O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ministério recua em ponto importante em renovação de concessões de distribuidoras de energia e ações do setor reagem em alta; saiba quais empresas se beneficiam

Em um dia negativo na B3, chamou a atenção o bom desempenho das ações das empresas de energia elétrica nesta sexta-feira. A explicação para a alta dos papéis do setor veio de Brasília.
Isso porque um dos temores do setor elétrico, e em particular das distribuidoras de energia, parece ter sido resolvido, com o recuo do governo em um ponto importante no processo de renovação de concessões públicas.
O Ministério de Minas e Energia havia aberto uma consulta pública para colher sugestões da população e de entidades sobre quais devem ser as regras para a renovação de uma série de concessões que vencem a partir de 2025.
E um tópico sensível para as distribuidoras era o desejo do governo de tentar capturar parte do excedente econômico-financeiro das empresas. Ou seja, quando os valores obtidos pelas distribuidoras com a concessão superam os previstos no contrato.
Porém, a nota técnica elaborada pelo ministério após o fim da consulta pública e enviada para o Tribunal de Contas da União (TCU) nesta semana mostra que o governo voltou atrás nesse ponto e que o processo está andando.
Outra questão de interesse para o setor é que o governo decidiu deixar os incentivos fiscais da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Leia Também
Segundo os analistas do JP Morgan, estas eram as duas principais fontes de preocupações das distribuidoras e que, se aprovados, representariam um risco negativo para as empresas.
Com as notícias positivas, as ações do setor reagiram em alta e ficaram entre as principais valorizações do Ibovespa no pregão desta sexta-feira (15):
Para o JP Morgan, a retirada desses pontos do documento do ministério é uma notícia positiva principalmente para a Equatorial, Energisa, Neoenergia (NEOE3), CPFL Energia (CPFE3) e Light (LIGT3).
Os analistas do banco norte-americano também avaliam que a retirada dos pontos de risco e demais diretrizes definidas criam um sentimento positivo para o setor.
O JP Morgan ainda citou que a decisão do Ministério de incluir os investimentos planejados para a remuneração das empresas em anos de revisão de tarifas de energia seria um pequeno ponto positivo.
Com a nota técnica do ministério já no TCU, as próximas etapas do processo são:
A previsão do JP Morgan é que as etapas devem ser concluídas até o final do ano, para que a primeira concessão que deve ter seu contrato expirado - a distribuidora da EDP-ES em julho de 2024 - possa assinar seu novo contrato.
Em relação ao eventual excedente econômico obtido pelas distribuidoras de energia, o governo reconheceu que ele não pode ser medido, ou seja, não há como comprovar a existência de superávit econômico e definir uma metodologia para calculá-lo adequadamente, que tenha respaldo do Ministério da Fazenda.
Já em relação aos incentivos fiscais, o governo recebeu diversas contribuições contra a possibilidade de repassar aos consumidores os incentivos fiscais atualmente usufruídos pelo empresas.
A avaliação também é que a questão tem alta complexidade jurídica, já foi alvo de decisões da Justiça no passado. Por isso, o ministério sugere a não utilização desses incentivos fiscais da Sudam e da Sudene como condição para a prorrogação dos contratos de concessão.
Os novos contratos de concessão ainda podem incluir uma cláusula para reconhecer os investimentos planejados pelas empresas posteriormente ao definido em contrato.
Atualmente, a chamada RAB (base de ativos regulatórios) é recalculada apenas durante as revisões tarifárias, para refletir o investimento e a depreciação passados, mas não investimentos futuros.
A inclusão de investimentos planejados na RAB para remuneração seria um ponto positivo para todas as distribuidoras, acredita o JP Morgan.
Entra ou não entra?
O QUE QUASE NINGUÉM VIU?
VAI E VEM DOS SPREADS
HIPOCRISIA?
TROCA DE CEO
ENTREVISTA AO ESTADÃO
COMPRAR OU VENDER?
DO CAMPO AO BALANÇO
NÃO PARA NA LAVOURA
DESTAQUES DA BOLSA
COMPETIÇÃO ACIRRADA
Conteúdo BTG Pactual
VEJA ONDE APOSTAR
PASSO A PASSO
AUMENTO DE CAPITAL
PREPAREM O BOLSO
CISÃO OU CIZÂNIA?
ESCAPOU DO JUÍZO FINAL?
FUTURO INCERTO
DEIXAR O PASSADO PARA TRÁS