Bombardeio de Israel a Gaza: o que mundo diz sobre o ataque ao campo de refugiados
Um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (FDI) causou uma explosão no campo de refugiados de Jabalia e deixou dezenas de vítimas, segundo autoridades israelenses e palestinas

A guerra entre Israel e Hamas ganhou novos contornos nesta terça-feira (31). Os confrontos escalaram no norte da Faixa de Gaza com o bombardeio de um campo de refugiados.
Um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (FDI) causou uma explosão no campo de refugiados de Jabalia. A investida deixou dezenas de vítimas no local, segundo autoridades israelenses e palestinas.
Enquanto representantes do Hamas culpam as FDI pela explosão, os militares israelenses alegam ter eliminado um alto comandante do grupo extremista, que teria sido um dos líderes do ataque de 7 de outubro a Israel.
O Hamas, no entanto, negou a presença de um dos líderes do grupo no campo, de acordo com o porta-voz Hazem Qassem, em comunicado.
O Ministério do Interior em Gaza informou que “20 casas foram completamente destruídas no bombardeamento israelense que atingiu um bairro residencial”.
Já o diretor do hospital indonésio — um dos maiores de Gaza —, Atef al-Kahlout, disse à CNN que “centenas” de mortos e feridos chegaram ao hospital e que “muitos ainda estão sob os escombros”.
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O campo de refugiados de Jabalya é o maior dos oito campos de refugiados da Faixa de Gaza, de acordo com a principal agência da ONU que apoia os palestinos no território, a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo) .
Na última contagem, neste ano, o campo registrava superlotação, com 116.011 refugiados palestinos registrados na UNRWA.
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Os aliados defendem Israel
O bombardeio do campo de refugiados de Jabalia repercutiu em todo o mundo.
As autoridades norte-americanas afirmam que Israel não tem como alvo civis e trabalha para minimizar os danos aos civis em Gaza.
O porta-voz do Pentágono, o general Pat Ryder, disse que os militares israelenses não estão “disparando deliberadamente em civis, ao contrário do Hamas” e que não poderia “falar sobre ataques israelenses individuais”,
Já a Casa Branca disse ter visto “indicações” de que Israel está tentando proteger os civis.
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O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, destacou que as mortes causadas pelo ataque ao campo de refugiados foram “todas tragédias”.
Kirby ainda afirmou que os EUA “continuariam a trabalhar com os israelenses sobre a necessidade de respeitar a vida humana e de tentar limitar a violência civil”.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matheus Miller, destacou que Israel deve tomar medidas para proteger os palestinos da violência de extremistas israelitas e responsabilizar os agressores.
“Deixamos claro ao governo de Israel que estes ataques têm de parar e que os responsáveis têm de ser responsabilizados.”
O que diz o Oriente Médio sobre o ataque no campo de refugiados
Do lado do Oriente Médio, diversas nações posicionaram-se contra o ataque de Israel ao campo de refugiados em Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia condenou o bombardeio em comunicado publicado no X.
“O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia condena nos termos mais fortes a agressão israelense que teve como alvo o campo de Jabalia na Faixa de Gaza esta noite, responsabilizando Israel, a potência ocupante, por este desenvolvimento perigoso”, escreveu.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou que o país “condenou nos termos mais fortes o ataque bárbaro” ao campo de Jabalia.
Kanaani ainda cobrou a "comunidade internacional, especialmente as Nações Unidas e o Conselho de Segurança, a cumprir imediatamente a sua responsabilidade internacional" e responder aos ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita afirmou que “as perigosas condições humanitárias resultantes da escalada contínua não podem ser justificadas de forma alguma”.
“O Reino da Arábia Saudita condena nos termos mais veementes os ataques desumanos por parte das forças de ocupação israelenses ao campo de Jabalia, na sitiada Faixa de Gaza, que causou a morte e ferimentos a um grande número de civis inocentes”, escreveu.
"Poupar sangue, proteger os civis e parar as operações militares são prioridades urgentes pelas quais qualquer procrastinação ou perturbação não podem ser aceitas, e a falta de adesão imediata a elas conduzirá inevitavelmente a uma catástrofe humanitária pela qual a ocupação israelense e a comunidade internacional são responsáveis.”
*Com informações de CNBC e CNN Internacional
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