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O medo de uma recessão nos Estados Unidos voltou a pressionar os mercados financeiros com mais intensidade nos últimos dias
“Onde está todo o otimismo da semana passada?”, perguntam-se os investidores em criptomoedas. O bitcoin (BTC) desceu para o nível de US$ 27 mil, com uma queda de 8% nos últimos sete dias. Verdade seja dita, o cenário internacional voltou a piorar para os ativos de risco — especialmente os digitais.
O medo de uma recessão nos Estados Unidos voltou a pressionar os mercados financeiros com mais intensidade nos últimos dias. Esse temor ficou mais evidente com o pedido de proteção contra falência — também conhecido como chapter 11 — da Bed Bath & Beyond.
Isso porque os juros norte-americanos estão em patamares elevados para os padrões dos EUA — e devem permanecer assim por mais tempo do que os investidores estão dispostos a esperar.
Outro fator que pesa no mercado de criptomoedas é a regulação. Nos Estados Unidos e Europa, os reguladores lançaram novas visões e pareceres sobre o setor — o que não agradou muito.
Veja como operam as dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Name | Price | 24h % | 7d % | YTD % |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 27.473,63 | -0,64% | -6,88% | 64,39% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.850,68 | -1,34% | -11,01% | 53,44% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | -0,02% | -0,01% | 0,03% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 331,91 | 0,34% | -2,98% | 35,26% |
| 5 | USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,04% | 0,00% |
| 6 | XRP (XRP) | US$ 0,4648 | -0,77% | -9,52% | 36,77% |
| 7 | Cardano (ADA) | US$ 0,3884 | -0,79% | -12,62% | 54,62% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,07932 | -1,27% | -15,07% | 12,29% |
| 9 | Polygon (MATIC) | US$ 0,9985 | -2,44% | -14,36% | 30,49% |
| 10 | Solana (SOL) | US$ 21,74 | -1,85% | -12,83% | 115,03% |
Começando pelos Estados Unidos, o presidente da SEC (a CVM dos EUA), Gary Gensler, mostrou que o órgão deve continuar com uma postura repressiva contra o setor de criptomoedas.
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Thiago Rigo, analista da gestora Titanium Asset, explica que o mercado cripto por lá está sujeito a sanções do órgão que, vez ou outra, minam o desenvolvimento de novos projetos. Isso porque, segundo a SEC, “todas as criptomoedas seriam valores mobiliários” — o que nem sempre é verdade.
Além disso, “o lançamento de um framework regulatório mais claro nos EUA é algo que ainda pode demorar a acontecer”, o que aumenta os poderes da SEC, explica o analista.
Do outro lado do Atlântico, o parlamento europeu aprovou uma lei de Regulamentação dos Mercados de Criptoativos, chamada de MiCA. Antes dela, as regras por lá se pautavam em diretrizes já existentes na União Europeia contra lavagem de dinheiro (anti money laundering, ou AML, na sigla em inglês).
A partir de agora, empresas do setor terão 18 meses para se adequarem ao novo regime de regras.
Em linhas gerais, a nova legislação deixa bastantes pontos em aberto — como para definir mais profundamente as diretrizes para finanças descentralizadas (DeFi), negociação de tokens (NFTs), etc —, mas foi vista com bons olhos por figurões do setor.
Entre eles, Changpeng Zhao, o CZ, CEO da Binance, afirmou que regras mais claras deixam “o jogo mais limpo” para exchanges (corretoras de criptomoedas) que querem operar no mercado europeu.
Não podemos deixar de citar o fato de que, enquanto EUA e Europa brigam para aprovar novas regras para esse novo segmento de mercado, o Brasil já havia aprovado diretrizes para o setor de criptomoedas no final de 2022.
Mas vale ressaltar que a aprovação do MiCA tem mais peso para o cenário internacional porque pode pautar a regulação em outros países.
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