🔴 [NO AR] TOUROS E URSOS: QUEM FICOU EM BAIXA E QUAIS FORAM AS SURPRESAS DE 2025? – ASSISTA AGORA

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

HAVERÁ SINAIS

A bola de cristal de Powell: Fed mantém juros no nível mais alto em mais de 20 anos como esperado — o que vem agora?

Decisão desta quarta-feira (1) já era amplamente esperada, mas os investidores ainda querem saber o que pode acontecer com a política monetária norte-americana daqui para frente — veja os sinais

Carolina Gama
1 de novembro de 2023
15:08 - atualizado às 14:48
federal reserve bola de cristal
Imagem: Montagem Andrei Morais/Shutterstock

A adivinhação é o ato ou esforço de predizer coisas distantes no tempo e no espaço. No caso da decisão do Federal Reserve (Fed) desta quarta-feira (1), não foi necessário muito esforço para saber o que estava por vir: 99% dos agentes do mercado projetavam a manutenção dos juros no nível atual — como, de fato, aconteceu. Agora, o que eles querem saber é o que a bola de cristal de Jerome Powell revela daqui para frente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com uma economia crescendo 4,9% no terceiro trimestre depois de um ritmo agressivo de aperto monetário, um mercado de trabalho aquecido e a inflação desacelerando mês a mês — embora ainda acima da meta de 2% — não era preciso ter o dom da adivinhação para saber que o banco central norte-americano manteria hoje a taxa básica inalterada na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano pela segunda vez seguida.

O inesperado poderia ter ficado por conta de Wall Street, mas a reação inicial das bolsas em Nova York também foi previsível. Com a manutenção dos juros já precificada, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq continuaram operando em alta assim que a decisão de hoje foi anunciada. 

O cenário dificulta as previsões daqui pra frente

Com a decisão de hoje já traçada, o que realmente importa são os sinais do que o Fed pretende fazer daqui para frente. 

Para perceber esses sinais, no entanto, é necessário dar uma olhada no cenário em que o banco central norte-americano atua. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de uma economia crescendo acima do previsto, o mercado de trabalho robusto e a inflação desacelerando — ainda que esteja acima da meta — o banco central norte-americano tem que lidar com o imponderável da guerra. 

Leia Também

Não bastasse o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o BC dos EUA foi atravessado em 7 de outubro pelo ataque do Hamas a Israel — e o potencial de mexer com a inflação, já que os confrontos acontecem no quintal de grandes produtores de petróleo como Irã e Arábia Saudita. 

Isso sem falar no comportamento dos juros projetados (yields) pelos títulos de dívida de dez anos do Tesouro norte-americano, considerados um dos investimentos mais seguros do mundo. 

No mês passado, os yields desses papéis romperam a barreira psicológica dos 5% pela primeira vez em mais de 16 anos, colocando o Fed em uma situação delicada. O Seu Dinheiro fez uma matéria detalhada sobre o comportamento do Treasury de dez anos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Melhor que Petrobras (PETR4): ação pode subir até 70% com alta do petróleo na guerra Israel-Hamas

A busca pelos sinais sobre os juros

O ponto de partida da busca pelos sinais do que o Fed pode fazer daqui para frente é o comunicado que trouxe a decisão de hoje de manter os juros inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano. 

Só que o documento não acrescentou muito ao que já se sabia, mantendo a linha do comunicado de setembro — deixando a tarefa de trazer as pistas para Powell na coletiva.

O comunicado diz que Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês) continuará avaliando informações adicionais e as implicações para a política monetária, o que inclui o efeito acumulado dos aumentos de juros agressivos do Fed — que começaram em março de 2022.

"Ao determinar a extensão do reforço adicional da política que pode ser apropriado para fazer regressar a inflação a 2% ao longo do tempo, o Comitê levará em conta o aperto cumulativo da política monetária, a defasagem com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, e os fatores econômicos e financeiros", diz o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O documento reforça o entendimento do Fed de avaliar dados e tomar decisões reunião por reunião — ainda que o Fomc se mostre preparado para ajustar sua orientação caso surjam riscos que possam impedir o alcance da inflação em 2% e o pleno emprego.

Com relação à economia, o Fed reafirma que o sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente, mas admite que as condições financeiras e de crédito mais restritivas para famílias e empresas "deverão pesar sobre a atividade econômica, as contratações e a inflação".

"A extensão destes efeitos permanece incerta. O Comitê permanece muito atento aos riscos de inflação", diz o comunicado.

