🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

ALTA TENSÃO

A Copel (CPLE6) corre o risco de virar uma nova Eletrobras (ELET6)? Saiba o que esperar das ações da ex-estatal na B3 após a privatização

O maior temor é o de que a Copel esteja fadada a percorrer o mesmo caminho da ex-estatal federal, que vem enfrentando uma série de resistências do governo

Camille Lima
Camille Lima
6 de setembro de 2023
6:44 - atualizado às 9:47
Funcionários da Copel
Funcionários da Copel - Imagem: Divulgação

A oferta de ações que tirou a Copel (CPLE3; CPLE6) do controle do governo do Estado do Paraná completa um mês nesta semana. Mas o que deveria ser motivo de euforia no mercado ainda provoca desconfiança em parte dos investidores. E parte da “culpa” é da Eletrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O maior temor é o de que a Copel esteja fadada a percorrer o mesmo caminho da ex-estatal federal, que vem enfrentando uma série de resistências do governo após a eleição do presidente Lula. Como resultado, as ações ELET3 amargam uma queda de mais de 10% desde a privatização, em junho do ano passado.

De fato, a Copel adotou um caminho de privatização semelhante ao da Eletrobras, por meio de uma oferta de ações que movimentou R$ 5,2 bilhões ao todo. Foi a segunda maior operação na B3 neste ano até agora, atrás apenas da captação da BRF.

A oferta de ações diluiu a participação do Estado do Paraná no capital da Copel, de 31% para 15,6% — e de 69,66% para 26,96% do total de ações com direito a voto. Assim, a Copel se tornou uma sociedade com capital disperso e sem acionista controlador, sendo, enfim, privatizada.

Só que a saída do Estado do comando da Copel ainda não empolgou o mercado. As ações da ex-estatal (CPLE3) andam praticamente de lado desde o follow on, embora acumulem ganho de 20% no acumulado do ano, na expectativa da privatização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas por que o mercado está preocupado com o futuro da Copel, já que a privatização correu dentro dos conformes? O Seu Dinheiro conversou na última semana com gestores e analistas e mostra por que o temor de a empresa repetir os “erros” da Eletrobras parece exagerado.

Leia Também

A Copel e a Eletrobras

O principal receio envolvendo a desestatização da Copel recai justamente nos desdobramentos da privatização da Eletrobras — mais especificamente, nos problemas da companhia com o governo, que se mantém como um acionista relevante.

Em março, a União entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a cláusula no estatuto que limita o poder de voto dos acionistas a 10% do capital.

Se aprovada pelo STF, a reversão da limitação de votos da União na Eletrobras abriria precedentes para que a situação se repetisse para a Copel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O alerta para a companhia paranaense de energia se acendeu quando, nos “finalmentes” da privatização, o BNDES gerou ruídos no processo de venda da elétrica.

Acionista minoritário da companhia, o banco público fez com que dois itens fossem retirados da pauta da privatização: a conversão de ações preferenciais classes A e B em ações ordinárias e a migração da companhia para o Novo Mercado da B3.

Para aderir ao Novo Mercado, as companhias precisam cumprir uma série de regras rígidas de governança. Entre elas, a conversão de todas as ações em ordinárias (com direito a voto).

Desta vez vai ser diferente

Ainda que parte do mercado tenha receios sobre o futuro da Copel privatizada, quem acompanha a empresa de perto avalia que a companhia elétrica paranaense está mais blindada contra potenciais intervenções governamentais e que não deve repetir os passos da Eletrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das razões é a estrutura de capital da companhia. Ao contrário do que acontece na holding, na qual a União manteve pouco mais de 40% do capital, a participação remanescente do governo paranaense na Copel é menor, o que reduz o risco político caso haja uma mudança na gestão do Estado.

E quanto à presença do BNDES no capital da Copel? Para um gestor de fundos que analisou a companhia, o banco público não deve ser um empecilho para a empresa cumprir os planos da privatização.

Agora fora do ninho do Estado, a Copel ganha maior agilidade na tomada de decisões, incluindo iniciativas de redução de custos e geração de receita. Além disso, o plano de reforço nas linhas de transmissão da Copel e o potencial de dividendos no futuro também atraem os analistas.

Procurada pela reportagem do Seu Dinheiro, a Copel preferiu não comentar sobre os projetos da empresa e os riscos que envolvem o negócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De todo modo, a companhia já deu início ao plano de redução de custos operacionais, com o anúncio de um programa de demissão voluntária (PDV) de R$ 300 milhões

A empresa não revelou as estimativas da quantidade de funcionários que devem aderir ao programa nem quanto dinheiro espera economizar a longo prazo com o PDV. 

Afinal, vale a pena comprar as ações?

Apesar da atual desconfiança dos investidores, os analistas que cobrem a Copel estão otimistas com o futuro da empresa privatizada. Tanto que, dos 11 profissionais que cobrem a companhia, 9 recomendam a compra dos papéis CPLE6, de acordo com dados da Bloomberg.

O preço-alvo dos analistas aponta potencial de valorização de 17,9% para as ações, mas os gestores mais otimistas com a empresa falam em potencial para o médio prazo bem maior. Caso a companhia cumpra os planos da privatização, os papéis podem até dobrar de valor, nos cálculos um profissional ouvido pelo Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America já possuía recomendação de compra para as ações da Copel, mas ficou ainda mais otimista após a privatização. Os analistas elevaram o preço-alvo das ações CPLE6, de R$ 10,20 para R$ 12, e das units CPLE11, de R$ 51 para R$ 60.

