de tributação.
Antes de investir é preciso ter em mente que há dois fatores que podem fazer o seu investimento em títulos do Tesouro americano oscilar: a variação cambial, isto é, a flutuação do dólar ante o real; e a marcação a mercado – afinal, se os papéis podem se valorizar quando há perspectivas de queda nos juros, eles também podem se desvalorizar diante de uma expectativa de alta nos juros.
Ou seja, apesar de ser um investimento de renda fixa, isso não significa que seus títulos vão apenas apresentar variações positivas. Haverá flutuação no dia a dia conforme variáveis de mercado como câmbio e juros.
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