Sobre a venda de Treasury, que ajuda a colocar pressão sobre o mercado de dívida, o Fed diz que "continuará a reduzir as suas participações em títulos do Tesouro e hipotecários conforme descrito nos nos planos anunciados anteriormente".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A bola de cristal de Powell sobre os juros

Quando o presidente do Fed começou a coletiva, a ansiedade dos jornalistas para fazer as perguntas já demonstrava o anseio geral pela resposta para a pergunta: os juros vão subir em dezembro?

Powell, no entanto, não quis cravar a resposta. Ele disse que o banco central norte-americano não declarou vitória sobre a inflação, embora as leituras recentes tenham caído abaixo dos 4%.

“Alguns meses de bons dados são apenas o começo do que será necessário para criar confiança de que a inflação está esfriando de forma sustentável em direção à meta. O processo para desacelerar a inflação de forma sustentável para 2% ainda tem um longo caminho a percorrer”, disse Powell.

Mas o chefão do Fed confirmou o que todo mundo já sabia: os juros devem continuar elevados por mais um tempo — descartando qualquer chance de corte de juro no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A política monetária vai continuar restritiva por mais tempo até que tenhamos a confiança de que nossos objetivos estão sendo alcançados", afirmou. "O comitê não falou agora e nem está discutindo o corte de juros neste momento", acrescentou.

Powell explicou ainda por que o Fed desacelerou o ritmo de aperto monetário este ano. Segundo ele, o banco central norte-americano quis ver os efeitos de tantos aumentos de juros na economia e também no objetivo de inflação a 2%.

Questionado sobre o dot plot — como o gráfico de pontos do Fed é conhecido — Powell disse que ele é uma fotografia do momento em que é elaborado.

O gráfico de pontos coleta as projeções de membros do Fed para os juros e é divulgado a cada três meses junto com as previsões econômicas. Em setembro, o dot plot indicava que haveria outros apertos monetários ainda este ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"As projeções de mais altas em setembro não são promessas. Vamos avançar com cautela", afirmou Powell.

Ainda que tenha evitado falar sobre o fim do ciclo de aperto monetário, o presidente do Fed foi claro quando disse que vê o fim das altas de juros. "Fomos bastante longe no aperto. Agora estamos perto do fim dele", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ORÁCULO DE OMAHA

Comprar a Berkshire Hathaway foi o maior erro de Warren Buffett; entenda o motivo

26 de dezembro de 2025 - 18:45

Mesmo após transformar a empresa em um conglomerado trilionário, o investidor diz que a compra inicial foi um erro estratégico

VAI TER DINHEIRO PARA TODO MUNDO?

O bilionário que tem mais de 100 filhos em 12 países diferentes — e que promete dividir sua herança com todos eles

26 de dezembro de 2025 - 14:18

Fundador do Telegram, Pavel Durov afirma ser pai de mais de 100 crianças em ao menos 12 países e diz que qualquer filho que comprove vínculo genético terá direito à herança

WALL STREET

Bolsas de NY fecham em alta na véspera de Natal; S&P 500 e Dow Jones renovam recordes

24 de dezembro de 2025 - 16:21

Um dos destaques foi a Nike, que avançou quase 5% depois que o CEO da Apple, Tim Cook, comprou 50 mil ações da fabricante de calçados

TRABALHO NOS EUA

Após taxa de US$ 100 mil, EUA mudam regras para obtenção de visto H-1B; entenda como vai funcionar

23 de dezembro de 2025 - 17:20

A medida reforça uma política de resistência progressiva da Casa Branca à imigração, e coloca no centro do controle do governo os trabalhadores especializados

TUDO O QUE RELUZ

Ouro em US$ 6 mil é possível: saiba até aonde o metal precioso pode chegar com os novos recordes e o que fazer agora 

23 de dezembro de 2025 - 15:05

O ouro voltou a renovar máximas nesta terça-feira (23), pelo segundo dia consecutivo, e foi seguido de perto pela prata, que superou os US$ 70 por onça

O QUE ESPERAR?

‘Gripe K’: O que sabemos sobre nova variante do vírus H3N2 que acaba de chegar ao Brasil

19 de dezembro de 2025 - 17:05

Nova variante mostrou-se predominante na ‘temporada de gripe’ do hemisfério norte, e chegou ao Brasil com 4 casos confirmados recentemente; entenda

AINDA MAIS RICO

Fusão bilionária faz fortuna de Trump crescer US$ 400 milhões em um único dia

19 de dezembro de 2025 - 14:06

Alta de mais de 36% nas ações da Trump Media após anúncio de fusão bilionária impulsionou o patrimônio estimado de Donald Trump

CÓDIGO DE TRÂNSITO DO CÉU

Como vão ser as regras de trânsito para os carros voadores da China — e que podem virar modelo para o Brasil e para o mundo

18 de dezembro de 2025 - 13:01

País lançou um sistema unificado para controlar voos de baixa altitude de carros voadores e eVTOL, criando um “código de trânsito do céu” antes da popularização da tecnologia

ROTAS DO NOEL

De trenó, de skate e até de helicóptero: como o Papai Noel se vira pelo mundo para entregar os presentes

18 de dezembro de 2025 - 10:59

Sem neve, sem renas e sem chaminés: os trajetos improváveis do Papai Noel ao redor do planeta

A DECISÃO QUE VALE UMA GRANA

Ganhar dinheiro com juros nos EUA, na Europa e até no México: as novas opções da B3 para quem quer investir de olho no exterior 

17 de dezembro de 2025 - 18:11

A controladora da bolsa brasileira lançou três opções com base em decisões de política monetária do Fed, do BCE e do Banxico; entenda como funcionam

BRASIL NA DISPUTA

Pré-indicados ao Oscar 2026: Brasil aparece em quatro categorias; confira os filmes da shortlist

17 de dezembro de 2025 - 12:29

Produções brasileiras aparecem em diferentes frentes na disputa pelo Oscar 2026; anúncio oficial dos indicados será apenas em janeiro

EM BUSCA DO MUNDO

Final do Intercontinental 2025: veja horário e onde assistir a Flamengo x PSG

17 de dezembro de 2025 - 11:44

Flamengo x PSG disputam a final da Copa Intercontinental 2025 no Catar, em duelo que vale título mundial e premiação milionária

RED FLAGS X GREEN FLAGS

Não uma, mas várias bolhas da IA: Deutsche Bank aponta os exageros e o que realmente pode dar errado a partir de agora

16 de dezembro de 2025 - 19:33

Além das bandeiras vermelhas e verdes ligadas às ações de empresas de inteligência artificial, o banco alemão também acende o sinal amarelo sobre o setor

CONTRAPESO

O dólar vai subir na Argentina? Banco Central anuncia mudança de regime cambial e programa de compra de reservas

15 de dezembro de 2025 - 19:26

A escassez contribuiu para uma corrida contra o peso em outubro, com investidores temendo que a Argentina ficasse sem dólares para sustentar as bandas cambiais

MUDANÇA DE CULTURA

Saída de Warren Buffett e dança das cadeiras representam o fim da Berkshire Hathaway como a conhecemos?

15 de dezembro de 2025 - 17:15

Movimentações no alto escalão da empresa de investimentos do Oráculo de Omaha indicam que a companhia está deixando para trás sua cultura descentralizada e migrando para uma estrutura mais tradicional

EM BUSCA DO CESSAR-FOGO

Vem aí acordo de paz entre Rússia e Ucrânia? Zelensky abre mão de ingressar na Otan com início das negociações em Berlim

14 de dezembro de 2025 - 17:22

O presidente ucraniano disse que, em conjunto com os europeus e os EUA, está analisando um plano de 20 pontos e que, ao final disso, há um cessar-fogo

NO TOPO DE 2025

Na corrida da IA, Kinea diz que só uma big tech é realmente magnífica e não é a Nvidia — ganho no ano beira 50%

12 de dezembro de 2025 - 15:03

Se a big tech que mais brilhou em 2025 até aqui teve um ganho acumulado de quase 50%, na contramão, a que foi ofuscada perdeu quase 7%

REVOLUÇÃO

CEO da Nvidia é eleito ‘Pessoa do Ano’ pelo Financial Times e diz se vai ter bolha da IA

12 de dezembro de 2025 - 13:21

A fabricante de chips se tornou a primeira empresa pública do mundo a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado; seus papéis acumulam valorização de 36% no ano em Nova York

VAI SUBIR OU CAIR

EUA tomam petroleiro na costa da Venezuela — o que pode acontecer com os preços de petróleo? 

11 de dezembro de 2025 - 15:33

As cotações operam em queda nesta quinta-feira (11), com os investidores concentrados nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia; entenda o que mexe com o mercado agora

O QUE FAZER AGORA?

Os juros caíram nos EUA: as janelas de oportunidade que se abrem para o investidor brasileiro 

10 de dezembro de 2025 - 18:01

Entenda por que a decisão do Fed desta quarta-feira (10) — que colocou a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano — importa, e como montar uma carteira de olho nos juros norte-americanos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar