🔴 5 TÍTULOS DA RENDA FIXA ‘PREMIUM’ PARA INVESTIR AGORA –  CONHEÇA AQUI

Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

ALTA TENSÃO

A Copel (CPLE6) corre o risco de virar uma nova Eletrobras (ELET6)? Saiba o que esperar das ações da ex-estatal na B3 após a privatização

O maior temor é o de que a Copel esteja fadada a percorrer o mesmo caminho da ex-estatal federal, que vem enfrentando uma série de resistências do governo

Camille Lima
Camille Lima
6 de setembro de 2023
6:44 - atualizado às 9:47
Funcionários da Copel
Funcionários da Copel - Imagem: Divulgação

A oferta de ações que tirou a Copel (CPLE3; CPLE6) do controle do governo do Estado do Paraná completa um mês nesta semana. Mas o que deveria ser motivo de euforia no mercado ainda provoca desconfiança em parte dos investidores. E parte da “culpa” é da Eletrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O maior temor é o de que a Copel esteja fadada a percorrer o mesmo caminho da ex-estatal federal, que vem enfrentando uma série de resistências do governo após a eleição do presidente Lula. Como resultado, as ações ELET3 amargam uma queda de mais de 10% desde a privatização, em junho do ano passado.

De fato, a Copel adotou um caminho de privatização semelhante ao da Eletrobras, por meio de uma oferta de ações que movimentou R$ 5,2 bilhões ao todo. Foi a segunda maior operação na B3 neste ano até agora, atrás apenas da captação da BRF.

A oferta de ações diluiu a participação do Estado do Paraná no capital da Copel, de 31% para 15,6% — e de 69,66% para 26,96% do total de ações com direito a voto. Assim, a Copel se tornou uma sociedade com capital disperso e sem acionista controlador, sendo, enfim, privatizada.

Só que a saída do Estado do comando da Copel ainda não empolgou o mercado. As ações da ex-estatal (CPLE3) andam praticamente de lado desde o follow on, embora acumulem ganho de 20% no acumulado do ano, na expectativa da privatização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas por que o mercado está preocupado com o futuro da Copel, já que a privatização correu dentro dos conformes? O Seu Dinheiro conversou na última semana com gestores e analistas e mostra por que o temor de a empresa repetir os “erros” da Eletrobras parece exagerado.

Leia Também

A Copel e a Eletrobras

O principal receio envolvendo a desestatização da Copel recai justamente nos desdobramentos da privatização da Eletrobras — mais especificamente, nos problemas da companhia com o governo, que se mantém como um acionista relevante.

Em março, a União entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a cláusula no estatuto que limita o poder de voto dos acionistas a 10% do capital.

Se aprovada pelo STF, a reversão da limitação de votos da União na Eletrobras abriria precedentes para que a situação se repetisse para a Copel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O alerta para a companhia paranaense de energia se acendeu quando, nos “finalmentes” da privatização, o BNDES gerou ruídos no processo de venda da elétrica.

Acionista minoritário da companhia, o banco público fez com que dois itens fossem retirados da pauta da privatização: a conversão de ações preferenciais classes A e B em ações ordinárias e a migração da companhia para o Novo Mercado da B3.

Para aderir ao Novo Mercado, as companhias precisam cumprir uma série de regras rígidas de governança. Entre elas, a conversão de todas as ações em ordinárias (com direito a voto).

Desta vez vai ser diferente

Ainda que parte do mercado tenha receios sobre o futuro da Copel privatizada, quem acompanha a empresa de perto avalia que a companhia elétrica paranaense está mais blindada contra potenciais intervenções governamentais e que não deve repetir os passos da Eletrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das razões é a estrutura de capital da companhia. Ao contrário do que acontece na holding, na qual a União manteve pouco mais de 40% do capital, a participação remanescente do governo paranaense na Copel é menor, o que reduz o risco político caso haja uma mudança na gestão do Estado.

E quanto à presença do BNDES no capital da Copel? Para um gestor de fundos que analisou a companhia, o banco público não deve ser um empecilho para a empresa cumprir os planos da privatização.

Agora fora do ninho do Estado, a Copel ganha maior agilidade na tomada de decisões, incluindo iniciativas de redução de custos e geração de receita. Além disso, o plano de reforço nas linhas de transmissão da Copel e o potencial de dividendos no futuro também atraem os analistas.

Procurada pela reportagem do Seu Dinheiro, a Copel preferiu não comentar sobre os projetos da empresa e os riscos que envolvem o negócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De todo modo, a companhia já deu início ao plano de redução de custos operacionais, com o anúncio de um programa de demissão voluntária (PDV) de R$ 300 milhões

A empresa não revelou as estimativas da quantidade de funcionários que devem aderir ao programa nem quanto dinheiro espera economizar a longo prazo com o PDV. 

Afinal, vale a pena comprar as ações?

Apesar da atual desconfiança dos investidores, os analistas que cobrem a Copel estão otimistas com o futuro da empresa privatizada. Tanto que, dos 11 profissionais que cobrem a companhia, 9 recomendam a compra dos papéis CPLE6, de acordo com dados da Bloomberg.