Para o BofA, a ação da Copel está com uma avaliação descontada e possui a relação de risco e retorno mais atraente da cobertura do banco no setor.

Os analistas projetam uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,5% para CPLE6, “assumindo iniciativas de corte de custos de baixo risco e baixa exposição aos preços de energia”.

Depois da privatização, a Copel também se tornou a ação favorita do JP Morgan no setor de energia. Para os analistas, a ex-estatal possui um valuation atrativo com riscos de queda limitados e deve ser uma das companhias mais rentáveis do setor elétrico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco possui recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 60 para as units da empresa (CPLE11), equivalente a um potencial de alta de 39% em relação ao último fechamento.

“Nós vemos a Copel (CPLE11) negociando próxima da CPFL Energia (CPFE3), como uma companhia de maior qualidade, diversificada e de crescimento modesto. Esperamos que a Copel continue melhorando a eficiência e lucratividade, agora que é uma corporação privada”, afirma o JPM.

Os analistas enxergam dois principais gatilhos que podem impulsionar as ações da Copel: a alocação de capital, com a venda de ativos e outras medidas de eficiência, e o potencial de dividendos mais elevados.

A projeção se baseia no potencial da paranaense em se tornar “uma verdadeira corporação, com potencial para governança corporativa superior, um mix de negócios mais diversificado e exposição nula ao risco de renovação de concessões nos próximos 5 anos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No começo de agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de renovação da concessão de três das principais usinas hidrelétricas da Copel por mais 30 anos.

O valor estabelecido pelo governo no processo foi de R$ 3,719 bilhões, a título de bônus de outorga. Segundo a empresa, parte do dinheiro da privatização será usado no pagamento.

Os riscos de Copel para além do governo Lula

Na visão do JP Morgan, existem três principais riscos para a tese de investimento em Copel — e eles em nada têm a ver com a gestão de Lula. O primeiro remete ao desempenho da empresa após a privatização.

“Já presumimos cortes de custos, maiores eficiências e melhor alocação de capital, mas se a privatização for menos benéfica para a Copel do que esperamos, veríamos um risco negativo para a nossa avaliação e preço-alvo”, afirma o JPM, em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco norte-americano ainda considera outros dois riscos à avaliação da Copel: preços de energia mais baixos para novos contratos de energia e a participação da companhia em novos projetos greenfield com retornos desfavoráveis.

Vale lembrar que a Copel anunciou há dois meses um reajuste das tarifas médias de energia para os consumidores em 10,50%. O percentual deve permanecer em vigor durante um ano, até junho de 2024.

Já em relação aos projetos, desde 2022, a empresa busca oportunidades brownfield e greenfield por meio de leilões no segmento de transmissão. Segundo o CEO da Copel, Daniel Slaviero, a companhia paranaense pretende fazer parcerias para entrar em novos negócios nesse segmento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

REMÉDIO AMARGO

Ações da Hapvida (HAPV3) chegam a cair mais de 8% e lideram as perdas do Ibovespa após novas mudanças no alto escalão

13 de janeiro de 2026 - 13:07

Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição

ADEUS, NY

De saída dos EUA? Assaí (ASAI3) pede cancelamento de registro no país; entenda o que acontece agora

13 de janeiro de 2026 - 10:49

A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias

FORMALIZAÇÃO

Quer empreender em 2026? Veja passo a passo para abrir CNPJ como MEI

13 de janeiro de 2026 - 9:30

O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet

AS PRINCIPAIS PERGUNTAS RESPONDIDAS

Azul (AZUL54): não é porque a ação caiu 90% que as coisas estejam colapsando. Qual é a situação da empresa hoje e o que esperar?

13 de janeiro de 2026 - 6:01

Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia

BOLETIM 2026

Santander dá nota máxima à Ser Educacional (SEER3) e define o pódio do setor; veja ranking

12 de janeiro de 2026 - 19:48

Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano

MONOPÓLIO?

Dona do Whatsapp na mira do Cade: suspeita de abuso de posição em IA pode acabar em multa de R$ 250 mil por dia 

12 de janeiro de 2026 - 19:25

A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI

UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

ADEUS, B3

Gol (GOLL54) avança para decolar da B3: laudo da OPA avalia lote a R$ 10,13; entenda

10 de janeiro de 2026 - 16:10

O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta

BYE-BYE, AMERICA

Adeus, Wall Street: Cogna (COGN3) aprova saída da Vasta da Nasdaq. O que está por trás do movimento?

10 de janeiro de 2026 - 15:02

Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Santander (SANB11) prepara distribuição de R$ 2 bilhões em proventos; confira os detalhes

9 de janeiro de 2026 - 20:10

Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027

QUEM LEVA A TAÇA?

Ano de Copa do Mundo: Santander revela dois nomes do varejo que devem golear durante o torneio

9 de janeiro de 2026 - 19:55

Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades

RAIO-X DO SETOR

Rede D’Or (RDOR3) segue como estrela e Fleury (FLRY3) ganha fôlego: Santander aposta nas gigantes, mas vê obstáculos em 2026 para a saúde

9 de janeiro de 2026 - 19:25

Banco reforça confiança seletiva em grandes players, mas alerta para riscos regulatórios e competição intensa na saúde neste ano; confira as recomendações do Santander para o setor

DEPOIS DO DR. GOOGLE

ChatGPT Health ajuda, mas não receita: entenda como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:35

Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar