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Aprovação a Lula atinge 60% na pesquisa Genial/Quaest de agosto; número foi puxado por percepção de melhora da economia
A aprovação ao trabalho de Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato como presidente melhorou em agosto e acompanhou a alta da avaliação positiva do governo.
No entanto, apesar da melhora de Lula em redutos bolsonaristas, os eleitores de Jair Bolsonaro não se renderam ao novo presidente.
Estas são as principais conclusões da mais recente edição da pesquisa Genial/Quaest.
Ela passou de 56% no levantamento de junho para 60% em agosto. Em abril, a aprovação ao trabalho de Lula estava em 51%.
Enquanto isso, a desaprovação ao trabalho de Lula caiu de 40% em junho para 35% em agosto. Já os que não sabem ou não responderam passaram a 5% em agosto, de 4% em junho.
Em 1992, o consultor democrata James Carville assegurou seu lugar na história das frases de efeito ao soltar um “é a economia, estúpido” durante a campanha que levou Bill Clinton a obrigar George H. Bush a chamar o caminho de mudanças e deixar a Casa Branca sem sentir o gostinho da reeleição.
Pois é o andamento da economia no que vai de 2023 que está ajudando Lula, segundo a pesquisa Genial/Quaest.
Para 34% dos entrevistados em agosto, a economia melhorou nos últimos 12 meses — de 32% em junho. Já o porcentual de quem acha que a economia piorou caiu de 26% para 23% no mesmo intervalo.
Ao mesmo tempo, 39% acham que está tudo igual, contra 38% em junho. Três por cento não sabem ou não responderam, ante 4% antes.
Em relação à perspectiva para os próximos meses, 59% acreditam que a situação econômica vai continuar melhor, de 56% em junho.
Em contrapartida, o número de entrevistados de acordo com os quais a economia vai piorar caiu de 25% para 22%. Para 16%, a economia ficará do mesmo jeito, ante 15% em junho.
Outro fator a influenciar o aumento da aprovação ao trabalho de Lula foi o crescimento do índice nas regiões Sul e Sudeste.
No Sul, onde Lula perdeu as eleições de 2022, a aprovação ao trabalho do presidente subiu 11 pontos porcentuais entre junho e agosto, passando de 48% para 59%. A avaliação negativa caiu na mesma proporção, passando de 49% para 38%.
Na região Sudeste, a aprovação subiu de 51% para 55% e a desaprovação caiu de 42% para 39% no mesmo intervalo.
No Nordeste, onde Lula ganhou do então presidente Jair Bolsonaro em todos os Estados, a aprovação ao trabalho do presidente oscilou de 71% para 72%, enquanto a desaprovação baixou de 28% para 25%.
Nas regiões Centro-Oeste e Norte, a aprovação caiu de 56% para 52% e a desaprovação recuou de 42% para 39%.
Pela primeira vez na série histórica da Genial/Quaest, o trabalho de Lula teve a desaprovação superada pela aprovação entre os eleitores evangélicos.
A aprovação a Lula subiu de 44% para 50% enquanto a desaprovação caiu de 51% para 46%.
Entre os católicos, a aprovação ao presidente oscilou em alta, de 61% para 63%, e a desaprovação em baixa, de 34% para 32%.
Como era de se esperar, Lula tem aprovação maior entre seu próprio eleitorado e menor entre os eleitores de Bolsonaro.
Entre quem declarou voto no petista nas eleições de 2022, a aprovação ao trabalho de Lula é de 93%, contra 90% da pesquisa anterior, e a reprovação é de 5% ante 7%.
Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, a aprovação a Lula até melhorou, mas ainda é amplamente superada pela reprovação.
A aprovação subiu de 22% em junho para 25% em agosto e a reprovação caiu de 76% para 70% no mesmo intervalo.
Chama a atenção, entretanto, a melhora da avaliação entre esses eleitores — batizados pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, de “Lulanaro” — em relação a abril, quando Lula era aprovado por apenas 14% e reprovado por 81% dos bolsonaristas.
A pesquisa Genial/Quaest também sondou a opinião dos entrevistados sobre quais seriam os maiores problemas do Brasil.
Para 31%, o principal problema do Brasil é a economia. Segundo 21%, são as questões sociais. Já 12% dizem que é a saúde/pandemia e 10%, a violência. A corrupção é apontada por 8% como o problema principal enquanto 6% responderam educação.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 10 e 14 de agosto, com 2.029 entrevistas presenciais com brasileiros maiores de 16 anos em todos os Estados do País. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
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