O preço-alvo dos analistas aponta potencial de valorização de 17,9% para as ações, mas os gestores mais otimistas com a empresa falam em potencial para o médio prazo bem maior. Caso a companhia cumpra os planos da privatização, os papéis podem até dobrar de valor, nos cálculos um profissional ouvido pelo Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America já possuía recomendação de compra para as ações da Copel, mas ficou ainda mais otimista após a privatização. Os analistas elevaram o preço-alvo das ações CPLE6, de R$ 10,20 para R$ 12, e das units CPLE11, de R$ 51 para R$ 60.

Para o BofA, a ação da Copel está com uma avaliação descontada e possui a relação de risco e retorno mais atraente da cobertura do banco no setor.

Os analistas projetam uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,5% para CPLE6, “assumindo iniciativas de corte de custos de baixo risco e baixa exposição aos preços de energia”.

Depois da privatização, a Copel também se tornou a ação favorita do JP Morgan no setor de energia. Para os analistas, a ex-estatal possui um valuation atrativo com riscos de queda limitados e deve ser uma das companhias mais rentáveis do setor elétrico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco possui recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 60 para as units da empresa (CPLE11), equivalente a um potencial de alta de 39% em relação ao último fechamento.

“Nós vemos a Copel (CPLE11) negociando próxima da CPFL Energia (CPFE3), como uma companhia de maior qualidade, diversificada e de crescimento modesto. Esperamos que a Copel continue melhorando a eficiência e lucratividade, agora que é uma corporação privada”, afirma o JPM.

Os analistas enxergam dois principais gatilhos que podem impulsionar as ações da Copel: a alocação de capital, com a venda de ativos e outras medidas de eficiência, e o potencial de dividendos mais elevados.

A projeção se baseia no potencial da paranaense em se tornar “uma verdadeira corporação, com potencial para governança corporativa superior, um mix de negócios mais diversificado e exposição nula ao risco de renovação de concessões nos próximos 5 anos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No começo de agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de renovação da concessão de três das principais usinas hidrelétricas da Copel por mais 30 anos.

O valor estabelecido pelo governo no processo foi de R$ 3,719 bilhões, a título de bônus de outorga. Segundo a empresa, parte do dinheiro da privatização será usado no pagamento.

Os riscos de Copel para além do governo Lula

Na visão do JP Morgan, existem três principais riscos para a tese de investimento em Copel — e eles em nada têm a ver com a gestão de Lula. O primeiro remete ao desempenho da empresa após a privatização.

“Já presumimos cortes de custos, maiores eficiências e melhor alocação de capital, mas se a privatização for menos benéfica para a Copel do que esperamos, veríamos um risco negativo para a nossa avaliação e preço-alvo”, afirma o JPM, em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco norte-americano ainda considera outros dois riscos à avaliação da Copel: preços de energia mais baixos para novos contratos de energia e a participação da companhia em novos projetos greenfield com retornos desfavoráveis.

Vale lembrar que a Copel anunciou há dois meses um reajuste das tarifas médias de energia para os consumidores em 10,50%. O percentual deve permanecer em vigor durante um ano, até junho de 2024.

Já em relação aos projetos, desde 2022, a empresa busca oportunidades brownfield e greenfield por meio de leilões no segmento de transmissão. Segundo o CEO da Copel, Daniel Slaviero, a companhia paranaense pretende fazer parcerias para entrar em novos negócios nesse segmento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BONS VENTOS

Embraer (EMBR3) reforça imagem no setor de defesa com venda para o Panamá — e o BTG gosta da mensagem que o negócio passa

29 de agosto de 2025 - 18:33

Estimada em US$ 80 milhões, a transação foi formalizada durante a visita do presidente panamenho ao Brasil

PARA POR NA CARTEIRA

XP eleva preço-alvo de bancão e mantém ação como preferida no setor financeiro; saiba qual é

29 de agosto de 2025 - 15:55

A corretora reiterou a recomendação de compra e manteve o papel como top pick (preferido) do setor financeiro, destacando o potencial de valorização de 17%, mesmo após a alta de 38% acumulada neste ano

SEM “DAR UM TEMPO”

Marfrig (MRFG3) encerra contrato de venda de unidades no Uruguai para Minerva (BEEF3) após 2 anos — mas rival não aceita o “término”

29 de agosto de 2025 - 13:08

O acordo estabelecia a venda de ativos para a controlada da Minerva e faz parte de uma transação bilionária anunciada pelas companhias em maio de 2023

NOVA POLÊMICA NO RADAR

Compra do Banco Master pelo BRB sofre novo revés por envolvimento com a Reag, alvo de operação contra o crime organizado

29 de agosto de 2025 - 12:49

Pelo menos 18 dos 34 fundos declarados pelo Banco Master são administrados pela Reag e pela Trustee DTVM, ambos alvos da Polícia Federal

FICÇÃO E REALIDADE

Vale tudo na novela: o que aconteceria se Odete Roitman tentasse passar a perna em Raquel na vida real

29 de agosto de 2025 - 12:34

Especialista em direito societário analisa rasteira de Odete Roitman em Raquel Accioly que agitou a trama da novela Vale Tudo nos últimos dias

SAINDO DO RADAR?

