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Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 102,4% (dado revisado) para 104,8%

Mesmo após o fim do ciclo de alta da Selic e com a perspectiva de queda da taxa básica, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito subiu 14,4 pontos porcentuais de março para abril, informou nesta terça-feira (30) o Banco Central.
A taxa passou de 433,3% (dado revisado) para 447,7% ao ano, o maior patamar desde março de 2017 (490,3%).
O rotativo do cartão — bem como o cheque especial — é uma modalidade de crédito emergencial, muito acessada em momentos de dificuldades.
Ainda dentro do cartão de crédito, o juro do parcelado passou de 193,2% (dado revisado) para 200,7% ao ano, o maior valor da série disponibilizada pelo BC, iniciada em março de 2011.
Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 102,4% (dado revisado) para 104,8%.
Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.
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A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.
A quantidade de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões em janeiro de 2018 para 70,1 milhões em janeiro de 2023, segundo o Serasa Experian.
As dívidas que mais subiram no período foram as financeiras, com elevação de 71%, sendo que a inflação e os juros altos foram os principais catalisadores para o aumento da inadimplência no país no período.
Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, formalizaram a criação de um grupo de trabalho com o BC para debater as causas e propor soluções para os juros elevados do cartão de crédito.
Uma das opções na mesa é acabar de vez com a modalidade.
Além disso, uma das propostas do governo é o programa Desenrola, focado na renegociação de dívidas das famílias de baixa renda. Entretanto, a área técnica do ministério encontra problemas para fazer a proposta avançar.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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