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NÃO FOI NETANYAHU

De quem é a culpa? O grande responsável pelo ataque do Hamas é de Israel e assume falha por ataque

A autoridade que assumiu a responsabilidade disse que, apesar de uma série de ações que, não foi capaz de criar um aviso que permitisse frustrar o ataque; veja também um resumo dos principais eventos ligados ao conflito

Bandeira de Israel desfocada
Imagem: Pexels\Cottonbro Studio

Quando o Hamas realizou um ataque inesperado a Israel há pouco mais de uma semana, muita gente se perguntou como foi possível um grupo militarmente mais fraco cruzar as, até então, intransponíveis barreiras em Gaza. Nesta segunda-feira (16), o culpado pela falha de segurança se apresentou. 

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O principal oficial de segurança interna de Israel assumiu a responsabilidade pelos ataques do Hamas que mataram milhares de pessoas, de acordo com a estação de Rádio do Exército do país.

Nos seus primeiros comentários desde os ataques de 7 de outubro, o chefe do Shin Bet, Ronan Bar, escreveu num comunicado: “Apesar de uma série de ações que realizamos, não fomos capazes de criar um aviso suficiente que permitiria que o ataque fosse frustrado.”

“A responsabilidade é minha”, disse Bar.

Shin Bet é a agência de segurança interna de Israel, encarregada de combater o terrorismo.

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Mais cedo, em declarações no Knesset — o parlamento de Israel — o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que as falhas de segurança e inteligência que levaram aos ataques do Hamas seriam investigadas pelo governo.

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Na sequência dos ataques do Hamas, Israel fechou as passagens com Gaza, que foi atingida por ataques aéreos israelenses. Isto fez da passagem de Rafah, entre Gaza e o Egipto, a única saída viável para as pessoas saírem do enclave e enviarem abastecimentos.

Mas a passagem esteve fechada durante grande parte da semana passada, e nem os habitantes de Gaza nem os estrangeiros conseguiram atravessá-la, à medida que suprimentos humanitários vitais se acumulavam no lado egípcio da fronteira.

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O plenário do parlamento de Israel, o Knesset, foi evacuado depois que sirenes soaram em Jerusalém alertando sobre o lançamento de foguetes.

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Os legisladores israelenses foram convidados a deixar o plenário e ir para um corredor próximo, onde permaneceram por vários minutos até que fosse dado sinal verde.

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  • Palestina pede ajuda dos EUA

O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh, chamou os EUA e a comunidade internacional a intervirem para impedir os ataques aéreos e o bloqueio de Israel. 

O primeiro-ministro também pediu a abertura imediata de corredores seguros para facilitar a entrega de alimentos e suprimentos médicos e para evacuar os feridos, uma vez que os hospitais em Gaza estão superlotados.

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