Na mira de investigações, Trustee e Banco Genial renunciam à gestão de fundos alvos de operação contra o PCC

29 de agosto de 2025 - 11:39

Ontem, a Operação Carbono Oculto desmantelou um megaesquema de lavagem de dinheiro envolvendo centenas de fintechs, gestoras e empresas ligadas ao mercado financeiro

NA ROTA DA REESTRUTURAÇÃO

Raízen (RAIZ4) é a maior alta do Ibovespa após venda bilionária de usinas no Mato Grosso do Sul

29 de agosto de 2025 - 11:28

Segundo a companhia, os ativos contam com capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra

O ELEFANTE NA SALA

O jogo arriscado dos Coelho Diniz no Pão de Açúcar (PCAR3): afinal, o que eles querem com a varejista?

29 de agosto de 2025 - 7:01

De acordo com um gestor com quem o Seu Dinheiro conversou, a resposta é simples: comprar um player relevante a preço de banana. Mas esta é uma aposta arriscada

REDUÇÃO DE DANOS

Minerva (BEEF3) aprova redução de capital social em R$ 577,3 milhões para absorver os prejuízos de 2024

28 de agosto de 2025 - 19:50

Com a aprovação da assembleia geral extraordinária, o capital social da companhia passa de R$ 3,6 bilhões divididos em 994.534.197 ações ordinárias

COME TO BRAZIL

OpenAI abrirá o primeiro escritório na América Latina — e o Brasil foi o escolhido; veja os planos da companhia dona do ChatGPT

28 de agosto de 2025 - 19:30

Atualmente, o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT, registrando mais de 140 milhões de mensagens enviadas para o chatbot

O SOL NASCE DIFERENTE?

O segredo do Japão para atrair Warren Buffett: a estratégia do bilionário por trás da compra de mais de 10% da Mitsubishi

28 de agosto de 2025 - 18:31

Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor, passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024

O VALOR DA JUSTIÇA

Ultrapar (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) disparam após operação contra o PCC; entenda os motivos

28 de agosto de 2025 - 17:50

As três empresas têm atuação no setor de combustíveis, que está no centro da Operação Carbono Oculto, que atingiu até mesmo a Faria Lima hoje

EMPREENDEDORISMO

Sebrae lança um fundo de fundos com o BTG Pactual; saiba que tipo de empresas estarão na mira

28 de agosto de 2025 - 16:41

FIC FIP Sebrae Germina começa com R$ 100 milhões do Sebrae Nacional e pode chegar a R$ 450 milhões com a adesão de unidades estaduais da entidade

TUDO PRA FICAR COM ELA

CVM chama a atenção da Braskem (BRKM5), que presta explicações sobre negociações de fatia da empresa — e revela mais um interessado

28 de agosto de 2025 - 16:08

O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica

OPERAÇÃO POLICIAL

Fintechs invisíveis e o “banco paralelo” do PCC: como criminosos se aproveitaram da Faria Lima para desviar bilhões

28 de agosto de 2025 - 14:27

Da Faria Lima às contas digitais, a Polícia Federal e a Receita miram centenas de empresas e pessoas físicas em um esquema de lavagem de dinheiro, estelionato e fraude fiscal

SANGUE NOVO

Petrobras (PETR4) recebe a indicação de novo membro do conselho de administração; saiba quem é o escolhido pelo governo

28 de agosto de 2025 - 13:05

A indicação foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após mudanças que envolveram a renúncia do presidente do colegiado

TOC, TOC, TOC

Quem é a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil e que agora está na mira da Receita Federal

28 de agosto de 2025 - 10:37

Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag se tornou a oitava maior gestora de recursos do Brasil — mas hoje ganha os holofotes por conta de uma operação da Receita contra o crime organizado

SOLUÇÃO A CAMINHO

Conselho de administração da Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações para deixar de ser negociada como penny stock

27 de agosto de 2025 - 20:14

Na esteira do anúncio, a operadora também informou que adiou novamente a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano

RISCO NO VAREJO

Corra de Magazine Luiza (MGLU3) e de Casas Bahia (BHIA3): por que esse banco cortou o preço-alvo e diz que é para vender as ações

27 de agosto de 2025 - 19:26

No caso do Magalu, o preço-alvo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,50. Para Casas Bahia, a baixa foi de R$ 3 para R$ 2,50.

BALANÇO DO 2T26 FISCAL

Nvidia (NVDC34) supera previsão de lucro e receita, mas mercado torce o nariz para esse resultado. A culpa é de Trump?

27 de agosto de 2025 - 18:13

A gigante de chips está no centro da corrida pela inteligência artificial entre EUA e China; saiba o que pesou para as ações da empresa caírem 5% após da divulgação do balanço nesta quarta-feira (27)

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar