Putin tem conta na Suíça? Jornal diz que Justiça dos EUA investiga suposta ajuda do UBS e Credit Suisse à Rússia após sanções
Como consequência, os papéis do banco suíço UBS chegaram a cair mais de 8% no pré-mercado em Nova York, mas reduziram as perdas nas primeiras horas da manhã

O Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) dos Estados Unidos iniciou uma investigação contra os bancos UBS e Credit Suisse por suspeitas envolvendo clientes russos, de acordo com matéria publicada na Bloomberg mais cedo.
Como consequência, os papéis do banco suíço UBS chegaram a cair mais de 8% no pré-mercado em Nova York, mas reduziram as perdas nas primeiras horas da manhã.
Voltando alguns passos, a Rússia foi excluída parcialmente do sistema de pagamentos internacional conhecido como Swift após o início da guerra com a Ucrânia.
Além disso, as principais economias ocidentais levantaram sanções econômicas contra o país para tentar frear o avanço da ofensiva russa.
Essas restrições também incluíam o acesso de clientes russos a contas no exterior, e é aí que o UBS e o Credit Suisse começaram a se enrolar.
A DINHEIRISTA – Crise nas Casas Bahia: Estou perdendo rios de dinheiro com ações VIIA3 (que viraram BHIA3). E agora?
Leia Também
Clientes russos sancionados
O DoJ solicitou informações aos bancos suíços sobre clientes sancionados nos últimos anos — não apenas daqueles com restrições após o início da guerra da Ucrânia, mas também aqueles incluídos em uma lista de 2014 após a Rússia anexar a Crimeia em seu território.
Segundo as fontes ouvidas pelo jornal, são cerca de mil russos no total.
Entretanto, as autoridades norte-americanas expressaram frustração pelo fato de a Suíça não “se esforçar o suficiente” para impor sanções à Rússia e combater a lavagem de dinheiro do país, especialmente após a invasão da Ucrânia.
As suspeitas ficaram ainda maiores contra os suíços após o país se negar a participar de uma força-tarefa internacional para conter o drible da Rússia contra as sanções impostas pelo Ocidente.
Como se não bastasse, a Suíça também decidiu descongelar ativos de magnatas russos e pessoas do alto escalão do Kremlin envolvidos em casos de corrupção antes do esperado, também chamou a atenção das autoridades norte-americanas.
UBS, Credit Suisse e a longa história russa
Os negócios entre russos e suíços não são novos. O Credit Suisse, adquirido pelo UBS após uma crise bancária assolar a Europa e os EUA, chegou a gerir, no seu auge, mais de US$ 60 bilhões da elite russa.
Após a invasão da Ucrânia, o número caiu para US$ 33 bilhões — ainda 50% mais do que o UBS, apesar deste último ser focado na gestão de grandes fortunas.
Além disso, Babak Dastmaltschi, conhecido por ser gestor dos clientes russos, foi contratado pelo UBS após a aquisição do Credit Suisse.
Os dados de bancos e clientes da Suíça não são abertos, mas estima-se que as instituições financeiras do país tenham mais de US$ 200 bilhões dos milionários russos.
Entretanto, no final do ano passado, o governo do país alpino afirmou que havia congelado o equivalente a US$ 8,4 bilhões em ativos russos.
Por fim, vale lembrar que o processo do DoJ ainda está no começo e novos desdobramentos podem surgir a qualquer momento.
TOUROS E URSOS #283
O gringo está de saída do Ibovespa (de novo): confira o que afasta o estrangeiro do Brasil
14 de agosto de 2026 - 14:40BRASÍLIA X TIO SAM
A lei de reciprocidade vai incendiar a bolsa? Spoiler: o risco Brasil dá mais medo
14 de agosto de 2026 - 13:31ENTREVISTA EXCLUSIVA
Só lembra da Europa nas férias? Este economista alemão diz por que o seu patrimônio também deveria viajar para lá
14 de agosto de 2026 - 6:10POLÊMICA
Por dentro do superiate de US$ 300 milhões de Mark Zuckerberg, que teria violado a mais preciosa lei do mar
13 de agosto de 2026 - 18:36UMA CIDADE, DUAS VIDAS
Essa cidade já foi considerada a mais bonita do mundo e hoje cumpre a ‘profecia’ de se tornar uma das maiores metrópoles do planeta
13 de agosto de 2026 - 16:16SEM PREVISÃO
Primeiro a Venezuela, depois a Colômbia: por que não conseguimos saber quando um terremoto vai acontecer?
10 de agosto de 2026 - 17:34ENCRUZILHADA
O freio e o acelerador da IA: como não errar a mão na hora de investir
9 de agosto de 2026 - 17:01NOVO VÍRUS
Modelo de IA cria genoma inédito capaz de eliminar superbactérias
7 de agosto de 2026 - 15:51TEMPLO INCOMUM
Igreja Sem Sombra vira atração turística por arquitetura inusitada
7 de agosto de 2026 - 0:09JETSONS DA VIDA REAL
A fabricante de robôs de US$ 9 bilhões da China que até a DeepSeek quer um pedaço
6 de agosto de 2026 - 19:51PEQUENAS NOTÁVEIS
As ações “esquecidas” de Wall Street que estão dando um banho nas gigantes da tecnologia
6 de agosto de 2026 - 19:21ELE ESTÁ VENDIDO
O tsunami que pode arrastar o S&P 500, segundo Michael Burry
5 de agosto de 2026 - 16:30DANÚBIO EM RISCO
Como a onda de calor e a seca na Europa se transformaram em uma crise energética
5 de agosto de 2026 - 14:28Dia do café
O povo deste país tem o costume de transformar seus jardins em cafeterias abertas ao público durante o verão
5 de agosto de 2026 - 9:32ELES VOLTARAM
R$ 3,3 bilhões na bolsa brasileira: o que o gringo viu e você perdeu?
3 de agosto de 2026 - 19:45DOSE ÚNICA É SUFICIENTE?
Febre no câmbio faz EUA e Japão se unirem para salvar o iene da pior marca em 40 anos — e isso mexe direto com você
3 de agosto de 2026 - 17:47CONTINENTE DE GELO
Cordilheiras fantasmas e uma ‘pirâmide’ natural: o que está por baixo das camadas quilométricas de gelo na Antártida
3 de agosto de 2026 - 10:27TORRE DO RELÓGIO
Maior relógio do mundo fica a mais de 600 metros de altura, pode ser visto a 30km de distância e integra projeto de US$ 16 bilhões, mas não pode ser visitado por qualquer um
1 de agosto de 2026 - 7:29ASCENSÃO E QUEDA
Como o fundo de US$ 45 bilhões de um garoto prodígio de 24 anos virou pó em Wall Street nesta semana
31 de julho de 2026 - 19:31SINAIS CIFRADOS