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Ele, que foi advogado do petista na Lava Jato, deve ficar no tribunal até 2050, quando completa 75 anos
O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, tomou posse nesta quinta-feira (3) como ministro da Corte. Ele deve ficar no tribunal até 2050, quando completa 75 anos.
A cerimônia foi realizada na sede do Supremo, com mais de 500 pessoas dentro e fora do plenário. Participaram da solenidade o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AP), e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A solenidade foi protocolar, com breve discurso de boas-vindas da presidente do STF, Rosa Weber. O novo magistrado foi conduzido ao plenário pelo ministro mais novo da Corte, André Mendonça, e pelo decano Gilmar Mendes. Depois, Zanin jurou respeitar a Constituição e assinou o termo de posse. Em seguida, a presidente da Corte, Rosa Weber, declarou Zanin oficialmente ministro do STF.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, fez uma série de elogios ao novo integrante da Corte, Cristiano Zanin, nesta quinta-feira. A fala foi durante a posse do novo ministro.
Rosa Weber disse que Zanin tem "cultura jurídica, preparo técnico e experiência" que enriquecerão o tribunal. O novo ministro foi indicado por Lula, de quem foi advogado.
Após a cerimônia, Zanin ira a uma festa organizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em sua homenagem - como é de praxe após a posse de ministros. Os ingressos variam de R$ 500 a R$ 900 e são esperadas 400 pessoas, entre autoridades e convidados pessoais.
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A indicação de Zanin pode ser atribuída ao destaque que ele ganhou na defesa de Lula na Lava Jato. Quando o petista ainda estava preso, o advogado se tornou uma espécie de porta-voz, com boletins sobre a situação jurídica do presidente atualizados na saída da Polícia Federal em Curitiba. Como advogado, tinha acesso direto ao petista na custódia da PF.
O então ex-presidente passou 580 dias detido em uma sala especial na superintendência da corporação no Paraná.
Um dia depois de ser aprovado no Senado, Zanin renunciou à representação da coligação eleitoral do presidente em ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e teve que repetir a medida em diversos processos. É praxe que advogados renunciem casos ao assumir o cargo de juiz.
Durante a sabatina da CCJ, Zanin comentou sobre a relação com o presidente Lula. "Sou advogado. Alguns me rotulam como advogado pessoal porque lutei pelos direitos individuais, mesmo contra a maré, sempre respeitando as leis brasileiras e a constituição." Ele também afirmou que não estará subordinado a Lula e que o presidente sabe disso.
Zanin disse que a atuação na Corte será na defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. "Não vou mudar de lado. Meu lado sempre foi o mesmo: o da Constituição, das garantias, do amplo direito de defesa e do processo legal."
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